Fundación MAPFRE cria edital de 30 mil euros para projetos de inovação social

Edital premia projetos de inovacao social

Entidade irá premiar projetos ligados à saúde e tecnologia digital; economia do envelhecimento; e prevenção e mobilidade segura e sustentável

A Fundação MAPFRE, em parceria com o Instituto de Empresa, lançou a 4ª edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social, que tem como objetivo ajudar iniciativas inovadoras de grande impacto social. O prazo para realizar a inscrição termina na próxima segunda-feira, 30. Clique aqui para fazer sua inscrição!

Nesta edição, poderão se inscrever projetos do Brasil, América Latina (excluindo o Brasil) e Europa que estejam ligados às áreas da saúde e tecnologia digital; economia do envelhecimento; e prevenção e mobilidade segura e sustentável.

Etapas

De todos os projetos apresentados, no máximo 27 (9 para cada região) serão escolhidos para disputar as semifinais regionais. Os representantes dos projetos semifinalistas receberão mentoria online e visibilidade do seu projeto na região.

Em cada semifinal regional, serão escolhidos 3 projetos (um para cada categoria) que irão disputar a grande final. Para se preparar para a cerimônia de apresentação, os finalistas receberão um coaching especializado.

Calendario

Na grande final, os três projetos vencedores serão selecionados entre os 9 finalistas, um para cada categoria, que receberão um prêmio em dinheiro de 30 mil euros com a intenção de promover a iniciativa.

Quem pode participar?

Poderão participar estudantes universitários ou de escolas de negócios, cientistas, investigadores e docentes universitários, além de empreendedores com um projeto inovador. Ou seja, tanto pessoas físicas (individuais/profissionais) quanto jurídicas.

Avaliação

Será avaliado o interesse dos projetos apresentados seguindo os critérios do potencial de impacto social, inovação, viabilidade, solidez da equipe, desenvolvimento da ideia e aspectos jurídicos associados. 

Confira aqui o edital!

Clique aqui para fazer sua inscrição!

Rede-Comunidade aposta no fortalecimento do campo da inovação social

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Com foco no território e na formação de agentes transformadores, iniciativa consolida sua atuação por meio do apoio metodológico e financeiro a grupos e coletivos geradores de impacto positivo.

Com 2019 na memória, a Rede-Comunidade de Inovação Social segue rumo a 2020. Ao longo do ano, diversos projetos deram vida e concretude ao nosso propósito: fomentar comunidades e promover a cocriação entre pessoas de diversas trajetórias, que, ao acionarem a inteligência coletiva, geram soluções de impacto positivo.

“Fazer parte da Rede está sendo muito importante. No começo a gente ficou meio receoso, porque não conhecíamos os outros grupos, como era o dia a dia de cada um. Mas tem sido ótimo porque tínhamos uma visão muito técnica, muito de dentro de âmbito arquitetônico. É sempre bom ter este conhecimento adquirido do compartilhamento. Os workshops tiveram também este papel de criar a ponto com os outros coletivos e organizações da rede”, relata Denis Oliveira de Souza Neves, do ArqCoop+.

Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade, complementa: “A articulação entre as três frentes trabalhadas pela Rede –  apoio aos grupos, ativação da comunidade e gestão do conhecimento – possibilita que os coletivos possam experimentar e testar soluções inovadoras, participar de uma rede ativa e conectada, e ainda dar maior visibilidade aos seus projetos, a partir de uma série de subsídios teóricos e metodológicos. Acreditamos que a inovação social acontece a partir da colaboração e é isso que fomentamos”.

Abaixo, elencamos as principais atividades realizadas pela Rede-Comunidade em 2019. Confira! 

:: Retrospectiva 2019 ::

#InovaZL: um lugar de conexão e criatividade, uma vivência de aprendizado e cocriação. Essa foi a proposta do projeto, que, em parceria com a Fundação Tide Setubal, selecionou, via edital, oito grupos de territórios periféricos de toda São Paulo, para participar de uma jornada de formações em inovação social. 

Ao todo foram oito meses de apoio metodológico com base no design thinking. Os grupos passaram por diversas etapas, como planejamento, pesquisa de empatia, ideação, prototipagem e teste, sob orientação da Rede-Comunidade.

#ProjetoSolução: idealizado em 2016 por estudantes do Colégio Bandeirantes, que sentiam a necessidade de propor (e viver) ações de impacto social, fora da bolha e com espírito empreendedor, o projeto Solução reúne jovens do Band e de outras instituições escolares para aprender uma metodologia e colocar em prática, JUNTOS, ideias para resolver problemas de uma determinada comunidade. 

Em 2019, graças a uma parceria com o Instituto Jatobás, via apoio metodológico da Rede-Comunidade de Inovação Social, e com a organização Reflexões da Liberdade, o projeto Solução chegou à EMEF Eduardo Vaz Doutor, localizada em Embu das Artes.

Na busca por soluções que transformem o Programa Escola da Família, foram trabalhadas soluções para a escola Eduardo Vaz. Os jovens passaram por encontros, onde, orientados pela Rede-Comunidade, puderam experimentar a metodologia do design centrado no ser humano (Design Thinking): definição do desafio (entendimento do problema), pesquisa de empatia, com entrevistas com pessoas do entorno da EMEF (público-alvo), ideação para gerar soluções e muita troca. 

#RealizaCuesta: uma jornada de conexão, aprendizado, cocriação e mão na massa. Essa é a proposta do projeto, que selecionou, via edital, onze empreendimentos, dentre 70 inscritos, das cidades de Avaré, Botucatu, Bofete, Pardinho e São Manuel. 

Ao todo foram cerca de 4 meses de formações, onde foram trabalhadas desde as competências socioemocionais e as relações do indivíduo com o outro, até a prosperidade econômica do negócio, por meio de atividades práticas. Os empreendimentos selecionados passaram por diversas etapas, como mapeamento de perfis, planejamento, pesquisa de empatia, ideação, prototipagem, teste, produção e revisão de plano e modelo de negócios.  Ao final do processo, foi realizado um evento de formatura, onde 4 empreendedores foram premiados com R$5.000,00.

#CircuitoDeInovação: com o objetivo de criar conexões entre os grupos participantes da Rede-Comunidade, o projeto realizou encontros presenciais na sede ou no campo de atuação de 3 grupos: Atêlie Cendira, Encrespados e AgroGym. A ideia era propiciar momentos de vivência e troca entre os grupos, seja por meio da apresentação da solução de cada um deles e compartilhamento de histórias e experiências, quanto pelo oferecimento de oficinas, rodas de conversa e programação cultural. 

#EditalPerifaSul: lançado no final de 2019, o edital selecionou 26 propostas da zona sul de São Paulo, que passarão por uma jornada de autoconhecimento, inovação e fortalecimento institucional em 2020. O primeiro encontro está programado para acontecer nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. 

#Engajamento e Mobilização

:: Agenda para 2020 :: 

O planejamento da Rede-Comunidade para o próximo ano está pautado nos aprendizados de 2019. Dentre as atividades previstas estão a manutenção do projeto Inova ZL, em  parceria com a Fundação Tide Setubal; a implantação do edital Atuação Perifasul, lançado no final do ano, em parceria com a Fundação ABH, Fundação Alphaville e Instituto Macambira; uma nova rodada da jornada Realiza Cuesta, em Pardinho; além de encontros presenciais e de cocriação entre todos os grupos participantes da Rede. 

“Vamos atuar no fortalecimento da nossa comunidade de projetos e coletivos, a partir de atividades de cocriação, com o objetivo de mobilizar e conectar cada vez mais pessoas e ideias para gerar impacto e inovação social”, explica Isabel.

As perspectivas para 2020 são motivadoras. “Nosso objetivo será promover a inovação social a partir de uma rede sólida e ativa, que incentive a troca de experiências, a ampliação do conhecimento e os serviços complementares. Para promover a colaboração e a cocriação, nosso foco estará nas parcerias e no fortalecimento da nossa rede comunidade”, complementa Ivani Tristan.

Ateliê Cendira abre as portas para o mundo

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Grupo de mulheres apoiado pela Rede-Comunidade reinaugura espaço colaborativo no Jardim São Luiz. 

“Somos um espaço de cuidado e bem-estar de mulheres periféricas”, anuncia Suzane Costa, uma das idealizadoras do Atêlie Cendira, local que reúne empreendedoras, artistas e educadoras do bairro Jardim São Luiz, localizado na zona sul da capital. 

O Atêlie, que foi reformado entre 2018 e início de 2019, vai ser reinaugurado no próximo 31 de agosto, com uma programação feita especialmente por mulheres e para mulheres. 

Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade de Inovação Social, conta que, ao longo de 2018, o grupo passou por mentorias, com o objetivo de definir e estruturar o modelo de negócios do Atêlie. 

“O grupo é apoiado há dois anos. Em 2018, foi contemplado pelo edital divergente positivo, que além das mentorias, recebeu um recurso semente, utilizado para a reforma do espaço. Já em 2019, decidimos seguir com o apoio, pois enxergamos o Ateliê Cendira como um espaço inovador e com alto potencial de impacto, pois contribui para o fortalecimento do empreendedorismo de mulheres negras e periféricas”, explica Isabel. 

Uma das etapas definidoras do processo de trabalho com a Rede-Comunidade, ancorado na metodologia do Design Centrado no Ser Humano, foi a pesquisa de empatia.

“Aprendemos a empatizar para qualquer decisão do Ateliê. Por exemplo, fazemos uma roda de justiça restaurativa comunitária, mas os temas sempre foram propostos a partir do que nós acreditávamos que seria relevante na vida das mulheres. E a partir do processo da Rede-Comunidade,começamos a empatizar até na hora de definir o tema. E esse foi um dos maiores aprendizados: a importância de se consultar”, relembra Suzane.

>> Leia mais sobre a experiência do Ateliê Cendira e de outros grupos em “Empatia: pilar chave da Rede-Comunidade

A empatia continua presente nas práticas das Cendiras: a programação de reinauguração foi desenhada em conjunto com as mulheres que participaram da pesquisa. “A abertura das portas do Ateliê para o mundo é um momento de grande celebração e não poderíamos pensar o evento, sem primeiro entrar em contato com as nossas empatizadas. Queríamos entender como poderíamos fortalecer o trabalho de cada uma delas e escutá-las sobre a programação”, conta. 

>> Confira a programação completa e confirme sua presença:

14h às 22h >> Feira de Economia Solidária e Feminista

14h30 às 15h >> Prática de Yoga Restaurativo, com Juliana Rodrigues

15h às 18h >> Círculo Restaurativo Feminino Intergeracional, com mediação de Suzane Costa e Edijane Alves

18h às 19h30 >> Debate “Empreendedorismo Feminino na Periferia, com mediação de Fabiana Teixeira e Anabela Gonçalves

+ Discotecagem com nossa DJ maravilhosa, Michelle Correa.

+ Show de encerramento com Luana Bayô!

+ Venda de quitutes e bebidas, produzidos pela empreendedora Andreza Jesus.

Após a reinauguração, estão previstas atividades como círculos restaurativos feminino, oficina de costura e aulas de yoga.

>> Quer saber mais? Siga o Ateliê Cendira nas redes sociais: fb.com/anauecendira/

Empatia: primeiro passo para a inovação social

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Realizado no dia 29/6, segundo workshop da jornada do #InovaZL2019, realizada em parceria com a Fundação Tide Setubal, foca na capacidade de empatizar e propõe atividades de escuta e entrevistas com público-alvo. 

Uma ideia ou uma iniciativa de impacto positivo começa sempre pelas pessoas. Esta é a principal proposta do Design Centrado no Ser Humano, metodologia utilizada pela Rede-Comunidade de Inovação Social: colocar o ser humano no centro das decisões, a partir da escuta, observação e vivência. 

Para se entender e resolver um desafio ou problema, é necessário conhecer profundamente o público-alvo, o usuário ou cliente do negócio de impacto social. Quem são essas pessoas? O que elas dizem, pensam, fazem, usam, sabem, sentem, sonham? O segundo workshop do #InovaZL se concentrou em responder essas questões na teoria e na prática, iniciando a fase da pesquisa de empatia. 

“Este tipo de abordagem nos possibilita quebrar opiniões formadas, achismos, a ideia do já feito e do já visto. É necessário que nos coloquemos ‘no lugar’ do outro para entender seu comportamento, suas dificuldades e seus desejos. É desta forma que podemos perceber mais sobre a situação na qual vamos intervir, suspender os nossos julgamentos e nos desapegar de nossos pressupostos”, explica Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade.

Para isso, os grupos realizaram dinâmicas para treinar a capacidade de escuta e, após, saíram às ruas para praticar tal aprendizado. A proposta foi entrevistar pessoas do bairro para entender quais as suas necessidades, desejos e dores. 

“Um dos pontos importantes do workshop é transmitir que a inovação pressupõe reconhecer e tornar presente a diversidade que orbita em torno do problema que os grupos selecionados no edital querem resolver. Existem pessoas, pontos de vista, papeis e perfis diferentes envolvidos no processo de se pensar uma solução. O que tentamos mostrar é quanto maior for a variedade de pessoas relacionadas direta ou indiretamente com a questão, mais rica será a imagem construída sobre o problema e mais efetiva será a solução desenhada”, analisa Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade. 

O final do encontro foi reservado para que cada grupo planejasse o mês de trabalho, elaborasse as perguntas para a pesquisa de empatia com o público-alvo e atores relevantes para cada projeto. O próximo workshop está previsto para agosto e iniciará a fase de ideação. 

>> Abaixo destacamos uma série de vídeos sobre o processo de empatizar. Confira: 

1. O que é empatia?

2. A empatia pode ser desenvolvida?

3. Como aprender a escutar o outro?

4. O que é comunicação não-violenta?

5. Qual a importância da diversidade de pontos de vista?

6. Quem são os outros? O que partilhamos?

7. É possível olhar além das fronteiras?

Instituto Jatobás oferece apoio organizacional para o Conexões Musas

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Rede de mulheres em prol de mulheres em extrema vulnerabilidade desenvolve planejamento estratégico com apoio da Rede-Comunidade de Inovação Social. 

Como valorizar a potência de mulheres vítimas de violência e em extrema vulnerabilidade social? O projeto Conexões Musas nasceu na Cracolândia, em São Paulo, e propõe um olhar voltado para os talentos que essas mulheres possuem. 

“Não queremos trabalhar só com os problemas que elas têm, mas, antes, juntar pessoas e inspirações para um projeto de inclusão produtiva. Olhar para as mulheres – egressas, em situação de rua, vítimas de violências etc – pelos talentos que têm, não pela vulnerabilidade”, explica Raquel Barros, fundadora da iniciativa.

A proposta é conectar mulheres em situação de vulnerabilidade por meio de processos e projetos que possibilitem e fortaleçam a autonomia e autoestima. Para isso, o Musas oferece uma série de oficinas e workshops de empreendedorismo, artesanato, gastronomia e moda, tais como crochê e costura, com o objetivo de geração de renda e desenvolvimento comunitário. 

“A moda é uma das nossas principais frentes justamente por trabalhar a questão estética e da beleza. No fundo é uma proposta de autocuidado, para que essas mulheres olhem para si, se redesenhem, se valorizem e se reconheçam”, analisa Raquel. 

Saiba mais sobre o Conexão Musas em entrevista realizada pelo SENAC:

A estrutura em rede do Musas se reflete também na gestão organizacional da iniciativa: as responsabilidades são distribuídas de acordo com o talento, de forma horizontal e participativa. Mas como em todo processo coletivo, a criação de uma identidade e posicionamento pode se tornar uma tarefa complexa.

“Começamos a trabalhar em coletivo, mas sentíamos que havia uma grande crise de identidade, além de falta de foco. A Rede-Comunidade de Inovação Social chegou para nos ajudar a enxergar e criar processos para o Musas”, relata Raquel.

Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade, explica que o apoio é, na realidade, um processo de mediação de grupo. “Nós iniciamos o trabalho com algumas perguntas – qual é a causa do conexões musas, quais serviços irão oferecer, quem é o principal beneficiado, quem é o público-alvo, como ampliar o impacto social das ações, como fortalecer a imagem da organização, quem é responsável por cada processo etc – e facilitamos para que elas mesmas encontrem uma resposta em comum e consolidem, assim, uma identidade”.

Ao todo, foram quatro encontros com foco no planejamento estratégico e criação de processos organizacionais e posicionamento. 

“Foram momentos muito legais e colaborativos: tiramos o que cada uma tinha na cabeça e construímos nosso propósito comum. Agora sentimos que estamos numa engrenagem – atuando de forma fluida e otimizada. Mas o mais importante é que hoje conseguimos entender melhor os talentos de cada uma e pudemos nos conhecer melhor”, conta Raquel. 

Além do Conexão Musas, outros grupos apoiados pela Rede-Comunidade, como o Atêlie Cendiras, passarão pelo processo de apoio metodológico para fortalecimento organizacional. Novidades em breve. 😉 

>> Acompanhe o Conexões Musas pelo instagram: @conexaomusas

Na busca por soluções, a possibilidade de autonomia

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Jovens do Colégio Bandeirantes e da EMEF Eduardo Vaz Doutor cocriam soluções para programa escola da família em Embu das Artes. Conheça o projeto Solução!


Aprendizado
e inovação têm a ver com autonomia. É a partir dela que surge o poder de criação, de se propor ou transformar algo. Autonomia essa que se constrói a partir da valorização e respeito pela trajetória e conhecimento de cada indivíduo. E quando se unem diferentes autonomias com um propósito comum, acontece a tal da cocriação. O projeto Solução é mais ou menos sobre isso. 😉

Idealizado em 2016 por estudantes do Colégio Bandeirantes, que sentiam a necessidade de propor (e viver) ações de impacto social, fora da bolha e com espírito empreendedor, o projeto Solução reúne jovens do Band e de outras instituições escolares para aprender uma metodologia e colocar em prática, JUNTOS, ideias para resolver problemas de uma determinada comunidade.

Em 2019, graças a uma parceria com o Instituto Jatobás, via apoio metodológico da Rede-Comunidade de Inovação Social, e com a organização Reflexões da Liberdade, o projeto Solução chega à EE Eduardo Vaz Doutor, localizada em Embu das Artes.

“Além da troca de experiências entre os jovens de diferentes realidades, o Projeto Solução traz inovação na própria forma como se estrutura. Ao reunir três organizações de naturezas e segmentos distintos, gera conexão e trabalho em rede – colab cada vez mais necessário para a geração de soluções que impactem socialmente”.

Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade.
Encontro de ideação realizado no Colégio Bandeirantes / Foto: Jéssica Santana

“Após um encontro com os alunos da Eduardo Vaz lá em Embu, e após conhecer a comunidade do entorno da escola, entendemos juntos que o nosso desafio tem a ver com a formação de público para o Escola da Família (programa que abre as portas das escolas estaduais aos finais de semana para que a comunidade ocupe e proponha atividades de lazer e cultura). Percebemos que existe espaço e verba, mas não tem ninguém que articule as atividades. Então pesquisamos e estamos pensando em soluções para que as pessoas da comunidade frequentem e proponham atividades de ocupação da escola”, conta Luiza Martinoli, aluna do Band.

Na busca por soluções que transformem a escola Eduardo Vaz, os jovens passaram por encontros, onde, orientados pela Rede-Comunidade, puderam experimentar a metodologia do design centrado no ser humano (Design Thinking): definição do desafio (entendimento do problema), pesquisa de empatia, com entrevistas com pessoas do entorno da EMEF (público-alvo), ideação para gerar soluções e muita troca.

Alunas do Band e da EE Eduardo Vaz durante pesquisa de empatia com moradores do entorno da escola. / Foto: Jéssica Santana

“Fazer as entrevistas foi um processo muito legal. Conhecemos histórias de diferentes  pessoas do bairro. Pessoas que a gente nunca tinha visto ou falado, mas que são do nosso território. Só assim, entendemos os interesses dessas pessoas, que são nosso  público-alvo, além de entender outras realidades e necessidades”.

Letícia Rafaela, aluna da EE Eduardo Vaz Doutor.

Juliana Rodrigues, da equipe da Rede-Comunidade, explica que o processo do design thinking fortalece o espírito empreendedor, melhora a habilidade de trabalho em equipe e colaboração, desperta a criatividade, cria um ambiente sem julgamentos, trabalha a liderança, persistência e comprometimento.

“A metodologia trouxe contribuições importantes para o projeto. Além da mudança de comportamento, sentimento de protagonismo e benefícios para a região da EE, a mais interessante delas é, sem dúvida, a interação e troca de conhecimento entre os jovens de diferentes realidades”, analisa.

Alunas da EE Eduardo Vaz e do Banda cocriam soluções. / Foto: Jéssica Santana

Letícia concorda: “O contraste que existe entre a minha escola e o Band é muito grande. O projeto trouxe a possibilidade de vermos os dois lados e descobrir um outro mundo. É praticamente um novo mundo, porque a gente está acostumado com o nosso ali de cada dia, com os nossos problemas, e esquecemos que existem os outros pontos de vistas”. Marina Brito, aluna do Band, completa: Esse projeto é também uma forma da gente do Band sair da caixinha, sair da bolha”.

“São dois mundos, desde o contexto de vida, família, trajetória, oportunidades etc, até como se apropriam do conhecimento. O que percebemos é que de um lado existe uma autonomia muito grande e de outro uma falta de controle e uma espera muito grande.”

Emerson Ferreira, idealizador do Reflexões da Liberdade.
Encontro de capacitação realizado em Embu das Artes na sede do Reflexões da Liberdade. Foto: Selfie 😉

Mais do que encontrar soluções para transformar a realidade do território, os jovens puderam vivenciar a autonomia de poder agir, ir atrás, propor. É aí que a mediação do Reflexões da Liberdade entra.

Emerson explica que além da parte de mobilização dos jovens em Embu, existe um trabalho fino e pé no chão de escuta e fortalecimento do sentimento de autoestima e autonomia.“Não vendemos a ilusão de que vai ser fácil. Conhecemos a realidade desses jovens. Sabemos como são as famílias, as casas, o bairro onde vivem, as escolas onde estudam. Mas a ideia é mostrar que eles também podem ser os criadores da própria realidade – deixando de ser apenas aqueles que identificam os erros e desestruturações na sociedade e se transformando naqueles que solucionam tais problemas”.

Jovens participantes do Projeto Solução 2019. / Foto: Jéssica Santana

“O projeto Solução tem começo, meio e fim, mas o que eu vejo é que jovens que passam por iniciativas como essa, ativam ou reativam o desejo de sonhar com algo diferente. E esse sonho vem justamente da troca de experiência, porque quando saímos do nosso território e circulamos, trazemos outras referências e ampliamos nosso campo de visão”, finaliza.

>> Acompanhe mais notícias sobre o projeto em breve. 😉

Coletivos da Rede-Comunidade visitam Galpão ZL

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Rede-Comunidade de Inovação Social e Fundação Tide Setubal realizam o primeiro encontro do InovaZL 2019, dando início ao apoio aos grupos selecionados.

Um lugar de conexão e criatividade, uma vivência de aprendizado e cocriação. Essa é a proposta do Inova ZL 2019, que selecionou, via edital, oito grupos de territórios periféricos de toda São Paulo, para participar de uma jornada de formações em inovação social.

O primeiro passo desse processo foi dado no dia 10/5, com uma rodada de boas-vindas, apresentação da metodologia, definição da agenda e visita mediada ao Galpão ZL – hub multiuso de cultura e cidadania, localizado no Jardim Lapena (São Miguel Paulista), que irá acolher os oito meses de workshops e residência do #InovaZL2019.

“O Galpão de Cultura e Cidadania existe desde 2006 e é amplamente utilizado pela comunidade do Jardim Lapena. Em 2019, além da reforma do espaço físico, fizemos uma grande reflexão sobre o modelo de gestão e atividades do que se torna hoje o Galpão ZL. A ideia é que ele seja um hub de inovação e criatividade, onde moradoras e moradores, coletivos e organizações que atuam em territórios periféricos, e os participantes dos oito grupos selecionados pelo edital possam cocriar, se conectar, colaborar e trabalhar em rede”, conta Greta Salvi, coordenadora da Fundação Tide Setubal.

Os coletivos do Inova ZL 2019 serão os primeiros residentes do local que conta com Ponto de Leitura, espaço de coworking e convivência, sala de reuniões compartilhada, auditório, cozinha coletiva e até churrasqueira.

:: Jornada Rede-Comunidade ::

Ao todo serão seis meses de apoio metodológico com base no design thinking. Os grupos passarão por diversas etapas, como planejamento, pesquisa de empatia, ideação, prototipagem e teste, sob orientação da Rede-Comunidade (contaremos cada uma delas por aqui!).

“A ideia das mentorias é que os grupos possam revisitar as propostas enviadas via edital, com o objetivo de redesenhá-las ou retrabalhá-las. Todas e todos irão passar pela jornada proposta pela metodologia do design centrado no ser humano, que olha para as ideias a partir de um entendimento profundo para o problema que se quer resolver, em diálogo constante e empático com o público que se pretende atingir com as soluções propostas”, explica Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade.

Além das formações e residência no Galpão ZL, os grupos terão a oportunidade de apresentar as soluções criadas ou melhoradas ao longo da jornada em uma feira de projetos, com a presença de financiadores e parceiros.

:: Acompanhe os grupos ::

Arqcoop +: cooperativa de arquitetos e arquitetas que trabalha com projetos de habitação popular na
Zona Leste.
>> fb.com/arqcoopmais/
>> instagram: @arqcoopmais

Wilifa: incubadora cultural que visa descobrir talentos na quebrada, dar visibilidade aos mesmos, tornando-os protagonistas.
>> fb.com/wilifa
>> instagram: @wilifa.br

Meninas Mahin: buscam fortalecer o empreendedorismo da mulher preta e contribuir no combate das desigualdades raciais. Atuam com produção e organização da Feira Afro Meninas Mahin.
>> fb.com/coletivomeninasmahin/
>> instagram: @coletivomeninasmahin

DIVERSIFIX: grupo da zona leste que quer desenvolver uma aplicação para facilitar conexão entre iniciativas de diversidade e inclusão e empresas (tornar o mercado de trabalho mais inclusivo).
>> http://diversifix.co/

MPR Reciclagem: representada pelo Mauro, a micro empresa incentiva a reciclagem, por meio de ações de coleta residencial de materiais recicláveis e premiações.

É bom de ver, cidade!: coletivo que utiliza ferramentas de gamificação e metodologias de educação autodirigida, no processo de engajamento da juventude da Zona Leste.

Mulheres Urbanas: coletivo de arte urbana, autossustentável, que atua no Itaim Paulista , na Zona Leste da capital.

O que você quer ser?: grupo de jovens da zona sul que auxiliam outros jovens a ingressar no mercado de trabalho.

Rede-Comunidade oferece apoio continuado

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Com o objetivo de integrar as soluções em uma rede mais ampla e potencializar as suas ações, iniciativa do Instituto Jatobás mantém apoio a seis grupos

Em 2017, a Rede-Comunidade lançou o edital “Divergente Positivo” que buscou incentivar e promover a inovação social na Grande São Paulo. Ao todo, 15 projetos foram selecionados para receber oito meses de apoio metodológico e/ou um investimento semente de até 12 mil reais.

Após meses de convivência e aprendizado, o Instituto Jatobás identificou um grande potencial de transformação e impacto destes grupos e o interesse mútuo da equipe da Rede-Comunidade e dos grupos em seguir com a parceria.

Diante disso, a Rede desenvolveu o “apoio continuado” – uma maneira de fortalecer as ações dos grupos, gerando impacto cultural, social e econômico nos territórios onde estão inseridos.

>> Conheça os grupos que participam da Rede-Comunidade

Confira quais são e o que pretendem fazer em 2019:

Ateliê Cendira: apoio financeiro + assessoria em reflexão estratégica e identidade do coletivo, que está em fase de estruturação.

AgroGym: apoio financeiro para a realização do monitoramento do uso da agro-gym no Viveiro Escola União e desenvolvimento de melhorias para o espaço.

Encrespados: apoio financeiro para o trabalho de sistematização da metodologia aplicada pelo próprio coletivo em escolas da rede pública.

Feminismo Comunitário: apoio financeiro para a continuidade e ampliação das rodas de conversas e mulheres, além do oferecimento de atividades culturais e de autocuidado.

Teatro de Contêiner: apoio financeiro para a realização dos encontros mensais de autocuidado, rodas de conversas e apresentações de teatro para o território da Cracolândia.

Ao longo de 2019, vamos contar sobre o processo de cada um desses grupos aqui no nosso canal de notícias. Acompanhe! 😉

Confira os grupos selecionados pelo edital #InovaZL 2019

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Chega de ansiedade! Foram 49 projetos de toda a grande São Paulo inscritos no #Inova ZL 2019, dos quais 8 foram selecionados para receber R$8 mil cada, além de 8 meses de residência no espaço compartilhado de trabalho do Galpão ZL, com apoio metodológico e mentoria da Rede-Comunidade de Inovação Social. Confira a lista abaixo:

Arqcoop +: cooperativa de arquitetos populares que trabalha com projetos de habitação popular na Zona Leste.

Coletivo Meninas Mahin: grupo de meninas artesãs e militantes do movimento negro que  atuam com produção e organização da Feira Afro Meninas Mahin, em Itaquera (ZL).

DIVERSIFIX: grupo da zona leste que quer desenvolver um marketplace para facilitar conexão entre iniciativas de diversidade e inclusão e empresas (tornar o mercado de trabalho mais inclusivo)

O que você quer ser?: grupo de jovens da zona sul que auxiliam os jovens a ingressar no mercado de trabalho.

Wilifa: incubadora cultural que tem como proposta descobrir talentos na quebrada, dar visibilidade aos mesmos, tornando-os protagonistas.

Mauro Sergio Xavier de Castro: empresa que incentiva a reciclagem, por meio de ações de  coleta residencial de materiais recicláveis e premiações.

É bom de ver, cidade!: coletivo que utiliza ferramentas de gamificação, como jogos, histórias em quadrinhos e metodologias para uma educação autodirigida, no processo de engajamento da juventude da Zona Leste.

Mulheres Urbanas: coletivo que produz arte urbana, autossustentável, no Itaim Paulista (ZL).

>> Os grupos selecionados receberão um email da comissão organizadora com mais detalhes sobre os próximos passos e cronograma.

A comissão avaliadora, composta por representantes do Instituto Jatobás, Rede-Comunidade de Inovação Social, Kaleydos, Fundação Tide Setubal e Fundo Leste Sustentável, levou em consideração critérios como inovação social, relevância, viabilidade, impacto social, qualidade e organização.

O edital é fruto da parceria entre Fundação Tide Setubal e Instituto Jatobás, e visa o fortalecimento cultural, econômico e territorial das periferias urbanas da grande São Paulo, por meio de investimento financeiro e apoio metodológico para iniciativas. Saiba +: http://inovazl.com.br/release/

Acompanhe nas redes sociais da Rede-Comunidade de Inovação Social, Fundação Tide Setubal e site do Inova ZL.

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