Instituto Jatobás e Centro Max Feffer oferecem curso de Redes Sociais e Internet

curso inclusao digital cmf

A interação digital veio para ficar, não temos a mínima dúvida disso. Mas com ela chegam as novidades, os aplicativos, as adaptações de coisas que fazíamos no físico e agora estão no digital – como o trabalho.

Para ajudar e tornar essa interação mais amigável e produtiva e democratizar o acesso a tecnologia, o Instituto Jatobás e o Centro Max Feffer lançaram o curso Inclusão Digital – Redes Sociais e Noções Básicas de Internet através do Celular.

Com realização do Instituto Jatobás e do Centro Max Feffer, o curso tem como objetivo facilitar o acesso a recursos importantes dos smartphones que, muitas vezes, as pessoas desconhecem.

Nas aulas os participantes vão aprender as possibilidades do uso do celular, configurações básicas do equipamento, envio de áudios e arquivos por diferentes plataformas, acesso ao e-mail, utilização das redes sociais e chamadas de vídeo.

Com início no dia 14 de junho e término no dia 02 de julho de 2021, os encontros serão presenciais às segundas, quartas e sextas das 14h às 16h, na sede do Centro Max Feffer, em Pardinho (SP). Para participar o interessado precisa ter a partir de 14 anos, acesso à um celular que possa ser conectado à internet e disponibilidade para comparecer ao local.

As inscrições estão abertas pelo formulário (clique aqui) e são gratuitas, mas as vagas são limitadas. A seleção dos participantes se dará pela ordem de cadastro, então, garanta sua vaga no Curso de Inclusão Digital.

 

 

Curso de Elaboração de Projetos Culturais está com inscrições abertas

EconomiaCriativa Capa

Os participantes moradores da região da Cuesta Paulista poderão participar da seleção para vagas de mentoria individual

Nos dias 01, 02, 03 e 04 de junho, das 18h às 20h30, acontece o curso online “Aprenda a elaborar projetos para editais e leis de incentivo”, oferecido pelo Instituto Jatobás e com realização da Giallo Marketing. 

Artistas, produtores culturais e/ou empreendedores das áreas cultural, artística e criativa são o público alvo, com o intuito dar suporte a colocar suas ideias no papel e aproveitando a abertura do  do ProAC-SP para inscreverem os seus projetos. “O ProAC é uma das políticas públicas culturais mais importantes do estado, e conta com uma cota de 50% para projetos de fora da capital paulista, o que amplia as chances dos produtores do interior acessarem esta oportunidade. Capacitar os artistas e produtores culturais são pilares fundamentais para auxiliar na promoção da economia criativa como uma alternativa para o desenvolvimento”, afirma Madalena Carneiro, gestora de projetos do Instituto Jatobás. 

Somando 10 horas de conteúdo, o curso vai abordar os temas de Contexto de Leis e Editais de Cultura, como pensar um projeto cultural desde o início, a estrutura de projetos, o passo a passo para a elaboração, as etapas de produção, o orçamento, o plano de comunicação e a documentação. Quem ministra as aulas é Luanda Bonadio, fundadora da Giallo Marketing e especialista em Gestão e Produção Cultural com mais de 20 anos de experiência multidisciplinar e atuante em de áreas de Marketing, Comunicação, Cultura e Terceiro Setor e assessoria a artistas, equipamentos culturais e organizações sociais de cultura no uso estratégico da Comunicação e do Marketing, na Formatação de Ideias e Produtos e em Cursos sobre Leis de incentivo à Cultura. 

A transmissão das aulas será ao vivo e haverá interação com a professora. Importante destacar que a oportunidade é única, uma vez que os encontros não serão gravadas nem disponibilizadas fora do horário.  As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 31/05 pelo formulário http://bit.ly/projetoparaeditais.

Projetos da Cuesta Paulista poderão participar da seleção para mentoria individual

Ainda há uma oportunidade extra exclusiva para quem participar do curso e for morador das cidades da Cuesta Paulista para aprimoramento do seu projeto. O Instituto Jatobás disponibilizará 14 vagas (uma para cada município da região) para mentoria individual.  

Para participar da seleção, o candidato além de assistir ao curso, o projeto também precisará atender os critérios de viabilidade da proposta, atuação compatível com o proposto, ter o histórico de atuação de pelo menos 2 anos e ser morador de uma das seguintes cidades: Anhembi, Areiópolis, Avaré, Barra Bonita, Bofete, Botucatu, Conchas, Itatinga, Lençois Paulista, Pardinho, Paranapanema, Pratânia, São Manuel e Torre de Pedra

A iniciativa faz parte das ações de fomento à Economia Criativa na região da Cuesta Paulista que teve como sua primeira ação o Mapeamento Economia Criativa – Cuesta Paulista, realizado pelo Instituto Jatobás, juntamente com a Giallo Marketing e Instituto Locomotiva e apoio do SEBRAE. Aplicada em abril de 2021, a pesquisa contou com 407 participantes e terá seus resultados apresentados em julho, em evento de lançamento com data a ser marcada. 

O estudo também será utilizado para fundamentar um Plano de Desenvolvimento e Fortalecimento Econômico Regional. Diversas Prefeituras, o Sebrae e o Pólo Cuesta são apoiadores da iniciativa. 

 

Comunicado à comunidade, artistas, produtores e demais participantes do Edital Programação Cultural do Max 2021

CMFCS NOTICIAS EDITAL MAX o CHAMAMENTO

Com a não renovação do Termo de Fomento entre Prefeitura de Pardinho e o Instituto Jatobás, gestor do Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, a seleção de projetos 2021 para compor a programação do Max precisou ser revista, conforme ajustes do novo orçamento. Tivemos que nos reestruturar para dar continuidade ao atendimento à comunidade. Mesmo o Centro Max Feffer sendo um equipamento do município e sem contar com o apoio financeiro da prefeitura, conseguimos manter a operação e adequar o modelo de gestão para atender os artistas e os produtores, via edital.

Para melhor entendimento, no final de 2020, o Instituto Jatobás e o Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade iniciaram um processo para fomentar projetos da região para comporem a Programação Cultural presencial e online do Centro de Cultura.

Tudo começou com uma pesquisa lançada no dia 4 de dezembro, em que a comunidade de Pardinho e região foi ouvida em relação ao que gostariam de participar e presenciar no Max. Ao todo, foram recebidas mais de 400 respostas que nortearam as diretrizes para a nova programação.

O segundo passo foi estruturar um edital de chamamento público, criado com base nos critérios levantados na pesquisa, que fosse democrático e participativo na formação da programação de 2021. Lançado em 24 de dezembro, o edital recebeu mais de 300 propostas nos eixos de cultura raiz, artes (dança, circo, teatro, música etc.), bem-estar e biblioteca.

Continue lendo no site do Centro Max Feffer

Pesquisa vai mapear iniciativas de Economia Criativa na Cuesta Paulista

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Pesquisa vai mapear iniciativas de Economia Criativa na Cuesta Paulista
Podem participar artistas, produtores, arte-educadores, empreendedores criativos e demais profissionais e empresas da cadeia produtiva da arte e da cultura. O objetivo é gerar informações para a melhor compreensão das potencialidades regional.

Por Sergio Santa Rosa

No período de 04 a 21 de abril, acontece o Mapeamento da Economia Criativa – Cuesta Paulista, uma pesquisa que tem o objetivo de mapear, compreender as potencialidades, identificar oportunidades e fomentar, a partir da sua divulgação e outras ações, o trabalho de artistas, produtores e empreendedores da Cuesta Paulista, em toda a cadeia da Economia Criativa. O estudo também tem o objetivo de fundamentar um Plano de Desenvolvimento e Fortalecimento Econômico Regional. Diversas Prefeituras, o Sebrae e o Pólo Cuesta são apoiadores da iniciativa.

Por Economia Criativa entendem-se os trabalhos baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico, dentre eles: artesanato, folclore, serviços culturais em geral, museologia, produção cultural, patrimônio, serviços educacionais em arte e cultura, criação e produção musical, produção audiovisual, artes cênicas, produção editorial, artes visuais, arquitetura, design gráfico, publicidade, marketing e moda.

A pesquisa será aplicada nos municípios de Anhembi, Areiópolis, Avaré, Barra Bonita, Bauru, Bofete, Botucatu, Conchas, Itatinga, Lençóis Paulista, Pardinho, Paranapanema, Pratânia, São Manuel, Torre da Pedra, entre outros.

O Mapeamento da Economia Criativa – Custa Paulista é uma realização do Instituto Jatobás, Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos, que atua no município de Pardinho desde 2005, promovendo ações para o desenvolvimento sustentável local e tendo a cultura e o empreendedorismo como eixos estratégicos de investimento. Em 2008, o Instituto entregou a Pardinho, o Centro Max Feffer Cultura & Sustentabilidade (CMFCS) que hoje é certificado como Ponto de Cultura e um dos principais equipamentos culturais da região.

Em 2020, o Instituto Jatobás deu início ao seu plano de expansão e, a partir da sua experiência e conhecimento do potencial da região, passará a atuar em prol do desenvolvimento socioeconômico de toda a Cuesta Paulista. “Trata-se de uma região com uma veia artística e cultural muito grande e por isso, com potencial e diversidade para a Economia Criativa. E é preciso entender e pensar essas atividades como profissões que formam uma cadeia produtiva. Daí a importância de conhecer a dinâmica de atuação desses profissionais e empreendedores culturais e criativos para viabilizar a criação de um plano estratégico que contribua para potencializar a geração de trabalho e renda e promover o desenvolvimento socioeconômico regional”, explica Regiane Oliveira, Diretora do Instituto Jatobás.

A pesquisa, que tem como correalização a Giallo Marketing, Cultura, Atitude+, o Instituto Locomotiva e o SEBRAE/SP, terá como instrumento um questionário e poderá ser respondido por pessoas físicas maiores de 18 anos e empresas, com fins lucrativos, localizadas nos municípios da Cuesta Paulista e atuantes nas seguintes atividades:

CULTURA
• Expressões Culturais: artesanato, folclore
• Patrimônio e Artes: serviços culturais em geral, museologia, produção cultural, patrimônio material e imaterial, serviços educacionais em arte e cultura
• Música: criação e interpretação musical, gravação, edição, mixagem de som, serviços educacionais em música
• Artes Visuais: fotografia, escultura, pintura, ilustrações, grafitti, serviços educacionais em artes visuais
• Artes Cênicas: criação, atuação, produção, direção de espetáculos de teatro, circo, dança, serviços educacionais em artes cênicas
• Agente da cadeia produtiva – arte e cultura: iluminação, cenografia, montagem e desmontagem, acessibilidade, transporte especializado, salvaguarda de patrimônio material e imaterial, outros.

MÍDIA
• Editorial: edição de livros, jornais, revistas, conteúdo digital
• Games: desenvolvimento de jogos eletrônicos
• Audiovisual: criação, desenvolvimento de conteúdo, distribuição, programação e transmissão

CONSUMO
• Arquitetura: design e projetos (edificações, cenografia, expografia), planejamento e conservação, paisagismo
• Design: gráfico, multiídia e móveis
• Moda: desenho de roupas, acessórios e calçados, modelistas
• Publicidade e Marketing: atividades de publicidade, marketing, organização de eventos, pesquisa de mercado

Ao final do processo, os resultados do Mapeamento serão apresentados aos governos locais, parceiros e todos os que responderam a pesquisa, num evento com data e local a serem definido. O Instituto Jatobás oferecerá também aos participantes da pesquisa, dois cursos gratuitos de capacitação: um em Elaboração de Projetos e o outro em Comunicação e Marketing.

Segundo Luanda Bonadio, diretora da Giallo – consultoria criativa especializada em marketing e cultura- o Mapeamento da Economia Criativa – Custa Paulista é inspirado em ações realizadas em outras regiões do Estado de São Paulo, como o Vale do Ribeira e a Serra da Mantiqueira e tem sido um tema discutido nas secretarias estaduais de Cultura e Economia Criativa, Desenvolvimento Econômico e Turismo. “Investir no diagnóstico e no desenvolvimento de estudos para gerar informação e aprofundamento das características regionais, nos permitirá conectar potencialidades, desenvolver uma estratégica conjunta que permita fomentar e gerar transformações positivas para toda a região”.

Para mais informações, acesse: www.institutojatobas.org.br/mapeamentocuesta

Documentário sobre fotógrafo botucatuense concorre a prêmio internacional

foto Pardinho

Músicos botucatuenses Karoline Violeira e Osni Ribeiro participaram da trilha sonora.

Por Sergio Santa Rosa

O documentário “You´re not a soldier” (“Você não é um soldado”, em tradução livre), que conta a história do fotógrafo de guerra André Liohn, nascido em Botucatu, foi selecionado para o Hot Docs Film Festival, considerado o maior evento de documentários da América do Norte e um dos mais importantes do mundo.

Liohn é bastante conhecido no meio jornalístico internacional. Dentre outros prêmios, tornou-se o primeiro fotojornalista latino-americano a receber o prestigiado Robert Capa Gold Medal, por seu trabalho sobre a guerra civil da Líbia. Mas o filme também traz a participação dos músicos botucatuenses Karoline Violeira e Osni Ribeiro na trilha sonora, assinada pelo premiado músico e produtor Ruben Feffer, também produtor executivo do documentário e sócio da Elo Company, empresa que produziu o filme. Karoline gravou na viola caipira, no Estúdio Abacateiro, em Botucatu, um tema composto por Feffer. Osni Ribeiro dirigiu e produziu a gravação. A trilha gravada pelos músicos botucatuenses ilustra a cena final do filme.

Feffer explica o convite aos músicos botucatuenses. “Em certo momento do filme, há uma cena muito poética, com o André caminhando pelas montanhas da serra de Botucatu, sua terra natal. Para esse momento pensei em utilizar uma viola caipira na trilha. Busquei o Instituto Jatobás para que me indicassem uma pessoa da região que tocasse viola e pudesse fazer uma participação. Eles me apresentaram a Karoline Violeira e deu muito certo. A cena ficou linda”.

Karoline encarou o desafio, gostou da experiência e diz estar muito orgulhosa pelo sucesso do filme. “Quando fui convidada pelo pessoal do Instituto Jatobás fiquei um pouco assustada com a missão. O Ruben Feffer me passou uma partitura e eu fui treinando para conseguir fazer o que ele pediu. Era uma empreitada bem diferente do que estou acostumada a fazer. No estúdio foi um grande aprendizado, o Osni Ribeiro produziu a gravação, me deu várias dicas e me acalmou porque eu estava bem nervosa”, comenta.

Atualmente, dedicando a maior parte de seu tempo a cuidar da filha Anahi, de três meses de idade, Karoline ressalta a satisfação por participar do projeto. “Estou muito feliz que o filme esteja tendo esse reconhecimento. Nunca poderia imaginar que a minha violinha simplesinha aqui do sítio iria chegar tão longe, num filme de sucesso internacional. É uma coisa que quero contar para minha filha e, no futuro, para meus netos”. A violeira ainda não assistiu o filme, mas já viu a cena em que sua música aparece e concorda com Ruben Feffer: “É linda”.

O Instituto Jatobás atua há mais de 15 anos no município de Pardinho e agora, está expandindo sua atuação para a região da Cuesta Paulista, com base no conceito e na prática de desenvolvimento local sustentável, o que inclui parcerias com organizações da sociedade civil, poder público e empresas, além do apoio a empreendedores, produtores culturais e artistas. A indicação de Karoline Violeira para participar do filme é mais uma das ações do Instituto Jatobás em estímulo aos talentos e empreendedorismo cultural e criativo da região. “O Hot Docs é um dos festivais de documentários mais importantes do mundo”, enfatiza Feffer. “Dessa forma, o filme vai trazer uma visibilidade para os artistas da região e para o Instituto Jatobás”.

Sempre realizado na cidade de Toronto, o Hot Docs está em sua 28ª edição. Neste ano, a programação on-line terá a estreia de documentários em transmissão por streaming, eventos ao vivo e outros conteúdos, de 29 de abril a 9 de maio.

Sobre “You´re not a soldier”

O filme parte da relação da diretora Maria Carolina Telles com seu pai, um soldado dedicado que se sentia atraído pelas complexidades da guerra. Na tentativa de entender o que motivou o desejo de seu pai de estar na linha de frente, Telles mergulha na história do fotógrafo de guerra André Liohn. Como o pai de Telles, André era um homem que lutava contra sua própria dor interna, muitas vezes optando por mergulhar em algumas das zonas de conflito mais notórias do mundo. Liohn testemunha a morte de companheiros de trabalho e começa a questionar os motivos para se colocar em tal perigo, expondo as veias abertas do jornalismo e a luta universal para superar a dor do luto e a verdade inexorável da morte.

Projeto Lixo Mínimo: guarda mirim conscientiza população de Pardinho (SP) sobre separação de recicláveis

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Ação programada para iniciar em dezembro pretende ressaltar a importância da participação da comunidade na separação do material reciclável

O Projeto Lixo Mínimo, iniciativa do Instituto Jatobás em parceria com a Prefeitura Municipal de Pardinho, interior de São Paulo, começa nos próximos meses mais uma etapa importante: a de conscientização da população sobre a necessidade da separação do material reciclável.

A partir de dezembro, mais de 20 jovens da guarda mirim da cidade devem visitar residências, comércio, empresas, área rural e turística para orientar a comunidade sobre o tema.

“Estes jovens serão agentes de transformação, demonstrando que a mudança no mundo começa por nós mesmos. Estamos capacitando eles para que sejam multiplicadores de consciência”, ressalta a coordenadora de Desenvolvimento Local do Instituto Jatobás, Madalena Carneiro.

Capacitação da guarda mirim

Durante outubro, os membros da guarda mirim passaram por um processo de capacitação, que deve ser finalizado até novembro. Na formação, os jovens serão orientados a abordar o público de forma correta e informar sobre a separação do material reciclável.

“Cada área da cidade precisa de um tipo diferente de comunicação. O processo de orientação em uma residência é diferente do da zona rural, que é diferente do eixo turístico e de empresas”, diz Madalena.

Orientação da população

A primeira ação da guarda mirim, programada para dezembro, será a distribuição de materiais de orientação à população. Panfletos indicarão o horário da coleta seletiva, assim como os itens que podem ou não ser separados para reciclagem.

“Nos materiais de divulgação teremos informativos sobre a separação do resíduo. Como é feita essa separação? Que resíduo eu sei que é reciclável e o que é rejeito? O que é resíduo e rejeito? Estas serão algumas das perguntas respondidas”.

Em um segundo momento, os jovens participarão de palestras nos bairros de Pardinho (SP), em reuniões comunitárias e nas escolas da cidade. Como esta etapa do projeto requer a presença física da população, a expectativa é que aconteça no próximo ano, respeitando as regras de distanciamento social.

“Além de conscientizar, vamos preparar o morador para fazer esse trabalho da divisão correta do material reciclável. Não basta conscientizar se eles não souberem fazer a separação”, diz a coordenadora de Desenvolvimento Local do Instituto Jatobás.

Após a conclusão destas etapas, haverá ainda uma revisitação nas residências, com reforço contínuo da comunicação. A ação de monitoramento dos resultados e manutenção das atividades de orientação deverão ser realizadas ao longo de 2021.

Conscientização na prática

Durante o mês de outubro, os jovens participaram de uma ação educativa da Coordenadoria do Turismo. Eles puderam discutir sobre o turismo na cidade, possibilidades, acontecimentos e perspectivas da ação. Após visitar os principais pontos e realizar um percurso de reconhecimento do local, os adolescentes fizeram um trabalho de conscientização dos turistas.

“Eles tiveram a primeira vivência, reconhecendo a importância desta ação e entendendo como funciona a sensibilização na prática”, explica Madalena.

“A ação educativa Cuide do que é nosso foi uma iniciativa para chamar atenção do turista, do dever que cada um, para com o espaço de todos, inclusive o respeito à propriedade privada”, disse Sylviah Riouls, coordenadora de Turismo de Pardinho (SP).

Projeto Lixo Mínimo

Paralelo à ação de conscientização que será realizada pela guarda mirim de Pardinho, outras etapas do Projeto Lixo Mínimo seguem com as atividades à todo vapor.

Enquanto os integrantes da cooperativa de recicladores da cidade continuam em treinamento e capacitação, o local que receberá o galpão de reciclagem segue em construção. 

“Nosso projeto com os cooperados ainda não terminou. Estamos trabalhando em conjunto com eles e enquanto isso, o galpão está sendo construindo. Agora, temos esse eixo que começou, que é a formação dos jovens como multiplicadores na comunidade para alcançarmos a meta de aumentar o resíduo reciclável em Pardinho”, finaliza.

Instituto Jatobás e Prefeitura de Pardinho investem R$ 180 mil para tratar resíduos sólidos da cidade

resíduos sólidos

Município do interior de São Paulo envia cerca de 150 toneladas de resíduos sólidos urbanos por mês ao aterro sanitário; ações envolvem a coleta seletiva dos resíduos recicláveis e tratamento dos resíduos da construção civil 

O Instituto Jatobás e a Prefeitura de Pardinho caminham para a conclusão da primeira fase de um projeto ambicioso: buscar soluções sustentáveis e definitivas para a destinação adequada dos resíduos sólidos na cidade, considerada o berço do projeto de desenvolvimento sustentável do Instituto.

A iniciativa, chamada de Projeto Lixo Mínimo, teve início em novembro de 2019, após reuniões entre a prefeitura municipal, representada pela Coordenadoria de Meio Ambiente, e o instituto, conforme a coordenadora de Desenvolvimento Local do Instituto Jatobás, Madalena Carneiro.

A demanda do projeto surgiu devido ao grande volume de resíduos gerados no município que são enviados ao aterro sanitário, além do descarte incorreto em diversos pontos da cidade, uma grande problemática ambiental.

Projeto Lixo Mínimo

Atualmente, o município envia ao aterro de Botucatu, em média, 150 toneladas por mês de resíduos sólidos urbanos, gerando um custo de mais de R$ 200 mil por ano. Estima-se que menos da metade dos domicílios e empresas realizem a separação dos resíduos recicláveis.

“Atualmente, 72% do território municipal é Área de Proteção Ambiental (APA), em função da característica do município de ser um grande produtor de águas, com elevado número de nascentes, detentora do título de Interesse Turístico. Por isso, cada vez mais se torna necessário trabalhar também nas ações de educação ambiental para sensibilizar e conscientizar a população, bem como para os visitantes e turistas. Um projeto importante que tem muitos desafios e objetivos a serem vencidos”, salienta Madalena.

Coleta seletiva

Nesta primeira etapa do projeto, que engloba a criação de ferramentas para a separação na fonte, coleta e encaminhamento dos resíduos recicláveis domiciliares e de empresas para a reciclagem, a Prefeitura de Pardinho pretende investir cerca de R$ 130 mil.

O valor será destinado à construção de um barracão, localizado em uma área pública, e compra de equipamentos como esteiras, silos e baias para triagem e beneficiamento do material reciclável.

Já o Instituto Jatobás pretende disponibilizar cerca de R$ 50 mil para ações de capacitação dos agentes da cooperativa de catadores de materiais recicláveis envolvida no projeto, além da comunicação e educação da população sobre o descarte e separação dos resíduos recicláveis, assim como para o gerenciamento do projeto.

Cooperativa de catadores

O trabalho contará com a participação da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da cidade. O grupo, que já atua no município há quase 20 anos, está em fase de regularização para formalizar a criação da cooperativa, que atualmente é denominada como associação.

No atual modelo, a cooperativa poderá, além da coleta, realizar a separação, processamento e comercialização de materiais recicláveis, oferecer serviços de mão de obra terceirizada de coletores de rua; limpeza de terrenos, podas e coleta de resíduos orgânicos, mão de obra de limpeza bruta para empresas e poder público e operar um sistema de logística reversa de outros tipos de resíduos.

“Apoiar na implementação da política de resíduos recicláveis, por meio de articulação e estruturação de uma cooperativa, capacitação dos agentes para a implementação, gerenciamento na reorganização do local de trabalho, estruturação do trabalho e disponibilização de ferramentas de gestão para que a cooperativa possa ter sustentabilidade ao processo, são alguns dos objetivos do projeto”, conta Madalena.

Resíduos da construção civil

Paralelo ao programa de coleta seletiva, o Projeto Lixo Mínimo também incluirá o processamento de resíduos da construção civil. Estima-se que são geradas por mês mais de 600 toneladas de entulhos e restos de construção em Pardinho.

O gestor do projeto, Geraldo Júnior, afirma que a iniciativa privada ficará encarregada de fazer a transformação do entulho. A expectativa é que o resíduo oriundo das construções, como telhas, tijolos, concreto, cimento e madeira sejam transformados em novos materiais para reutilização.

“Teremos uma britadeira com capacidade de moer 1.200 toneladas de resíduos da construção civil por mês. Assim, poderemos ter materiais para utilizar no asfaltamento de estradas rurais e até um ‘tijolo ecológico’. Já a madeira poderá ser triturada e utilizada em caldeiras ou até como adubo”, diz.

Ele relata que poucas empresas do setor realizam o descarte e processamento deste resíduo de maneira correta. “Tudo que se recolhe na construção civil é enterrado, 90% das empresas fazem isso, ou seja, amontoam tudo e enterram”, desabafa.

Início das atividades

As atividades, tanto do barracão da coleta seletiva como da empresa que irá realizar o tratamento dos resíduos da construção civil, devem começar antes de dezembro. A previsão é que o sistema esteja em plena atividade a partir do início do ano.

Porém, antes disso, ações de educação e conscientização devem acontecer ainda em setembro. Inicialmente, campanhas sobre a separação correta dos resíduos recicláveis e sobre a coleta seletiva serão realizadas porta a porta em domicílios, igrejas, associações de bairro, empresas, repartições públicas, comércios, etc.

Ainda está prevista outra etapa, desta vez com o foco nos resíduos e rejeitos retirados de ruas, calçadas e nos mutirões de limpeza que acontecem todo início de mês.

Por Francielle Bertolacini

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