aTUAção perifasul faz palestra sobre captação de recursos durante a pandemia

quebra cabeça

Projeto realizado pelo Instituto Jatobás em parceria com outras entidades acontece em 15 de outubro; evento é online e gratuito

Captação de recursos para ONGs, grupos e coletivos será o tema da próxima “Espiral do Conhecimento”, realizada pelo aTUAção perifasul. O projeto faz parte de uma parceria entre o Instituto Jatobás, Fundação Alphaville, Macambira Sociocultural e Fundação ABH.

O encontro, marcado para esta quinta-feira, dia 15, será ao vivo, online e contará com a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Captadores de Recursos (ABCR), João Paulo Vergueiro, e da idealizadora da Pitanga.Mob, Flávia Lang.

Espiral do Conhecimento

A Espiral do Conhecimento acontece mensalmente e faz parte do acompanhamento aos grupos apoiados pelo aTUAção perifasul.

“Na Jornada de Inovação Social, tivemos a primeira etapa, onde oferecemos ferramentas para que grupos refletissem sobre um problema social vivido no dia a dia e  procurassem uma solução inovadora”, explica a gerente de rede se inovação social dos Instituto Jatobás, Renata Safon.

Na segunda fase da jornada, grupos fizeram apresentação dos projetos, indicaram possíveis soluções, e a partir da avaliação de uma banca examinadora, foi concedido um apoio financeiro para que a ideia fosse colocada em prática.

“Agora, paralelo à segunda fase, onde eles estão com o dinheiro e tirando a ideia do papel, damos um apoio mais geral. A gente entende quais competências os coletivos precisam desenvolver, quais são as principais demandas e nós trazemos especialistas para abordar os temas”, conta Safon.

Captação de recursos

Em pesquisa realizada entre os participantes do aTUAção perifasul, a captação de recursos foi o assunto mais solicitado. Temas como comunicação, redes sociais, trabalho em equipe e mediação de conflito também foram citados.

“Quando falamos em captação de recursos, a maior parte dos grupos ainda é informal. Como uma pessoa, ainda sem CNPJ capta esses valores? Entendendo como eles trabalham e o que eles precisam, conseguimos abordar os principais pontos na palestra”, diz Renata.

Pandemia do coronavírus

ABCR), João Paulo Vergueiro, que será um dos palestrante do evento, afirma que o encontro deverá abordar principalmente a captação de recursos em tempos de pandemia. “Vamos falar o quanto isso impacta as organizações, se é positivo ou negativo e as possibilidades”, diz.

Ele conta que muitas Organizações Não Governamentais (ONGs) foram bem sucedidas e conseguiram elevar a captação de recursos durante a crise do coronavírus, principalmente as ligadas à causas da saúde e assistência social.

“Outras souberam se adaptar ao momento mas também há aquelas que foram prejudicadas”, pondera.

Doações durante a pandemia

Porém, no geral, o momento de pandemia reforçou o número das doações. O Monitor das Doações COVID 19, criado pela ABCR, indicou que em março deste ano, o volume de doações ultrapassou R$ 6 bilhões, recorde absoluto na história recente de doações para emergências no país.

Deste total, área de saúde foi a que mais recebeu recursos, com 78% do total, seguida pela área de assistência social, com 17%, e educação, com 5%.

Além disso, dados mostraram que 58% das doações foram feitas diretamente para pessoas jurídicas, 24% para instituições e fundações e 10% diretamente para pessoas físicas.

Transformação digital

Vergueiro afirma que a maior dificuldade de grupos e coletivos durante a pandemia foi em substituir a captação de recursos do presencial para o online. 

“Muitos que captavam via eventos, festas, na rua, bingos e tudo foi interrompido. Então, como é que você migra o modelo? Isso impactou bastante e muitos estão trabalhando para se virar”, diz.

Como alternativa, surgiram os eventos híbridos. “Conhecemos organizações que fizeram eventos com entrega de itens nas casas das pessoas ao invés da sede da instituição, no formato drive thru, onde você pode retirar o produto de carro, drive in e show online”.

Espiral do Conhecimento

O Espiral do Conhecimento sobre captação de recursos em tempos de pandemia acontece no dia 15 de outubro a partir das 10h00. O evento será online, gratuito e estará disponível para todos neste link.

Comunidade em Rede estimula produção de conteúdo online; prêmios acumulam R$ 10 mil

comunidade em rede estimula producao de conteudo online premios acumulam r mil

Grupos que já participaram de projetos do Instituto Jatobás foram convidados a produzir vídeos, podcasts e lives durante a quarentena

A pandemia do novo coronavírus colocou em evidência a importância que a sociedade, empresas e governo têm de estar cada vez mais conectados. Reuniões de negócios, shows e até a educação tradicional tiveram que ser reformulados para se adaptar à nova realidade digital.

Pensando em capacitar e tornar o acesso às ferramentas digitais mais fácil em tempos de pandemia, o Instituto Jatobás criou o projeto Comunidade em Rede para estimular a criação de conteúdo virtual.

Grupos que atuaram em iniciativas do instituto nos últimos 15 anos foram convidados a participar do projeto. No total, 55 coletivos produziram cerca de 100 materiais audiovisuais entre lives, podcasts e vídeos e ainda receberam um incentivo financeiro.

Criação do conteúdo

“A ideia surgiu no meio da pandemia. A gente não teria pensado nisso antes. A ideia foi estimular os grupos a trazerem os saberes deles, as atividades deles, em um formato diferente e virtual. A gente quis estimular essa experimentação, que eles experimentassem a atividade deles em um outro formato, que era um formato possível nesse momento, em que todo mundo ficou desestruturado”, explica Renata Safon, do Instituto Jatobás.

Durante a primeira fase do projeto, integrantes dos grupos aprenderam a criar vídeos, lives e podcasts e a utilizar as ferramentas tecnológicas. 

Já na segunda etapa, os grupos participantes foram estimulados a trabalhar com outros coletivos. A produção dos conteúdos era realizada com dois ou até três deles. “Muitos grupos que não se conheciam começaram a se conhecer e fizeram atividades juntos. A gente estimulou essa rede”, diz Safon.

Para Ednusa Ribeiro, do coletivo Meninas Mahin, o trabalho com outros grupos foi importante para mostrar o trabalho para outras pessoas e fazer novas conexões.

“O sentimento é de gratidão. Todo projeto que a gente participa é importante porque a gente se mostra através do nosso trabalho. Outro fato legal foram as conexões com coletivos de outras regiões e que fazem um trabalho parecido com o nosso”, conta.

A escolha dos vencedores também foi de forma virtual. Uma avaliação foi realizada entre os próprios coletivos participantes, que indicavam o melhor conteúdo.

Premiação

Além dos 9 prêmios de R$ 1.000 para os ganhadores, o vídeo mais curtido no Youtube foi contemplado com uma premiação extra do mesmo valor, enquadrado na categoria de voto popular.

“O projeto me colocou em contato com outros produtores de conteúdo e ainda permitiu que eu fosse incentivada financeiramente. Isso é muito importante quando se faz um projeto independente, para que a gente consiga se sustentar como produtor de conteúdo, de arte e cultura”, diz a educomunicadora Gisele Alexandre, que atua na ONG Interferência.

Julio Ruffin Pinhel, do Coletivo Ciclo Limpo, que também participou do projeto, destacou o desafio que foi lidar com a comunicação em mídias digitais. A iniciativa trabalha com coleta e compostagem de resíduos orgânicos em empresas e residências em Botucatu (SP).

“A gente não conhecia todas as ferramentas e o projeto trouxe um desafio, que era essas produções online, que a gente não tinha expertise. Entendemos que não precisava ser especialista ou ter todo equipamento em casa. O projeto trouxe a possibilidade real de fazer produções bem feitas e que trazem um resultado legal”, conta.

Desafio

Para Alânia Cerqueira, da Macambira Sociocultural, que foi parceira do Instituto Jatobás na iniciativa, o projeto revelou uma realidade importante: as ferramentas digitais estão disponíveis, mas o acesso ainda não é democrático. 

“Elas (as ferramentas) estão dadas, mas elas necessitam de recursos e conhecimento técnico que não necessariamente a gente tem. É uma questão de acesso, isso não está dado às iniciativas coletivas sociais e periféricas. Isso é um ponto importante.”

Segundo ela, apesar dos desafios da pandemia e de conectividade, a transposição dos projetos para os meios virtuais não reduziu a essência de cada grupo. “O encantamento não foi perdido. As iniciativas não perderam a mística, a magia do seu fazer por ter que encaixar o conteúdo em uma telinha”.

Confira a lista dos conteúdos premiados:

Em nova etapa do edital aTUAção perifasul, grupos irão executar seus projetos na Zona Sul de São Paulo

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Após processo de formação, 20 grupos receberão recursos financeiros, apoio metodológico e mentoria para gerar soluções inovadoras em seus territórios

O edital aTUAção perifasul  – iniciativa formada por Instituto Jatobás, Fundação Alphaville, Fundação ABH e Macambira Sociocultural – chega a uma etapa muito importante. Após um período de formação e capacitação de 25 grupos iniciais com projetos que almejam o desenvolvimento local da Zona Sul de São Paulo, chegou a hora de 20 deles começarem a executar os seus projetos e torná-los realidade.

O processo originalmente planejado precisou se adaptar ao cenário de pandemia do Covid-19. Mas o que poderia ser um obstáculo acabou se tornando um aprendizado que levou ao fortalecimento dos grupos participantes e de uma rede de colaboração entre eles. Como já relatado em matéria anterior, os grupos participaram de dois workshops formativos em janeiro e fevereiro de 2020. A intenção era realizar mais dois workshops e, em seguida, os grupos fariam os pitches dos seus projetos.

Porém, a crise causada pela pandemia do Covid-19 tornou necessário que esse processo fosse repensado e adaptado, o que aconteceu com enorme sucesso. De início, o aTUAção perifasul focou no apoio emergencial a famílias da Zona Sul. Em seguida, retornou com a formação dos grupos, desta vez em formato online. Culminando com os pitches dos grupos, etapa que teve o objetivo de desenvolver os participantes a realizar as apresentações dos seus projetos. Agora terão um ano para executá-los com o apoio das quatro organizações realizadoras do edital.

Entenda todo o processo em detalhes no decorrer da matéria.

Uma pausa na formação para focar no apoio emergencial a famílias

A pandemia e a quarentena não apenas inviabilizaram os workshops presenciais que reuniam entre 50 e 60 pessoas. Também tornaram essenciais medidas assistenciais para famílias afetadas com a perda de renda. Assim, parte dos recursos financeiros que estavam destinados a transporte e alimentação para participação nos workships foram antecipados para que pudessem aplicar nas necessidades emergenciais.

E então começou um trabalho que, até o momento, já atendeu mais de 6 mil famílias (e mais de 24 mil pessoas), distribuiu mais de 6 mil cestas básicas e de 11 mil máscaras de tecido, além de mais de 7 toneladas de materiais de limpeza e mais de 22 mil livros. Também fez doações em dinheiro para despesas básicas, como aluguel e contas (R$ 45.989), compra de medicamentos (R$ 840) e insumos geriátricos e para bebês (R$ 1.604). Dados atualizados podem ser conferidos no site da iniciativa. Outra ação foi mobilizar profissionais para atendimento psicológico e jurídico (para ajustar contratos com fornecedores e credores) a quem necessitasse.

 

Todo esse trabalho foi realizado pelos próprios grupos participantes do edital, com o apoio das quatro organizações, como explicado em matéria publicada anteriormente.

Alânia Cerqueira, da Macambira Sociocultural, comenta que “isso teve o envolvimento de grande parte das iniciativas participantes, que demonstraram organização em rede, mobilização de recursos, solidariedade e liderança em suas localidades. Não me senti surpresa, pois sendo uma dessas iniciativas periféricas sei do nosso potencial e como ele se coloca à disposição dos propósitos coletivos. Mas foi importante acompanhar as percepções de alguns colegas ao notarem, surpresos, seus talentos em articular e gerir tais habilidades em momento tão conturbado”.

Adversidades podem trazer oportunidades de crescimento. E um lado positivo desse cenário de pandemia e das ações realizadas foi fortalecer o trabalho colaborativo e em rede dos grupos. “Com a Covid-19, eles se juntaram tanto que hoje se referem inclusive à Rede aTUAção perifasul. Não é mais o edital, é a Rede. Acho que foi muito importante para eles se empoderarem, se unirem e entenderem que juntos são mais fortes”, relatava Marina H. Fay, da Fundação ABH.

Formação retorna em formato online e grupos fazem pitches com muito sucesso

Em junho, decidiu-se retomar a formação. Após um processo de escuta dos grupos, para entender as suas necessidades e dificuldades, um novo formato foi definido coletivamente com as seguintes características: 1) conteúdos apresentados em espaço virtual coletivo que permitisse a interação; 2) gravados e disponibilizados a quem não pudesse acessar nos dias e horários combinados; 3) mentorias individuais online duas vezes por semana; 4) seriam estabelecidas “iniciativas irmãs” para maior interação, apoio e troca durante todo o processo.

Nessa etapa, a partir de julho foram realizadas sete oficinas online, que resgataram conteúdo dado previamente para avaliar a necessidade de redesenhar o projeto e seguiram com os conteúdos propostos no programa: plano de ação, orçamento, indicadores. As formações contaram com o apoio também de Fabrício Gabriel Siansi, do Sebrae, que ensinou como como fazer um pitch, e de Ebraim Andrade, do Instituto Jatobás, que falou sobre como fazer apresentações em PowerPoint.

Nilton Clécio da Silva Patrício, do projeto Rádio Comunitária, comenta sua experiência com a formação até agora: “Foi muito bacana porque ajudou a estruturar o projeto, a olhá-lo de uma maneira mais profissional, a considerar todos os requisitos necessários para poder cogitar a participação em novos editais.”

“Me senti acolhida e bem direcionada no que tange aos conhecimentos que adquiri nas formações. Achei um edital que se destaca dos demais pela atenção e preocupação de nos atender de acordo com nossas necessidades como participantes periféricos”, diz Evelyn Daisy de Carvalho de Souza, do grupo Trança Amor.

Renata Safon, do Instituto Jatobás, também avalia o processo sob a perspectiva das organizações realizadoras: “Foi um modelo muito novo para todos nós que estávamos envolvidos. E que pode ser replicado em novas iniciativas. O feedback dos grupos foi de que o processo foi bastante didático, mesmo ao abordar temas mais complexos”.

Terminada a formação no novo formato, os pitches foram realizados também em ambiente virtual, nos dias 3 e 4 de agosto. Dos 25 grupos iniciais, 20 chegaram a essa etapa e apresentaram as suas propostas. Por decisão conjunta com os próprios grupos, o pitch não foi excludente, ou seja, não houve seleção dos melhores. Decidiu-se que todos seriam aprovados. Aqueles que não alcançassem o nível de qualidade esperado receberiam mentoria para fazer os ajustes necessários para poderem receber o recurso financeiro. Contudo, isso não foi necessário. Embora a maioria dos grupos não tivesse experiência nesse tipo de apresentação, todos impressionaram pelo seu empenho e pela sua qualidade, o que mostra como o processo de formação – presencial e online – foi de fato eficiente para refinarem as suas propostas. Agora os grupos receberão até R$ 16 mil cada para executar os seus projetos ao longo de um ano.

Alânia Cerqueira comenta que “a apresentação do pitch foi extraordinária e emocionante, revelou muito do potencial que as iniciativas têm em realizar ações de transformação em seus territórios. Como iniciativa periférica, não me vejo surpreendida pelas propostas apresentadas, mas sim com a capacidade de superação, o sorriso e as cores que esses atores sociais e culturais trazem”.

Agora é hora de executar os projetos

Agora começa a segunda etapa do edital, em que os grupos terão um ano para executar os seus projetos. A cada dois meses, receberão uma parcela dos R$ 16 mil destinados a cada projeto e farão relatórios de atividades e prestação de contas.

Mas a formação não acabou. Durante o período de execução dos projetos, os grupos terão apoio das quatro organizações realizadoras do edital. E também poderão realizar mentorias com executivos alocados pela empresa parceira MentorMe, que irão ajudá-los a se estruturar em diferentes áreas de expertise.

Uma das expectativas dessa etapa é que os grupos encontrem formas para se sustentar no longo prazo. Está inclusive prevista uma formação de captação de recursos para que eles viabilizem seus projetos financeiramente, tenham mais estrutura e para que os envolvidos possam inclusive trabalhar com mais dedicação a eles. “Por que hoje eles tem que se dedicar a várias outras coisas para ter a sua renda”, explica Marina.

Diandra Thomaz da Silva, da Fundação Alphaville, resume o sentimento geral em relação a essa etapa: “As expectativas para o próximo ano são as melhores possíveis! O grupo de iniciativas do aTUAção perifasul é composto por pessoas maravilhosas e projetos potentes. Nosso papel é apenas fortalecê-los para que alcancem voos maiores e consigam fazer ainda mais pelos territórios e comunidades onde estão inseridos”.

Um trabalho em rede

Desde o começo, foi almejado que os grupos aprendessem a colaborar em rede, de forma que o trabalho de um fortalecesse o trabalho do outro. E isso tem acontecido natural e organicamente, como mostrou a sua experiência nas ações assistenciais em prol de famílias afetadas pela pandemia e pela quarentena. Esse trabalho em rede continuará a ser incentivado e fortalecido ao longo de todo o processo.

Por exemplo, os grupos estão contratando uns aos outros para a execução de tarefas específicas de seus projetos, em vez de procurar fornecedores externos

É o caso do projeto Educar Emoções, do grupo Caminhar com Amor, que tem o objetivo de trabalhar a educação socioemocional de educadores e crianças em uma plataforma EAD, com uma metodologia criada por uma equipe multidisciplinar de pedagogas, psicólogas, psicomotricistas, neuropsicopedagogas e professoras de yoga. Samanta Bassalo dos Santos, uma das responsáveis pelo grupo, conta que chamou outros dois grupos para ajudar na execução do projeto.

Um é a TV DOC, que irá gravar os vídeos do projeto. Outro é a Troupé na Rua, que fará uma participação em vídeos de yoga para crianças. Assim, um grupo apoia ao outro e uma verdadeira rede é formada.

Samanta comenta: “para mim está sendo motivador, pois trabalhar em parceria faz muito sentindo. Pretendo trabalhar cada vez mais dentro da rede, pois só assim mostramos os talentos que existem nas periferias”.

“Fiquei extasiada com a proposta. Sempre sonhei trabalhar em rede, formando parcerias.  Porque essa é a  nossa maior riqueza. Uma sacada que tem potencial unir forças e algo que vai para além do que imaginamos. E o aTUAção perifasul nos proporcionou esse encontro tão especial”, diz Livia de Mattos, do Troupé Na Rua.

Andre Luiz, da TV DOC, complementa: “somos extremamente gratos pela oportunidade e confiança das fundações realizadoras, o aTUAção perifasul é uma mistura única de projetos e pessoas fantásticas. Me sinto muito honrado, como pai, de ter a oportunidade trabalhar de forma conjunta com o Caminhar com Amor. Para mim, isso tem um significado único, de muito aprendizado”.

Sobre o trabalho em rede, Diandra, da Fundação Alphaville, conclui: “uma das coisas que mais gosto nesse processo é que estamos colocando em prática o que incentivamos nos territórios: ações em conjunto, parcerias e cooperações para termos um impacto maior. E isso ainda é pequeno no tocante ao terceiro setor, então fico muito feliz por fazermos parte desse movimento que espero que gere muitos outros!”.

aTUAção perifasul distribui cestas básicas para 900 famílias afetadas pela crise do COVID-19

aTUAcao perifasul coronavirus

Aderindo ao Movimento #FamíliaApoiaFamília, estamos arrecadando doações para prestar ajuda a famílias vulneráveis da zona sul da cidade de São Paulo. Saiba o que já fizemos e como você pode ajudar!

Com a crise econômica gerada pela pandemia do COVID-19, famílias desamparadas em todo o Brasil estão necessitando de ajuda emergencial para as suas necessidades mais básicas. Uma campanha para ajudá-las neste sentido é o Movimento #FamíliaApoiaFamília. O aTUAção perifasul – iniciativa em parceria do Instituto Jatobás, Fundação ABH, Fundação Alphaville e Macambira Sociocultural – aderiu a esse movimento para prestar auxílio a famílias das periferias da zona sul do município de São Paulo. Por meio dessa ação, já distribuiu cestas básicas e kits de higiene e limpeza para 900 famílias nos bairros Campo Belo, Santo Amaro, Vila Andrade, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luís, Jardim Ângela. Entenda como funciona e como você também pode ajudar!

No site do movimento, criado na plataforma de crowdfunding Benfeitoria, ONGs de todo o Brasil cadastram as suas campanhas e doadores podem escolher quais irão apoiar, com doações a partir de R$ 10,00 que podem ser parceladas em até seis vezes. O valor arrecadado é direcionado à instituição escolhida, que fará as doações de cestas básicas no território em que atua. Só na primeira semana de campanha, o movimento arrecadou mais de R$ 3 milhões e beneficiou mais de 3 mil famílias. Para doar diretamente para a nossa ação, clique aqui.

Como o aTUAção perifasul está apoiando o Movimento #FamíliaApoiaFamília?

Tudo começa com os grupos e coletivos apoiados pelo edital. São 25 grupos que já estavam participando de workshops formativos para aprimorar os seus projetos antes da pandemia chegar ao Brasil e de começar a quarentena. Além deles, outros grupos parceiros também estão participando da ação.

Agora eles atuam mapeando e cadastrando famílias necessitadas em seus territórios. O aTUAção perifasul então repassa o recurso financeiro para o grupo, que faz a compra das cestas básicas e em seguida as distribui para as famílias beneficiadas. Essa compra é feita em mercados locais, apoiando o pequeno empreendedor que também é afetado pela crise. Em todo o processo, os grupos são orientados pelas quatro organizações que coordenam o aTUAção perifasul.

“Nós, do aTUAção, optamos em deixar o cadastramento das famílias sob a responsabilidade dos grupos apoiados, para que, desta forma, possa ser possível o mapeamento das famílias que realmente estejam passando por necessidades, não conseguindo comprar nem mesmo material básico de comida, higiene e limpeza. Neste sentido, a consistência dos dados é efetiva, pois são conhecidos dos nossos conhecidos e não simplesmente uma listagem de uma organização. Temos a certeza de que os recursos estãos sendo destinados a quem realmente precisa”, explica Renata Safon, do Instituto Jatobás.

Semanalmente, todos os grupos se reúnem em uma sala virtual para uma reunião. É a oportunidade de compartilharem suas experiências, dificuldades e oferecem ajuda uns aos outros. Em muitos casos, eles mesmo redistribuem os recursos recebidos entre si.

Por exemplo, em uma ocasião um grupo explicou que não havia cadastrado um asilo de idosos, pois na época eles não estavam precisando de ajuda. Mas que naquele momento a situação havia mudado e a instituição precisava de doações. Outro grupo tinha cinco cestas básicas que seriam destinadas a famílias que poderiam esperar a próxima leva e doou para o asilo, que necessitava de ajuda imediata.

Segundo Renata, “os grupos interagem com frequência, e, desta forma, definem as prioridades. Como todos são da mesma região, e estavam passando pelo processo de capacitação do aTUAção, eles já se conheciam, o que facilita essa interação”.

Além dessa ação, o aTUAção perifasul também apoia a divulgação do movimento para que mais famílias se juntem e apoiem a iniciativa, maximizando o seu alcance.

Quais foram os resultados alcançados até agora?

Com o trabalho dos grupos apoiados, já foram mapeadas 16.625 famílias nos territórios contemplados pelo edital. Destas, até o momento foram atendidas 900, como informado antes. Ao todo, a campanha captou e investiu R$ 110.249,47. Esses dados são atualizados semanalmente no site https://atuacaoperifasul.institutojatobas.org.br/.

Além disso, o aTUAção perifasul também conseguiu uma doação de mais de 300 pacotes com seis máscaras de tecido cada. A boa ação partiu da coach Paola Marinoni. Ela criou a campanha #máscaraparatodos que produz o equipamento de proteção empregando costureiras bolivianas atualmente sem trabalho. As máscaras são então distribuídas para a população em situação de vulnerabilidade social por ONGs parceiras. Para ajudar essa campanha, acesse o site https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mascaraparatodos2.

Agora é hora de contribuir!

A campanha continua e, com mais doações, será possível atender a um número maior de famílias. Que tal contribuir e fazer sua doação já?.

Você tem outra maneira de ajudar, além de doações em dinheiro? Não perca tempo e entre em contato conosco.


Vamos todos nos unir em um propósito em comum, ajudar quem mais precisa e ajudar a construir um mundo mais solidário e justo!

aTUAção perifasul capacita grupos a gerar soluções inovadoras para seus territórios

perifasul empatia

25 grupos participam de formação multidisciplinar para aprimorar seus projetos e terem a oportunidade de receber premiação em dinheiro para colocá-los em prática

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento local da Zona Sul de São Paulo, o aTUAção perifasul está apoiando 25 projetos sociais da região, em atividades que acontecem de 31 de janeiro a 8 de maio. Os grupos participam de workshops formativos e mentorias em que têm a oportunidade de repensar e aprimorar os seus projetos. Ao final do processo, farão uma apresentação de pitch e alguns deles serão premiados com recursos financeiros para tirá-los do papel.

Conexões e Parcerias é um dos pilares de atuação do Instituto Jatobás. Por isso, foi tão importante somar forças com outras três organizações para a realização deste edital. Nossas parceiras nessa empreitada foram a Fundação ABH, Fundação Alphaville e Macambira Sociocultural. Cada etapa está sob a responsabilidade de uma organização, que contribui com o seu expertise específico para desenvolver os grupos.

Entenda como está sendo esse processo até agora e o que ainda está por vir.

Seleção dos grupos: conhecer de perto para escolher com consciência

Tudo começou com a seleção dos grupos por meio de um edital lançado em 2019.

O primeiro critério era o território. Os projetos tinham que ser formados por indivíduos que morem e atuem em sete distritos: Campo Belo, Santo Amaro, Vila Andrade, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luís. Também precisavam ser condizentes com as linhas de apoio do edital, que eram amplas: de ações afirmativas a desenvolvimento socioambiental. Sendo todos temas alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O foco de seleção foi em organizações menores. Foram elegíveis coletivos, movimentos, negócios, associações e fundações sociais, com orçamento anual de até R$ 300 mil.

“Foi legal porque 60% das iniciativas que a gente selecionou ainda não têm um projeto andando. Ou seja, conseguimos pegar um público que geralmente não consegue acessar outros editais.”, explica Marina H. Fay, da Fundação ABH.

Não bastou ler as propostas recebidas. Foi fundamental conhecê-las de perto. Alânia Cerqueira, da Macambira Socioambiental, explica: “A gente fez visitas a essas iniciativas. Foi muito importante saber como e onde elas realmente funcionavam, qual era o seu fazer, o seu propósito”.

EU COMIGO: a importância de estar bem para fazer o bem

Um diferencial do aTUAção perifasul é trabalhar o apoio aos grupos de dentro para fora, partindo das suas motivações pessoais para os projetos e a transformação social almejada.

Assim, o primeiro workshop, que aconteceu de 31 janeiro a 1 de fevereiro, integrou o bloco denominado EU COMIGO e foi liderado pela Fundação Alphaville. Adotando técnicas de Programação Neurolinguística (PNL), seu objetivo era promover nos participantes uma percepção mais profunda sobre eles mesmos.

“Acreditamos que, antes de falar sobre o projeto, é importante que eles tenham o fortalecimento no nível pessoal, que percebam seus potenciais, resgatem sonhos para o território e tenham um alinhamento de propósito. Esse workshop também serviu para gerar uma integração no grupo, para que possam ter uma interação melhor nessa jornada”, explica Diandra Thomaz da Silva, da Fundação Alphaville.

“Eles gostaram desse olhar para si mesmos. Muitas vezes a gente esquece de cuidar de quem cuida. Os projetos não vão continuar funcionando se as pessoas à frente deles não estiverem 100% no seu eixo, na sua melhor forma pessoal, intelectual e emocional”, completa.

EU COM O OUTRO: a empatia como chave entender a dor do próximo

O segundo workshop, que aconteceu de 14 a 15 de fevereiro, inaugurou o bloco EU COM O OUTRO e foi liderado pelo Instituto Jatobás.

Seu tema foi EMPATIA e o objetivo era entender as necessidades, as dores e os problemas dos diferentes públicos envolvidos nos projetos. Usando a metodologia conhecida como Design Thinking, o workshop ajudou a definir melhor e entender mais profundamente os problemas (e suas causas profundas) que cada grupo almeja solucionar e as soluções que pretendem desenvolver. Da atividade, os participantes saíram com um roteiro para realizar entrevistas com o público-alvo. Entrevistas que serão fundamentais para entender se as soluções atendem a uma dor real dos atores interessados.

Renata Safon, do Instituto Jatobás, explica: “Essa fase de empatia é a mais potente do processo. Nela, eles se colocam no lugar do outro e observam, experimentam e entendem pelo que ele passa, quais são os seus problemas e as suas expectativas. É desse olhar para o outro que surge a solução”.

Sobre o resultado, completa: “Esse workshop representou um desafio porque participaram quase 50 pessoas. Mas foi muito satisfatório porque recebemos vários retornos dos grupos dizendo que iriam repensar ou mesmo mudar os seus projetos completamente. Pois agora tinham uma compreensão melhor de como trabalhar os problemas sociais que desejam solucionar. Quando alguém diz que os ajudamos a ter novos insights e a aprimorar o seu projeto, é isso que nos impulsiona a continuar”.

Ivani Tristan, também do Instituto Jatobás, complementa: “As pessoas ficaram muito gratas por ter acesso a esse conhecimento e também pela possibilidade de pensar sobre seus projetos de uma forma estruturada, a partir de uma metodologia. Isso, mais possibilidade de troca de experiências e ideias entre eles mesmos, foi a maior riqueza, proporcionando a possibilidade de olhar para o que se faz entendendo o que se faz”.

Nas próximas semanas, os grupos irão a campo realizar as entrevistas e as suas observações irão embasar o trabalho do terceiro workshop do programa.

IDEAÇÃO: gerando soluções inovadoras

De 13 a 14 de março, acontecerá o terceiro workshop com o tema IDEAÇÃO, que também será liderado pelo Instituto Jatobás.

Os grupos levarão para ele tudo o que aprenderam com as entrevistas realizadas após o workshop anterior. Ou seja, os insights a que chegaram por meio da escuta, da observação e da inferência. A partir deles, trabalharão na geração de uma grande quantidade de possíveis soluções.

Renata explica: “Vamos pedir para eles convidarem mais uma pessoa para participar. Quanto mais gente envolvida no processo, mais rico ele se torna. Isso estimula a geração de novas ideias e soluções, a pensar fora da caixa e usar a imaginação produtivamente”.

“Agora é mais um passo. Não é algo que tenha começo, meio e fim. É um processo em que vamos apoiando os grupos nessa estruturação, na possibilidade de enxergar os projetos de uma forma empática e colaborativa. Agora que eles foram fazer a pesquisa de empatia, ouvindo o seu público-alvo, a riqueza do processo vai continuar”, completa Ivani.

Entre os workshops de empatia e de ideação, foram programados dois momentos de mentoria aos grupos. O primeiro aconteceu em 20 de fevereiro e o segundo acontecerá em 05 de março. São momentos em que o Instituto Jatobás fica disponível para sentar com os grupos, entender as suas dificuldades e ajudá-los.

Próximas atividades

De 24 a 25 de abril, acontecerá o quarto workshop, com o tema INDICADORES, ORÇAMENTO E PITCH, liderado pela Fundação ABH. Em 7 ou 8 de maio, os grupos apresentarão os pitches dos seus projetos, que serão avaliados por uma banca formada por todas as organizações envolvidas, além possíveis investidores e de atores-chave da própria comunidade, que foram indicados pelos grupos participantes durante a inscrição no edital. Assim, metade dos jurados será da própria comunidade. Após essa apresentação, serão selecionados os grupos a serem premiados com recursos financeiros para tirar os seus projetos do papel.

Desejamos sucesso a todos os grupos. Nos encontraremos novamente no próximo workshop!

Entenda melhor as ferramentas adotadas no edital aTUAção perifasul

Os workshops realizados até o momento fizeram uso de ferramentas e conceitos como Programação Neurolinguística, Empatia e Design Thinking. Selecionamos alguns links para que você possa entender melhor o que tudo isso significa.

O que é PNL?

Gustavo Simões explica a abordagem de maneira clara em apenas quatro minutos. Assista abaixo:

Empatia: primeiro passo para a inovação social

Matéria da Rede-Comunidade de Inovação Social explica o conceito em detalhes, incluindo vídeos para você saber mais. Leia aqui.

5 vídeos para entender o Design Thinking e pensar a inovação

O site da Kaleydos, plataforma de investimento e desenvolvimento de soluções e negócios que contribuem com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), selecionou 5 excelentes vídeos que explicam a metodologia. Confira nesse link.

Rede-Comunidade aposta no fortalecimento do campo da inovação social

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Com foco no território e na formação de agentes transformadores, iniciativa consolida sua atuação por meio do apoio metodológico e financeiro a grupos e coletivos geradores de impacto positivo.

Com 2019 na memória, a Rede-Comunidade de Inovação Social segue rumo a 2020. Ao longo do ano, diversos projetos deram vida e concretude ao nosso propósito: fomentar comunidades e promover a cocriação entre pessoas de diversas trajetórias, que, ao acionarem a inteligência coletiva, geram soluções de impacto positivo.

“Fazer parte da Rede está sendo muito importante. No começo a gente ficou meio receoso, porque não conhecíamos os outros grupos, como era o dia a dia de cada um. Mas tem sido ótimo porque tínhamos uma visão muito técnica, muito de dentro de âmbito arquitetônico. É sempre bom ter este conhecimento adquirido do compartilhamento. Os workshops tiveram também este papel de criar a ponto com os outros coletivos e organizações da rede”, relata Denis Oliveira de Souza Neves, do ArqCoop+.

Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade, complementa: “A articulação entre as três frentes trabalhadas pela Rede –  apoio aos grupos, ativação da comunidade e gestão do conhecimento – possibilita que os coletivos possam experimentar e testar soluções inovadoras, participar de uma rede ativa e conectada, e ainda dar maior visibilidade aos seus projetos, a partir de uma série de subsídios teóricos e metodológicos. Acreditamos que a inovação social acontece a partir da colaboração e é isso que fomentamos”.

Abaixo, elencamos as principais atividades realizadas pela Rede-Comunidade em 2019. Confira! 

:: Retrospectiva 2019 ::

#InovaZL: um lugar de conexão e criatividade, uma vivência de aprendizado e cocriação. Essa foi a proposta do projeto, que, em parceria com a Fundação Tide Setubal, selecionou, via edital, oito grupos de territórios periféricos de toda São Paulo, para participar de uma jornada de formações em inovação social. 

Ao todo foram oito meses de apoio metodológico com base no design thinking. Os grupos passaram por diversas etapas, como planejamento, pesquisa de empatia, ideação, prototipagem e teste, sob orientação da Rede-Comunidade.

#ProjetoSolução: idealizado em 2016 por estudantes do Colégio Bandeirantes, que sentiam a necessidade de propor (e viver) ações de impacto social, fora da bolha e com espírito empreendedor, o projeto Solução reúne jovens do Band e de outras instituições escolares para aprender uma metodologia e colocar em prática, JUNTOS, ideias para resolver problemas de uma determinada comunidade. 

Em 2019, graças a uma parceria com o Instituto Jatobás, via apoio metodológico da Rede-Comunidade de Inovação Social, e com a organização Reflexões da Liberdade, o projeto Solução chegou à EMEF Eduardo Vaz Doutor, localizada em Embu das Artes.

Na busca por soluções que transformem o Programa Escola da Família, foram trabalhadas soluções para a escola Eduardo Vaz. Os jovens passaram por encontros, onde, orientados pela Rede-Comunidade, puderam experimentar a metodologia do design centrado no ser humano (Design Thinking): definição do desafio (entendimento do problema), pesquisa de empatia, com entrevistas com pessoas do entorno da EMEF (público-alvo), ideação para gerar soluções e muita troca. 

#RealizaCuesta: uma jornada de conexão, aprendizado, cocriação e mão na massa. Essa é a proposta do projeto, que selecionou, via edital, onze empreendimentos, dentre 70 inscritos, das cidades de Avaré, Botucatu, Bofete, Pardinho e São Manuel. 

Ao todo foram cerca de 4 meses de formações, onde foram trabalhadas desde as competências socioemocionais e as relações do indivíduo com o outro, até a prosperidade econômica do negócio, por meio de atividades práticas. Os empreendimentos selecionados passaram por diversas etapas, como mapeamento de perfis, planejamento, pesquisa de empatia, ideação, prototipagem, teste, produção e revisão de plano e modelo de negócios.  Ao final do processo, foi realizado um evento de formatura, onde 4 empreendedores foram premiados com R$5.000,00.

#CircuitoDeInovação: com o objetivo de criar conexões entre os grupos participantes da Rede-Comunidade, o projeto realizou encontros presenciais na sede ou no campo de atuação de 3 grupos: Atêlie Cendira, Encrespados e AgroGym. A ideia era propiciar momentos de vivência e troca entre os grupos, seja por meio da apresentação da solução de cada um deles e compartilhamento de histórias e experiências, quanto pelo oferecimento de oficinas, rodas de conversa e programação cultural. 

#EditalPerifaSul: lançado no final de 2019, o edital selecionou 26 propostas da zona sul de São Paulo, que passarão por uma jornada de autoconhecimento, inovação e fortalecimento institucional em 2020. O primeiro encontro está programado para acontecer nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. 

#Engajamento e Mobilização

:: Agenda para 2020 :: 

O planejamento da Rede-Comunidade para o próximo ano está pautado nos aprendizados de 2019. Dentre as atividades previstas estão a manutenção do projeto Inova ZL, em  parceria com a Fundação Tide Setubal; a implantação do edital Atuação Perifasul, lançado no final do ano, em parceria com a Fundação ABH, Fundação Alphaville e Instituto Macambira; uma nova rodada da jornada Realiza Cuesta, em Pardinho; além de encontros presenciais e de cocriação entre todos os grupos participantes da Rede. 

“Vamos atuar no fortalecimento da nossa comunidade de projetos e coletivos, a partir de atividades de cocriação, com o objetivo de mobilizar e conectar cada vez mais pessoas e ideias para gerar impacto e inovação social”, explica Isabel.

As perspectivas para 2020 são motivadoras. “Nosso objetivo será promover a inovação social a partir de uma rede sólida e ativa, que incentive a troca de experiências, a ampliação do conhecimento e os serviços complementares. Para promover a colaboração e a cocriação, nosso foco estará nas parcerias e no fortalecimento da nossa rede comunidade”, complementa Ivani Tristan.

Ateliê Cendira abre as portas para o mundo

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Grupo de mulheres apoiado pela Rede-Comunidade reinaugura espaço colaborativo no Jardim São Luiz. 

“Somos um espaço de cuidado e bem-estar de mulheres periféricas”, anuncia Suzane Costa, uma das idealizadoras do Atêlie Cendira, local que reúne empreendedoras, artistas e educadoras do bairro Jardim São Luiz, localizado na zona sul da capital. 

O Atêlie, que foi reformado entre 2018 e início de 2019, vai ser reinaugurado no próximo 31 de agosto, com uma programação feita especialmente por mulheres e para mulheres. 

Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade de Inovação Social, conta que, ao longo de 2018, o grupo passou por mentorias, com o objetivo de definir e estruturar o modelo de negócios do Atêlie. 

“O grupo é apoiado há dois anos. Em 2018, foi contemplado pelo edital divergente positivo, que além das mentorias, recebeu um recurso semente, utilizado para a reforma do espaço. Já em 2019, decidimos seguir com o apoio, pois enxergamos o Ateliê Cendira como um espaço inovador e com alto potencial de impacto, pois contribui para o fortalecimento do empreendedorismo de mulheres negras e periféricas”, explica Isabel. 

Uma das etapas definidoras do processo de trabalho com a Rede-Comunidade, ancorado na metodologia do Design Centrado no Ser Humano, foi a pesquisa de empatia.

“Aprendemos a empatizar para qualquer decisão do Ateliê. Por exemplo, fazemos uma roda de justiça restaurativa comunitária, mas os temas sempre foram propostos a partir do que nós acreditávamos que seria relevante na vida das mulheres. E a partir do processo da Rede-Comunidade,começamos a empatizar até na hora de definir o tema. E esse foi um dos maiores aprendizados: a importância de se consultar”, relembra Suzane.

>> Leia mais sobre a experiência do Ateliê Cendira e de outros grupos em “Empatia: pilar chave da Rede-Comunidade

A empatia continua presente nas práticas das Cendiras: a programação de reinauguração foi desenhada em conjunto com as mulheres que participaram da pesquisa. “A abertura das portas do Ateliê para o mundo é um momento de grande celebração e não poderíamos pensar o evento, sem primeiro entrar em contato com as nossas empatizadas. Queríamos entender como poderíamos fortalecer o trabalho de cada uma delas e escutá-las sobre a programação”, conta. 

>> Confira a programação completa e confirme sua presença:

14h às 22h >> Feira de Economia Solidária e Feminista

14h30 às 15h >> Prática de Yoga Restaurativo, com Juliana Rodrigues

15h às 18h >> Círculo Restaurativo Feminino Intergeracional, com mediação de Suzane Costa e Edijane Alves

18h às 19h30 >> Debate “Empreendedorismo Feminino na Periferia, com mediação de Fabiana Teixeira e Anabela Gonçalves

+ Discotecagem com nossa DJ maravilhosa, Michelle Correa.

+ Show de encerramento com Luana Bayô!

+ Venda de quitutes e bebidas, produzidos pela empreendedora Andreza Jesus.

Após a reinauguração, estão previstas atividades como círculos restaurativos feminino, oficina de costura e aulas de yoga.

>> Quer saber mais? Siga o Ateliê Cendira nas redes sociais: fb.com/anauecendira/

Empatia: primeiro passo para a inovação social

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Realizado no dia 29/6, segundo workshop da jornada do #InovaZL2019, realizada em parceria com a Fundação Tide Setubal, foca na capacidade de empatizar e propõe atividades de escuta e entrevistas com público-alvo. 

Uma ideia ou uma iniciativa de impacto positivo começa sempre pelas pessoas. Esta é a principal proposta do Design Centrado no Ser Humano, metodologia utilizada pela Rede-Comunidade de Inovação Social: colocar o ser humano no centro das decisões, a partir da escuta, observação e vivência. 

Para se entender e resolver um desafio ou problema, é necessário conhecer profundamente o público-alvo, o usuário ou cliente do negócio de impacto social. Quem são essas pessoas? O que elas dizem, pensam, fazem, usam, sabem, sentem, sonham? O segundo workshop do #InovaZL se concentrou em responder essas questões na teoria e na prática, iniciando a fase da pesquisa de empatia. 

“Este tipo de abordagem nos possibilita quebrar opiniões formadas, achismos, a ideia do já feito e do já visto. É necessário que nos coloquemos ‘no lugar’ do outro para entender seu comportamento, suas dificuldades e seus desejos. É desta forma que podemos perceber mais sobre a situação na qual vamos intervir, suspender os nossos julgamentos e nos desapegar de nossos pressupostos”, explica Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade.

Para isso, os grupos realizaram dinâmicas para treinar a capacidade de escuta e, após, saíram às ruas para praticar tal aprendizado. A proposta foi entrevistar pessoas do bairro para entender quais as suas necessidades, desejos e dores. 

“Um dos pontos importantes do workshop é transmitir que a inovação pressupõe reconhecer e tornar presente a diversidade que orbita em torno do problema que os grupos selecionados no edital querem resolver. Existem pessoas, pontos de vista, papeis e perfis diferentes envolvidos no processo de se pensar uma solução. O que tentamos mostrar é quanto maior for a variedade de pessoas relacionadas direta ou indiretamente com a questão, mais rica será a imagem construída sobre o problema e mais efetiva será a solução desenhada”, analisa Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade. 

O final do encontro foi reservado para que cada grupo planejasse o mês de trabalho, elaborasse as perguntas para a pesquisa de empatia com o público-alvo e atores relevantes para cada projeto. O próximo workshop está previsto para agosto e iniciará a fase de ideação. 

>> Abaixo destacamos uma série de vídeos sobre o processo de empatizar. Confira: 

1. O que é empatia?

2. A empatia pode ser desenvolvida?

3. Como aprender a escutar o outro?

4. O que é comunicação não-violenta?

5. Qual a importância da diversidade de pontos de vista?

6. Quem são os outros? O que partilhamos?

7. É possível olhar além das fronteiras?

Instituto Jatobás oferece apoio organizacional para o Conexões Musas

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Rede de mulheres em prol de mulheres em extrema vulnerabilidade desenvolve planejamento estratégico com apoio da Rede-Comunidade de Inovação Social. 

Como valorizar a potência de mulheres vítimas de violência e em extrema vulnerabilidade social? O projeto Conexões Musas nasceu na Cracolândia, em São Paulo, e propõe um olhar voltado para os talentos que essas mulheres possuem. 

“Não queremos trabalhar só com os problemas que elas têm, mas, antes, juntar pessoas e inspirações para um projeto de inclusão produtiva. Olhar para as mulheres – egressas, em situação de rua, vítimas de violências etc – pelos talentos que têm, não pela vulnerabilidade”, explica Raquel Barros, fundadora da iniciativa.

A proposta é conectar mulheres em situação de vulnerabilidade por meio de processos e projetos que possibilitem e fortaleçam a autonomia e autoestima. Para isso, o Musas oferece uma série de oficinas e workshops de empreendedorismo, artesanato, gastronomia e moda, tais como crochê e costura, com o objetivo de geração de renda e desenvolvimento comunitário. 

“A moda é uma das nossas principais frentes justamente por trabalhar a questão estética e da beleza. No fundo é uma proposta de autocuidado, para que essas mulheres olhem para si, se redesenhem, se valorizem e se reconheçam”, analisa Raquel. 

Saiba mais sobre o Conexão Musas em entrevista realizada pelo SENAC:

A estrutura em rede do Musas se reflete também na gestão organizacional da iniciativa: as responsabilidades são distribuídas de acordo com o talento, de forma horizontal e participativa. Mas como em todo processo coletivo, a criação de uma identidade e posicionamento pode se tornar uma tarefa complexa.

“Começamos a trabalhar em coletivo, mas sentíamos que havia uma grande crise de identidade, além de falta de foco. A Rede-Comunidade de Inovação Social chegou para nos ajudar a enxergar e criar processos para o Musas”, relata Raquel.

Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade, explica que o apoio é, na realidade, um processo de mediação de grupo. “Nós iniciamos o trabalho com algumas perguntas – qual é a causa do conexões musas, quais serviços irão oferecer, quem é o principal beneficiado, quem é o público-alvo, como ampliar o impacto social das ações, como fortalecer a imagem da organização, quem é responsável por cada processo etc – e facilitamos para que elas mesmas encontrem uma resposta em comum e consolidem, assim, uma identidade”.

Ao todo, foram quatro encontros com foco no planejamento estratégico e criação de processos organizacionais e posicionamento. 

“Foram momentos muito legais e colaborativos: tiramos o que cada uma tinha na cabeça e construímos nosso propósito comum. Agora sentimos que estamos numa engrenagem – atuando de forma fluida e otimizada. Mas o mais importante é que hoje conseguimos entender melhor os talentos de cada uma e pudemos nos conhecer melhor”, conta Raquel. 

Além do Conexão Musas, outros grupos apoiados pela Rede-Comunidade, como o Atêlie Cendiras, passarão pelo processo de apoio metodológico para fortalecimento organizacional. Novidades em breve. 😉 

>> Acompanhe o Conexões Musas pelo instagram: @conexaomusas

Instituto Jatobás realiza jornada com participantes do InovaZL 2019

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Coletivos participam do primeiro workshop da jornada do #InovaZL2019, que teve como foco a conexão entre os grupos, além de iniciar o processo de Design Thinking, com o debate dos desafios de cada projeto. 

Um respiro. O primeiro dia do workshop do Inova ZL 2019, realizado pelo Instituto Jatobás, via Rede-Comunidade de Inovação Social, e Fundação Tide Setubal (saiba mais sobre a parceria), no 7/6, poderia ser traduzido como um momento de reflexão profunda. Uma pausa para olhar e se conectar com o outro. Um dia de escuta ativa e de aprendizado por meio da empatia. Afinal, a qualidade de uma intervenção depende das condições interiores do seu interventor. 

“Uma das etapas das jornadas realizadas pelo Instituto Jatobás visa promover a expansão de consciência e desenvolvimento do potencial humano: como as pessoas relacionam consigo mesmas, entre si e com a sociedade. Cada jornada é desenhada de acordo com o objetivo de aprendizagem e as experiências são realizadas por meio de diversas dinâmicas, ferramentas e metodologias (como o Design Thinking, Teoria U e Teoria integral). Para o Inova ZL 2019 trazemos à tona discussões sobre empatia, conexão, colaboração. A ideia é que as pessoas, sobretudo aquelas que atuam com impacto social e ativismo, que é o público da Rede-Comunidade, possam vivenciar outras formas de pensar e agir – sem julgamento, com escuta ativa, despertando a criatividade e a potência de inovação”, explica Ligia Carnicelli, do Instituto Jatobás.

Como quase tudo na vida, o encontro começou pelo… começo. Apelidado de “chegância”, o início do processo convidou as pessoas a fecharem os olhos e respirarem. Logo depois, a instrução: ‘abram os olhos e caminhem pela sala. Agora parem em frente alguém e olhem nos olhos da pessoa. Sem ne-nhu-ma palavra, tentem descobrir o que o olhar da pessoa revela? O que diz sobre a  sua trajetória?’. 

“Esta dinâmica mostra como o olhar, apesar de simples, é poderoso.
É um movimento mínimo com uma potência de conexão muito grande. A partir do olhar nos conectamos, conseguimos sentir o todo e, por fim, empatizar”, explica Patrícia Cassaca, facilitadora. 

A ideia, como explica Ligia, é vivenciar um momento de suspensão do julgamento. Para isso, a atividade prossegue com uma rodada de conversa em duplas (exercício de escuta ativa, muito utilizado na abordagem da comunicação não-violenta), onde os participantes puderam compartilhar o que sentiram ao olhar nos olhos uns dos outros.

“A pausa para olhar e ter empatia é um desafio.Temos a sensação de que ninguém nos conhece. Ninguém nos enxerga”, revela Nathalia Bovolenta, do coletivo Wilifa. 

Um novo jogo é proposto: em roda, cada participante sintetizou em uma palavra ou uma pequena frase o que gostariam de aportar para o grupo como um todo. Palavras como conexão, união, dedicação, alegria, equidade, resiliência, harmonia, afeto se transformam em ação e uma rede de barbante é formada, simbolizando a conexão e corresponsabilidade entre todos e todas. 

Estou feliz e surpreso. Pessoas que nunca teriam cruzado o meu caminho, hoje estão aqui na mesma rede que eu. Encontros e jornadas como essas renovam a esperança e demonstram que a transformação vem do trabalho em conjunto”, conta Pedro Correia, arquiteto do coletivo ArqCoop+.

Para finalizar o dia, os participantes foram convidados a se reunir em grupos e pensar em dez valores compartilhados para nortear toda a jornada. Daí nasceram,  a partir da construção coletiva: corresponsabilidade, cocriação, equidade, inclusão, confiança, amor, afeto, conhecimento, parceria, empatia, comprometimento, cooperação. 

O tal do Design centrado no ser humano

O segundo dia de workshop foi mão-na-massa. Na parte da manhã, Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade, apresentou a metodologia que irá modelar toda a jornada do Inova Zl 2019: o design thinking. 

O tal design de pensamento é uma das abordagens mais conhecidas do Design Centrado no Ser Humano, que tem como premissa colocar as pessoas (público-alvo ou usuários) no centro das decisões. Para isso, se utiliza de conceitos como empatia, colaboração e experimentação para gerar práticas e soluções que impactem positivamente uma determinada comunidade ou território. (Leia mais >>)

“Escolhemos o design thinking como metodologia mestra da Rede-Comunidade, pois nosso principal objetivo é incidir no nível mais profundo da inovação: a mudança de mindset (modelo mental). Somente a partir da aplicação e experimentação dessa base metodológica, podemos, juntos com os grupos apoiados, desenvolver um novo olhar sobre o problema. Um olhar a partir da necessidade do outro. Dessa forma, os grupos são incentivados a não se apaixonar pela solução, mas pelo desafio. É uma nova forma de escuta – ativa e empática -, que nos leva a relações mais saudáveis e soluções mais responsáveis”, analisa Ivani.

Já na parte da tarde, os grupos se reuniram para responder à primeira pergunta da jornada: qual problema a sua ideia quer resolver?

Pergunta-chave (e indispensável para todxs aquelxs que trabalham com inovação social!), ela faz parte da definição preliminar do desafio. No próximo encontro, que acontecerá no dia 29/6, no Galpão ZL, os coletivos irão adentrar a segunda fase desta etapa: a investigação. Momento de mergulhar de cabeça no problema que se pretende resolver e iniciar uma pesquisa de empatia profunda para mapear as necessidades e oportunidades que irão, no fim, nortear as soluções a serem geradas. 

Fotos: Jéssica Santana

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