Comunidade em Rede estimula produção de conteúdo online; prêmios acumulam R$ 10 mil

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Grupos que já participaram de projetos do Instituto Jatobás foram convidados a produzir vídeos, podcasts e lives durante a quarentena

A pandemia do novo coronavírus colocou em evidência a importância que a sociedade, empresas e governo têm de estar cada vez mais conectados. Reuniões de negócios, shows e até a educação tradicional tiveram que ser reformulados para se adaptar à nova realidade digital.

Pensando em capacitar e tornar o acesso às ferramentas digitais mais fácil em tempos de pandemia, o Instituto Jatobás criou o projeto Comunidade em Rede para estimular a criação de conteúdo virtual.

Grupos que atuaram em iniciativas do instituto nos últimos 15 anos foram convidados a participar do projeto. No total, 55 coletivos produziram cerca de 100 materiais audiovisuais entre lives, podcasts e vídeos e ainda receberam um incentivo financeiro.

Criação do conteúdo

“A ideia surgiu no meio da pandemia. A gente não teria pensado nisso antes. A ideia foi estimular os grupos a trazerem os saberes deles, as atividades deles, em um formato diferente e virtual. A gente quis estimular essa experimentação, que eles experimentassem a atividade deles em um outro formato, que era um formato possível nesse momento, em que todo mundo ficou desestruturado”, explica Renata Safon, do Instituto Jatobás.

Durante a primeira fase do projeto, integrantes dos grupos aprenderam a criar vídeos, lives e podcasts e a utilizar as ferramentas tecnológicas. 

Já na segunda etapa, os grupos participantes foram estimulados a trabalhar com outros coletivos. A produção dos conteúdos era realizada com dois ou até três deles. “Muitos grupos que não se conheciam começaram a se conhecer e fizeram atividades juntos. A gente estimulou essa rede”, diz Safon.

Para Ednusa Ribeiro, do coletivo Meninas Mahin, o trabalho com outros grupos foi importante para mostrar o trabalho para outras pessoas e fazer novas conexões.

“O sentimento é de gratidão. Todo projeto que a gente participa é importante porque a gente se mostra através do nosso trabalho. Outro fato legal foram as conexões com coletivos de outras regiões e que fazem um trabalho parecido com o nosso”, conta.

A escolha dos vencedores também foi de forma virtual. Uma avaliação foi realizada entre os próprios coletivos participantes, que indicavam o melhor conteúdo.

Premiação

Além dos 9 prêmios de R$ 1.000 para os ganhadores, o vídeo mais curtido no Youtube foi contemplado com uma premiação extra do mesmo valor, enquadrado na categoria de voto popular.

“O projeto me colocou em contato com outros produtores de conteúdo e ainda permitiu que eu fosse incentivada financeiramente. Isso é muito importante quando se faz um projeto independente, para que a gente consiga se sustentar como produtor de conteúdo, de arte e cultura”, diz a educomunicadora Gisele Alexandre, que atua na ONG Interferência.

Julio Ruffin Pinhel, do Coletivo Ciclo Limpo, que também participou do projeto, destacou o desafio que foi lidar com a comunicação em mídias digitais. A iniciativa trabalha com coleta e compostagem de resíduos orgânicos em empresas e residências em Botucatu (SP).

“A gente não conhecia todas as ferramentas e o projeto trouxe um desafio, que era essas produções online, que a gente não tinha expertise. Entendemos que não precisava ser especialista ou ter todo equipamento em casa. O projeto trouxe a possibilidade real de fazer produções bem feitas e que trazem um resultado legal”, conta.

Desafio

Para Alânia Cerqueira, da Macambira Sociocultural, que foi parceira do Instituto Jatobás na iniciativa, o projeto revelou uma realidade importante: as ferramentas digitais estão disponíveis, mas o acesso ainda não é democrático. 

“Elas (as ferramentas) estão dadas, mas elas necessitam de recursos e conhecimento técnico que não necessariamente a gente tem. É uma questão de acesso, isso não está dado às iniciativas coletivas sociais e periféricas. Isso é um ponto importante.”

Segundo ela, apesar dos desafios da pandemia e de conectividade, a transposição dos projetos para os meios virtuais não reduziu a essência de cada grupo. “O encantamento não foi perdido. As iniciativas não perderam a mística, a magia do seu fazer por ter que encaixar o conteúdo em uma telinha”.

Confira a lista dos conteúdos premiados:

Pesquisa de mercado para negócios de impacto social

pesquisa de mercado para negocios de impacto social

Entender o público-alvo da sua startup é fundamental e a pesquisa é a maneira de fazer isso com sucesso

Desenvolver com sucesso um produto ou serviço exige compreender profundamente o público-alvo da solução a quem ela se destina. Um caminho para se chegar a essa compreensão é a pesquisa de mercado. Muito comum entre grandes empresas, pesquisa do tipo são pouco contratadas por pequenos e médios negócios, seja por restrições de orçamento ou por falta de expertise do time, que pode não ter um especialista no assunto.

Continue lendo na Kaleydos.

Artistas e empreendedores criativos comentam suas experiências com o edital Max Quarentena

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Iniciativa foi uma oportunidade para geração de renda em meio à pandemia e para que os profissionais tivessem novos aprendizados com ferramentas digitais para aplicarem em suas carreiras

Em abril de 2020, o Instituto Jatobás e o Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade lançaram o edital Max Quarentena para apoiar artistas e empreendedores criativos de Pardinho e da região da Cuesta Paulista afetados pelo cenário de pandemia do novo coronavírus. Foram selecionados e contratados 38 projetos e parte deles compõe a programação cultural online disponível desde 20 de maio no site e no canal no Youtube do Centro Max Feffer. Além de visibilidade a esses profissionais, a iniciativa também oferece uma programação cultural diversificada e de qualidade para todos, que inclui shows, apresentações, cursos, oficinas e palestras.

Continue lendo no site do Centro Max Feffer.

Por que empreendedores de impacto devem considerar vender para o governo?

por que empreendedores de impacto devem considerar vender para o governo

Coordenador da Enimpacto explica como empreendedores de impacto e governo podem ser aliados na solução de problemas socioambientais

Negócios de impacto têm a missão de solucionar ou ao menos mitigar problemas sociais e ambientais. Essa também é uma missão do governo. Portanto, parece lógico e natural que esse tipo de negócio possa se tornar fornecedor do poder públicos nas três esferas, federal, estadual e municipal.

Continue lendo no site da Kaleydos.

Educadores da educação infantil de Pardinho recebem formação com foco no desenvolvimento do potencial humano

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O Instituto Jatobás inicia módulo de competências emocionais como complemento à formação técnica continuada de educadores da Creche José Martini.

Fortalecer competências e habilidades do indivíduo para a vida. Este é o objetivo da jornada de desenvolvimento integrado do Instituto Jatobás (IJ) que chega a Pardinho para despertar um olhar humanizado e cuidadoso para a educação infantil da cidade.

“Acreditamos que a primeira infância é uma das etapas essenciais para o desenvolvimento da criança. Dessa forma, quando pensamos e agimos sobre a educação infantil, devemos levar em conta a centralidade da criança em todo e qualquer processo. Mas para isso, precisamos primeiramente cuidar de quem cuida: educadores e educadoras”, explica Regiane Oliveira, diretora do Instituto Jatobás.

A jornada do IJ vem para complementar o Programa de Formação Técnica Continuada, que teve início em janeiro deste ano, na creche José Martini, e será estendido para a pré-escola em agosto. Com o intuito de, a médio prazo, tornar Pardinho um município referência em educação na região, a formação continuada promove a atualização e aperfeiçoamento dos conhecimentos dos profissionais da área, trazendo o que há de mais atual no cenário brasileiro e mundial em práticas educacionais.

“O IJ reconhece o grande empenho das equipes de professores e auxiliares e por acreditar que são eles e elas, grandes agentes de transformação, acha importante cuidar e investir no seu aperfeiçoamento. Para isso, a jornada, que tem como foco o desenvolvimento humano, trabalha as habilidades socioemocionais destes profissionais, preparando-os para o futuro e atuação com as crianças.”, complementa Regiane.

A jornada teve início em junho e já realizou os dois primeiros de uma série de encontros com professoras, auxiliares, coordenadoras e diretora da Creche Municipal, na qual todas as educadoras participaram de atividades práticas, a fim de trabalhar temas como espírito de equipe e colaboração.

“Não temos uma fórmula pronta. Cada jornada de formação é desenhada a partir de um diagnóstico inicial que busca entender a necessidade do grupo ou da pessoa com que vamos trabalhar”, elucida Regiane.

Patrícia Cassaca, uma das facilitadoras do Instituto Jatobás, relata que a imersão teve como foco a autorreflexão e a conexão interpessoal entre as educadoras. “As dinâmicas foram pensadas para ajudá-las a trabalhar o otimismo, as boas relações, e também para expor as habilidades de cada uma que estava ali. Neste primeiro encontro buscamos fortalecer os vínculos do time, mostrar como todas estão interligadas e como a ação de uma pessoa pode interferir no todo . Trabalhamos para despertar um olhar empático e amoroso entre a equipe para que isto reverbere no trabalho com as crianças”.

A jornada de desenvolvimento integrado segue até 2020, com formações mensais na Fazenda Jatobás. As próximas datas confirmadas são 23/08, 27/09, 25/10, 29/11 e 13/12.

Em nova etapa do edital aTUAção perifasul, grupos irão executar seus projetos na Zona Sul de São Paulo

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Após processo de formação, 20 grupos receberão recursos financeiros, apoio metodológico e mentoria para gerar soluções inovadoras em seus territórios

O edital aTUAção perifasul  – iniciativa formada por Instituto Jatobás, Fundação Alphaville, Fundação ABH e Macambira Sociocultural – chega a uma etapa muito importante. Após um período de formação e capacitação de 25 grupos iniciais com projetos que almejam o desenvolvimento local da Zona Sul de São Paulo, chegou a hora de 20 deles começarem a executar os seus projetos e torná-los realidade.

O processo originalmente planejado precisou se adaptar ao cenário de pandemia do Covid-19. Mas o que poderia ser um obstáculo acabou se tornando um aprendizado que levou ao fortalecimento dos grupos participantes e de uma rede de colaboração entre eles. Como já relatado em matéria anterior, os grupos participaram de dois workshops formativos em janeiro e fevereiro de 2020. A intenção era realizar mais dois workshops e, em seguida, os grupos fariam os pitches dos seus projetos.

Porém, a crise causada pela pandemia do Covid-19 tornou necessário que esse processo fosse repensado e adaptado, o que aconteceu com enorme sucesso. De início, o aTUAção perifasul focou no apoio emergencial a famílias da Zona Sul. Em seguida, retornou com a formação dos grupos, desta vez em formato online. Culminando com os pitches dos grupos, etapa que teve o objetivo de desenvolver os participantes a realizar as apresentações dos seus projetos. Agora terão um ano para executá-los com o apoio das quatro organizações realizadoras do edital.

Entenda todo o processo em detalhes no decorrer da matéria.

Uma pausa na formação para focar no apoio emergencial a famílias

A pandemia e a quarentena não apenas inviabilizaram os workshops presenciais que reuniam entre 50 e 60 pessoas. Também tornaram essenciais medidas assistenciais para famílias afetadas com a perda de renda. Assim, parte dos recursos financeiros que estavam destinados a transporte e alimentação para participação nos workships foram antecipados para que pudessem aplicar nas necessidades emergenciais.

E então começou um trabalho que, até o momento, já atendeu mais de 6 mil famílias (e mais de 24 mil pessoas), distribuiu mais de 6 mil cestas básicas e de 11 mil máscaras de tecido, além de mais de 7 toneladas de materiais de limpeza e mais de 22 mil livros. Também fez doações em dinheiro para despesas básicas, como aluguel e contas (R$ 45.989), compra de medicamentos (R$ 840) e insumos geriátricos e para bebês (R$ 1.604). Dados atualizados podem ser conferidos no site da iniciativa. Outra ação foi mobilizar profissionais para atendimento psicológico e jurídico (para ajustar contratos com fornecedores e credores) a quem necessitasse.

 

Todo esse trabalho foi realizado pelos próprios grupos participantes do edital, com o apoio das quatro organizações, como explicado em matéria publicada anteriormente.

Alânia Cerqueira, da Macambira Sociocultural, comenta que “isso teve o envolvimento de grande parte das iniciativas participantes, que demonstraram organização em rede, mobilização de recursos, solidariedade e liderança em suas localidades. Não me senti surpresa, pois sendo uma dessas iniciativas periféricas sei do nosso potencial e como ele se coloca à disposição dos propósitos coletivos. Mas foi importante acompanhar as percepções de alguns colegas ao notarem, surpresos, seus talentos em articular e gerir tais habilidades em momento tão conturbado”.

Adversidades podem trazer oportunidades de crescimento. E um lado positivo desse cenário de pandemia e das ações realizadas foi fortalecer o trabalho colaborativo e em rede dos grupos. “Com a Covid-19, eles se juntaram tanto que hoje se referem inclusive à Rede aTUAção perifasul. Não é mais o edital, é a Rede. Acho que foi muito importante para eles se empoderarem, se unirem e entenderem que juntos são mais fortes”, relatava Marina H. Fay, da Fundação ABH.

Formação retorna em formato online e grupos fazem pitches com muito sucesso

Em junho, decidiu-se retomar a formação. Após um processo de escuta dos grupos, para entender as suas necessidades e dificuldades, um novo formato foi definido coletivamente com as seguintes características: 1) conteúdos apresentados em espaço virtual coletivo que permitisse a interação; 2) gravados e disponibilizados a quem não pudesse acessar nos dias e horários combinados; 3) mentorias individuais online duas vezes por semana; 4) seriam estabelecidas “iniciativas irmãs” para maior interação, apoio e troca durante todo o processo.

Nessa etapa, a partir de julho foram realizadas sete oficinas online, que resgataram conteúdo dado previamente para avaliar a necessidade de redesenhar o projeto e seguiram com os conteúdos propostos no programa: plano de ação, orçamento, indicadores. As formações contaram com o apoio também de Fabrício Gabriel Siansi, do Sebrae, que ensinou como como fazer um pitch, e de Ebraim Andrade, do Instituto Jatobás, que falou sobre como fazer apresentações em PowerPoint.

Nilton Clécio da Silva Patrício, do projeto Rádio Comunitária, comenta sua experiência com a formação até agora: “Foi muito bacana porque ajudou a estruturar o projeto, a olhá-lo de uma maneira mais profissional, a considerar todos os requisitos necessários para poder cogitar a participação em novos editais.”

“Me senti acolhida e bem direcionada no que tange aos conhecimentos que adquiri nas formações. Achei um edital que se destaca dos demais pela atenção e preocupação de nos atender de acordo com nossas necessidades como participantes periféricos”, diz Evelyn Daisy de Carvalho de Souza, do grupo Trança Amor.

Renata Safon, do Instituto Jatobás, também avalia o processo sob a perspectiva das organizações realizadoras: “Foi um modelo muito novo para todos nós que estávamos envolvidos. E que pode ser replicado em novas iniciativas. O feedback dos grupos foi de que o processo foi bastante didático, mesmo ao abordar temas mais complexos”.

Terminada a formação no novo formato, os pitches foram realizados também em ambiente virtual, nos dias 3 e 4 de agosto. Dos 25 grupos iniciais, 20 chegaram a essa etapa e apresentaram as suas propostas. Por decisão conjunta com os próprios grupos, o pitch não foi excludente, ou seja, não houve seleção dos melhores. Decidiu-se que todos seriam aprovados. Aqueles que não alcançassem o nível de qualidade esperado receberiam mentoria para fazer os ajustes necessários para poderem receber o recurso financeiro. Contudo, isso não foi necessário. Embora a maioria dos grupos não tivesse experiência nesse tipo de apresentação, todos impressionaram pelo seu empenho e pela sua qualidade, o que mostra como o processo de formação – presencial e online – foi de fato eficiente para refinarem as suas propostas. Agora os grupos receberão até R$ 16 mil cada para executar os seus projetos ao longo de um ano.

Alânia Cerqueira comenta que “a apresentação do pitch foi extraordinária e emocionante, revelou muito do potencial que as iniciativas têm em realizar ações de transformação em seus territórios. Como iniciativa periférica, não me vejo surpreendida pelas propostas apresentadas, mas sim com a capacidade de superação, o sorriso e as cores que esses atores sociais e culturais trazem”.

Agora é hora de executar os projetos

Agora começa a segunda etapa do edital, em que os grupos terão um ano para executar os seus projetos. A cada dois meses, receberão uma parcela dos R$ 16 mil destinados a cada projeto e farão relatórios de atividades e prestação de contas.

Mas a formação não acabou. Durante o período de execução dos projetos, os grupos terão apoio das quatro organizações realizadoras do edital. E também poderão realizar mentorias com executivos alocados pela empresa parceira MentorMe, que irão ajudá-los a se estruturar em diferentes áreas de expertise.

Uma das expectativas dessa etapa é que os grupos encontrem formas para se sustentar no longo prazo. Está inclusive prevista uma formação de captação de recursos para que eles viabilizem seus projetos financeiramente, tenham mais estrutura e para que os envolvidos possam inclusive trabalhar com mais dedicação a eles. “Por que hoje eles tem que se dedicar a várias outras coisas para ter a sua renda”, explica Marina.

Diandra Thomaz da Silva, da Fundação Alphaville, resume o sentimento geral em relação a essa etapa: “As expectativas para o próximo ano são as melhores possíveis! O grupo de iniciativas do aTUAção perifasul é composto por pessoas maravilhosas e projetos potentes. Nosso papel é apenas fortalecê-los para que alcancem voos maiores e consigam fazer ainda mais pelos territórios e comunidades onde estão inseridos”.

Um trabalho em rede

Desde o começo, foi almejado que os grupos aprendessem a colaborar em rede, de forma que o trabalho de um fortalecesse o trabalho do outro. E isso tem acontecido natural e organicamente, como mostrou a sua experiência nas ações assistenciais em prol de famílias afetadas pela pandemia e pela quarentena. Esse trabalho em rede continuará a ser incentivado e fortalecido ao longo de todo o processo.

Por exemplo, os grupos estão contratando uns aos outros para a execução de tarefas específicas de seus projetos, em vez de procurar fornecedores externos

É o caso do projeto Educar Emoções, do grupo Caminhar com Amor, que tem o objetivo de trabalhar a educação socioemocional de educadores e crianças em uma plataforma EAD, com uma metodologia criada por uma equipe multidisciplinar de pedagogas, psicólogas, psicomotricistas, neuropsicopedagogas e professoras de yoga. Samanta Bassalo dos Santos, uma das responsáveis pelo grupo, conta que chamou outros dois grupos para ajudar na execução do projeto.

Um é a TV DOC, que irá gravar os vídeos do projeto. Outro é a Troupé na Rua, que fará uma participação em vídeos de yoga para crianças. Assim, um grupo apoia ao outro e uma verdadeira rede é formada.

Samanta comenta: “para mim está sendo motivador, pois trabalhar em parceria faz muito sentindo. Pretendo trabalhar cada vez mais dentro da rede, pois só assim mostramos os talentos que existem nas periferias”.

“Fiquei extasiada com a proposta. Sempre sonhei trabalhar em rede, formando parcerias.  Porque essa é a  nossa maior riqueza. Uma sacada que tem potencial unir forças e algo que vai para além do que imaginamos. E o aTUAção perifasul nos proporcionou esse encontro tão especial”, diz Livia de Mattos, do Troupé Na Rua.

Andre Luiz, da TV DOC, complementa: “somos extremamente gratos pela oportunidade e confiança das fundações realizadoras, o aTUAção perifasul é uma mistura única de projetos e pessoas fantásticas. Me sinto muito honrado, como pai, de ter a oportunidade trabalhar de forma conjunta com o Caminhar com Amor. Para mim, isso tem um significado único, de muito aprendizado”.

Sobre o trabalho em rede, Diandra, da Fundação Alphaville, conclui: “uma das coisas que mais gosto nesse processo é que estamos colocando em prática o que incentivamos nos territórios: ações em conjunto, parcerias e cooperações para termos um impacto maior. E isso ainda é pequeno no tocante ao terceiro setor, então fico muito feliz por fazermos parte desse movimento que espero que gere muitos outros!”.

Habilidades socioemocionais: por que o empreendedor de impacto deve dar atenção a elas

habilidades socioemocionais

O seu negócio só poderá ir bem se você também estiver bem; vamos entender o que são habilidades socioemocionais e por que elas são importantes?

Em sua jornada empreendedora, o empreendedor de impacto deverá desenvolver um grande leque de habilidades técnicas, que podem ir da gestão financeira a marketing e tecnologias inovadoras. Mas tão importante quanto essas habilidades são as habilidades socioemocionais, que dizem respeito ao auto-conhecimento e ao gerenciamento das emoções do empreendedor. Você tem dado atenção ao que acontece dentro de si?

Leia a matéria completa na Kaleydos.

Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade lança novo site; atrações culturais estão disponíveis online

desenvolvimento territorial

Plataforma digital gratuita contém apresentação de circo, aulas, oficinas e shows promovidos pelo centro cultural

O Centro Max Feffer acaba de lançar seu novo site. A plataforma surgiu como alternativa para disponibilizar atrações artísticas e conteúdos online durante o isolamento social.

Saiba tudo no site do Centro Max Feffer.

aTUAção perifasul distribui cestas básicas para 900 famílias afetadas pela crise do COVID-19

aTUAcao perifasul coronavirus

Aderindo ao Movimento #FamíliaApoiaFamília, estamos arrecadando doações para prestar ajuda a famílias vulneráveis da zona sul da cidade de São Paulo. Saiba o que já fizemos e como você pode ajudar!

Com a crise econômica gerada pela pandemia do COVID-19, famílias desamparadas em todo o Brasil estão necessitando de ajuda emergencial para as suas necessidades mais básicas. Uma campanha para ajudá-las neste sentido é o Movimento #FamíliaApoiaFamília. O aTUAção perifasul – iniciativa em parceria do Instituto Jatobás, Fundação ABH, Fundação Alphaville e Macambira Sociocultural – aderiu a esse movimento para prestar auxílio a famílias das periferias da zona sul do município de São Paulo. Por meio dessa ação, já distribuiu cestas básicas e kits de higiene e limpeza para 900 famílias nos bairros Campo Belo, Santo Amaro, Vila Andrade, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luís, Jardim Ângela. Entenda como funciona e como você também pode ajudar!

No site do movimento, criado na plataforma de crowdfunding Benfeitoria, ONGs de todo o Brasil cadastram as suas campanhas e doadores podem escolher quais irão apoiar, com doações a partir de R$ 10,00 que podem ser parceladas em até seis vezes. O valor arrecadado é direcionado à instituição escolhida, que fará as doações de cestas básicas no território em que atua. Só na primeira semana de campanha, o movimento arrecadou mais de R$ 3 milhões e beneficiou mais de 3 mil famílias. Para doar diretamente para a nossa ação, clique aqui.

Como o aTUAção perifasul está apoiando o Movimento #FamíliaApoiaFamília?

Tudo começa com os grupos e coletivos apoiados pelo edital. São 25 grupos que já estavam participando de workshops formativos para aprimorar os seus projetos antes da pandemia chegar ao Brasil e de começar a quarentena. Além deles, outros grupos parceiros também estão participando da ação.

Agora eles atuam mapeando e cadastrando famílias necessitadas em seus territórios. O aTUAção perifasul então repassa o recurso financeiro para o grupo, que faz a compra das cestas básicas e em seguida as distribui para as famílias beneficiadas. Essa compra é feita em mercados locais, apoiando o pequeno empreendedor que também é afetado pela crise. Em todo o processo, os grupos são orientados pelas quatro organizações que coordenam o aTUAção perifasul.

“Nós, do aTUAção, optamos em deixar o cadastramento das famílias sob a responsabilidade dos grupos apoiados, para que, desta forma, possa ser possível o mapeamento das famílias que realmente estejam passando por necessidades, não conseguindo comprar nem mesmo material básico de comida, higiene e limpeza. Neste sentido, a consistência dos dados é efetiva, pois são conhecidos dos nossos conhecidos e não simplesmente uma listagem de uma organização. Temos a certeza de que os recursos estãos sendo destinados a quem realmente precisa”, explica Renata Safon, do Instituto Jatobás.

Semanalmente, todos os grupos se reúnem em uma sala virtual para uma reunião. É a oportunidade de compartilharem suas experiências, dificuldades e oferecem ajuda uns aos outros. Em muitos casos, eles mesmo redistribuem os recursos recebidos entre si.

Por exemplo, em uma ocasião um grupo explicou que não havia cadastrado um asilo de idosos, pois na época eles não estavam precisando de ajuda. Mas que naquele momento a situação havia mudado e a instituição precisava de doações. Outro grupo tinha cinco cestas básicas que seriam destinadas a famílias que poderiam esperar a próxima leva e doou para o asilo, que necessitava de ajuda imediata.

Segundo Renata, “os grupos interagem com frequência, e, desta forma, definem as prioridades. Como todos são da mesma região, e estavam passando pelo processo de capacitação do aTUAção, eles já se conheciam, o que facilita essa interação”.

Além dessa ação, o aTUAção perifasul também apoia a divulgação do movimento para que mais famílias se juntem e apoiem a iniciativa, maximizando o seu alcance.

Quais foram os resultados alcançados até agora?

Com o trabalho dos grupos apoiados, já foram mapeadas 16.625 famílias nos territórios contemplados pelo edital. Destas, até o momento foram atendidas 900, como informado antes. Ao todo, a campanha captou e investiu R$ 110.249,47. Esses dados são atualizados semanalmente no site https://atuacaoperifasul.institutojatobas.org.br/.

Além disso, o aTUAção perifasul também conseguiu uma doação de mais de 300 pacotes com seis máscaras de tecido cada. A boa ação partiu da coach Paola Marinoni. Ela criou a campanha #máscaraparatodos que produz o equipamento de proteção empregando costureiras bolivianas atualmente sem trabalho. As máscaras são então distribuídas para a população em situação de vulnerabilidade social por ONGs parceiras. Para ajudar essa campanha, acesse o site https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mascaraparatodos2.

Agora é hora de contribuir!

A campanha continua e, com mais doações, será possível atender a um número maior de famílias. Que tal contribuir e fazer sua doação já?.

Você tem outra maneira de ajudar, além de doações em dinheiro? Não perca tempo e entre em contato conosco.


Vamos todos nos unir em um propósito em comum, ajudar quem mais precisa e ajudar a construir um mundo mais solidário e justo!

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