Inscrições para o Programa de desenvolvimento empreendedor Realiza Cuesta

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Do dia 22 de setembro até 12 de outubro de 2021 estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Realiza Cuesta, programa desenvolvido pelo Instituto Jatobás com o intuito de fortalecer a cena empreendedora da região da Cuesta Paulista.

O programa tem como objetivo apoiar empreendedores por meio de uma jornada integrada, aliando o aprimoramento de competências e habilidades técnicas e de negócios ao desenvolvimento do potencial humano e conexão em rede. A nova edição conta novamente com a parceria do SEBRAE e apoio do Polo Cuesta, que promoverá encontros com seus especialistas e trará conteúdos focados em negócios e empreendedorismo.

Os participantes selecionados terão acompanhamento durante seis meses sobre os temas de marketing e comunicação, jornada do cliente, gestão financeira, modelos de negócios, pesquisa de mercado, portfólio, entre outros. Os encontros contarão com oficinas coletivas, consultorias individuais e conversas com atores do ecossistema empreendedor e de inovação.

Ao final, os negócios receberão aportes entre R$1.500 e R$5.000, de acordo com a sua evolução durante o período do programa. A avaliação de desenvolvimento será realizada por uma Comissão Avaliadora que fará a análise de todos os negócios no início e ao final da jornada, julgando assim quais tiveram maiores evoluções durante o período.

Quem pode participar

Podem se inscrever para o processo seletivo pessoas físicas ou jurídicas que empreendem soluções com sustentabilidade financeira e em estágio inicial (em teste / início de vendas) e que contribuam com o fortalecimento da cadeia da Economia Criativa e com a valorização cultural. Também é necessário que atuem em um dos seguintes segmentos:  música; produção cultural e eventos; teatro, circo e dançae artesanato.

Os interessados devem, obrigatoriamente, ser residentes e/ou ter negócio localizado em um dos seguintes municípios da região da Cuesta Paulista: Anhembi, Areiópolis, Avaré, Bofete, Barra Bonita, Botucatu, Conchas, Itatinga, Lençóis Paulista, Paranapanema, Pardinho, Pratânia, São Manuel e Torre de Pedra.     

A participação será gratuita aos selecionados. As inscrições seguem até o dia 12 de outubro de 2021 e não haverá prorrogação. Acesse o site para conferir o regulamento completo e fazer sua inscrição: bit.ly/realizacuesta2021 

Evento marca o lançamento do 1º Mapeamento da Economia Criativa – Cuesta Paulista

Foto Evento Mapeamento EC

Realizado pelo Instituto Jatobás e correalizado pela Giallo Marketing e pelo Instituto Locomotiva, o 1º Mapeamento de Economia Criativa – Cuesta Paulista buscou mapear, identificar oportunidades em toda a cadeia da Economia Criativa local e compreender o perfil e a dinâmica de atuação dos profissionais e empreendedores criativos e culturais.

Com a publicação inédita, a proposta do Instituo Jatobás é promover uma mobilização e apoiar a criação plano estratégico que potencialize a geração de trabalho e renda e promova o desenvolvimento regional.

A pesquisa lançada em 13 de agosto de 2021 reuniu, em ambiente controlado, equipe e personalidades relevantes e influentes dos órgãos públicos, privados e de terceiro setor que atuam nos setores de cultura e economia da região da Cuesta Paulista.

Durante 3 horas foram apresentadas as principais descobertas do mapeamento e discutido as potências da Economia Criativa no Brasil e no mundo, inspirando os espectadores.

Apresentações focaram nos resultados e na potência da Economia Criativa

Todos os olhos estavam atentos e voltados para os resultados da pesquisa, que foram trazidos pela especialista em Gestão e Produção Cultural e fundadora da Giallo Marketing, Luanda Bonadio. A também coordenadora da pesquisa apresentou o contexto regional, compartilhando o processo de busca, pesquisa e análise realizado durante o último ano e os dados em destaque sobre o perfil dos respondentes. Em sua fala, Luanda salientou os potenciais da região em principalmente em áreas como a música, a produção cultural e de eventos e as artes cênicas.

Confira alguns destaques comentados sobre o perfil dos profissionais do setor na região:

  • 82% dos respondentes consideram a atividade artística como uma profissão;
  • 44% atuam tanto como artistas como agentes da cadeia produtiva;
  • 39% possuem MEI para atuar na área artística/cultural;
  • 53% atuam com música e 41% com produção cultural e eventos.

Em seguida, a convidada especial Ana Carla Fonseca (Cainha), falou sobre “Pequenas Cidades Grandes Oportunidades e Inspirações”. Cainha é fundadora da Garimpo de Soluções, que foi parceira no Mapeamento, e referência nas temáticas de Economia Criativa, Cidades Criativas e Negócios Criativos.

“Sou defensora das pesquisas, mapeamentos, coletas de dados. Se a gente não tem dados é difícil a gente não ficar patinando. Precisamos deles (os dados) para saber se as coisas estão funcionando e para onde queremos ir. Infelizmente no Brasil esses dados sobre a Economia Criativa são raros. Parabéns por esse ‘atrevimento’ (de realizar o mapeamento) com tamanha envergadura” comentou no início de sua fala.

Foto Evento Mapeamento EC Cainha

Ana Carla apresentou o que tem visto de interessante e inspirador em cidades de pequeno porte, como as da região da Cuesta Paulista, e quais movimentos estão acontecendo na Economia Criativa desses locais. “Dos mais de 5 mil municípios do Brasil, apenas 665 tem mais de 50 mil habitantes. A Economia Criativa não é restrita a esses grandes centros, a efervescência, a diversidade. Estamos nos convencendo que é quase o contrário, são cenários diferentes e complementares, e essa riqueza toda que essa região (Cuesta Paulista) traz, se perde em médios e grandes centros, e é algo extremamente precioso.”

A especialista ainda comentou sobre a importância do valor compartilhado, onde há sim o valor agregado ao produto ou serviço, mas também há valorização de toda a cadeia, remunerações justas e soluções pensadas além do criador, para que, desta forma, seja possível manter toda cadeia sustentável de verdade.

O evento também teve a participação de Carlos Alberto Pereira Junior, especialista em História, Produção e Gestão Cultural e articulador regional da FGV. Ele compartilhou suas experiências, inclusive sobre a sua participação no programa “Dá Gosto de ser do Ribeira”, o primeiro focado em Economia Criativa do Brasil.

Download do mapa é gratuito e palestras estão disponíveis no YouTube 

O site com os principais destaques do estudo e o acesso ao estudo completo já está no ar no endereço https://institutojatobas.org.br/mapeamentocuesta 

Para quem não pode acompanhar o evento transmitido online, o instituto disponibilizou os vídeos em seu canal do YouTube. Você pode conferir o evento completo ou as palestras principais separadamente.

 

Assista ao Evento Completo

Assista aos Resultados do 1º do Mapeamento da Economia Criativa com Luanda Bonadio 

Assista a Palestra Pequenas Cidades Grandes Oportunidades e Inspirações com Ana Carla Fonseca

 

Instituto Jatobás compartilha resultados da pesquisa sobre Rede Comunidade de Inovação Social

A importancia da Rede Comunidade de Inovacao Social

Por Mariângela Almeida

Em parceria com CEATS da FEA/USP, o Instituto Jatobás realizou uma pesquisa para mensurar a percepção de valor do programa nos projetos dos grupos, coletivos e organizações participantes da Rede. O Instituto compartilha os resultados do estudo para apoiar instituições que também atuam com esses públicos.

A Rede Comunidade de Inovação Social, iniciativa idealizada pelo Instituto Jatobás, em 2015, tem o objetivo de apoiar e incentivar grupos de pessoas que se sentem impotentes diante da realidade e querem resolver, com soluções sociais inovadoras, desafios socioambientais nos seus territórios.   

Por meio de editais, coletivos e organizações podem se candidatar para fazer parte da Rede, recebendo capacitação, mentoria e apoio financeiro. Desde a criação do programa, foram lançados quatro editais com foco nas regiões mais vulneráveis da cidade de São Paulo. 

A pesquisa de impacto usou, como recorte, as organizações selecionadas pelos editais Divergente Positivo (2017) e Inova ZL, em parceria com a Fundação Tide Setubal (2018). “O que nos motivou a fazer a pesquisa foi a percepção de que, a cada edital de chamamento e durante os processos de implementação, configurava-se uma curva de aprendizagem significativa com mais subsídios para ajustes e continuidade das ações. Queríamos mensurar a profundidade e o tamanho dessa curva e entender o quanto as instituições beneficiadas percebiam o valor da iniciativa”, explicou Ivani Tristan, líder do programa.   

Mudanças e ajustes nos objetivos e no foco das ações sociais 

A maioria dos 22 grupos, coletivos e associações que participaram do estudo está concentrada nas Zonas Sul, Leste e no Centro da cidade de São Paulo, atuando nas áreas de Artes, Equidade e Diversidade, Meio Ambiente, Feminismo, Urbanismo, Empreendedorismo, Segurança e Educação.

Por meio de um questionário, os pesquisadores abordaram diferentes aspectos da Rede, como a troca de experiências, a maturidade dos projetos desenvolvidos e a criação de parcerias entre os grupos, e o quanto ela impactou as ações desenvolvidas nos territórios.

Dentre os principais apontamentos feitos pelos entrevistados estão a redefinição da missão, por perceberem que a original era ampla demais; a ampliação da proposta para otimizar espaços e recursos; e o ajuste ou mudança total na atuação após conhecerem melhor as necessidades do público-alvo.

Este foi o caso da organização Teatro do Container, cujo projeto tinha o objetivo de realizar apresentações para crianças e pessoas em situação de rua do centro da cidade. Com as capacitações e mentorias recebidas na Rede, a instituição percebeu que podia atuar de forma mais alinhada com as necessidades da população que vive nas ruas da região central de São Paulo. “Começamos a entender que eles não tinham interesse em assistir aos espetáculos. Mas eles usavam o banheiro, penduravam suas roupas… Usavam o espaço para aquilo que não podiam fazer nas ruas. Então, a gente entendeu que poderia atuar de outra forma, criando um espaço de convivência. Fizemos um trabalho de mediação social com os assistentes sociais da prefeitura e começamos a integrar essas pessoas”, revelou a entrevistada da organização.

Fortalecimento das pessoas e das organizações

Embora não fosse o foco da ação da Rede, a iniciativa alavancou o desenvolvimento e a maturidade institucional de uma parte dos grupos, especialmente aqueles que, ao se inscreverem nos editais, estavam na fase de ideação dos projetos.

O desenvolvimento de habilidades e conhecimentos foi outro ganho citado pelos entrevistados. Eles apontaram o uso do método design thinking como essencial para esse avanço. Para a maioria, a participação na Rede propiciou ou fortaleceu a gestão do projeto, a visão sistêmica, a articulação e a realização de parcerias. “A gente começou a ter mais visão de negócio e de sustentabilidade financeira”, explicou a representante do coletivo Meninas Mahin.

“O programa possibilitou que a gente conseguisse realizar o nosso projeto de uma forma muito mais profunda e qualificada”, ressaltou o representante do coletivo São Paulo Lab/Agrogyn.

Outro ponto levantado pela maioria das instituições entrevistadas foi o apoio pessoal: “As mentorias foram fundamentais para a gente entender quem nós éramos e com quem a gente ia atuar, quem era o nosso público-alvo e estabelecer minimamente os produtos e as metodologias que a gente tinha”, reforçou o participante do coletivo É bom ver, cidade.

A possibilidade de estabelecer parcerias com outros grupos e organizações reforçou a importância de redes territoriais e heterogêneas, onde se possam trocar conhecimentos e experiências. “Com a Rede a gente conheceu a Wilifa, que ajudou mais diretamente com alguns projetos, com a escrita de projetos… Para o pessoal da Arq Coop a gente deu entrevista em uma live”, contou a representante do Meninas Mahin.

“Quando recebemos os resultados da pesquisa, vimos que não fazia sentido guardá-los para nós. Por isso, além de disponibilizar o documento a qualquer pessoa, elaboramos uma publicação que resume as principais conclusões do estudo, porque sabemos o quanto são comuns as ‘dores’, os desafios e as expectativas das organizações que, como nós, atuam junto aos coletivos e grupos de diferentes territórios”, explicou Ivani.

Por isso, o Instituto Jatobás convida você a conhecer a “Pesquisa sobre a Rede Comunidade de Inovação Social”, na íntegra, realizada em parceria com o Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (CEATS) da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP e/ou acessar a publicação “A importância da Rede Comunidade de Inovação Social para grupos e organizações territoriais – resumo dos resultados da pesquisa”.

Evento gratuito reúne organizações sociais para discutir práticas emergenciais de impacto

EspiralConhecimento

Última edição da Espiral do Conhecimento recebe Edgard Gouveia Jr. da Live Lab, que vai falar sobre o poder do brincar, metodologia pretende mobilizar a partir de jogos e desafios coletivos


O edital aTUAção PerifaSul recebe, no próximo dia 22 de Julho, a palestra Jogos Cooperativos na Espiral do Conhecimento, com o convidado especial Edgard Gouveia Jr. da Live Lab. O encontro online será gratuito e é aberto para representantes de comunidades e iniciativas sociais de todo o país.

Com foco na apresentação sobre o poder do brincar e do trabalho em equipe para transcender momentos críticos, Edgard propõe ferramentas e modelos que possibilitam a ação coletiva, de maneira lúdica, a favor de mudanças reais para enfrentar desafios sociais.

Idealizado no ano 2020 por quatro organizações parceiras, Fundação ABH, Fundação Alphaville, Instituto Jatobás e Macambira Sociocultural, o edital aTUAção PerifaSul promoveu capacitações, aporte financeiro, mentoria, coaching e formação de rede entre iniciativas sociais da Periferia Sul da cidade de São Paulo.

Com os desafios impostos pela pandemia, os encontros foram adaptados e migraram para o formato virtual, com uma série de ações redesenhadas e outras criadas pelas organizações em conjunto com os participantes. “A Espiral do Conhecimento foi pensado como um espaço de trocas para complementar o edital, construída com base nas temáticas solicitadas pelos participantes do edital, e se consolidou como encontros virtuais de aprendizado que vão muito além do público inicialmente participante do projeto”, explica Marina Fay, da Fundação ABH.

“Com o formato online imposto pela pandemia, enxergamos uma oportunidade de estender a participação para o setor como um todo. Acreditamos que conhecimento precisa ser compartilhado e queremos que essas ferramentas estejam ao alcance de um número cada vez maior de organizações de base, coletivos e idealizadores de projetos e ações de impacto social”, complementa.

A participação de Edgard Gouveia Jr. encerra o ciclo de encontros da Espiral do Conhecimento e dá início à atuação da Rede Perifasul, formada pelos coletivos que se encontraram e fortaleceram com apoio do edital. Para saber mais, acesse o site do projeto.

Para participar do encontro, basta entrar no link no dia e horário combinados! O papo vai acontecer por meio da plataforma Zoom.


Espiral do Conhecimento apresenta: Jogos Cooperativos, com Edgard Gouveia Jr.
Dia 22 de Julho, das 10h às 12h
Evento online e gratuito
Clique para acessar

Sebrae-SP, Polo Cuesta e Instituto Jatobás lançam programa para profissionais do turismo da Cuesta Paulista

programaturismocuesta

Evento de lançamento do Programa Turismo Regional da Cuesta acontece dia 20/07 às 19h30

No dia 20 de julho (terça-feira) acontecerá o lançamento do Programa Turismo Regional da Cuesta, realizado pelo Sebrae-SP, em parceria com Polo Cuesta e Instituto Jatobás.

O evento será 100% online e gratuito e trará a especialista Martha Poggi sobre “Destinos turísticos inteligentes”, que vai apresentar exemplos de destinos turísticos inteligentes e ajudar na reflexão de como os empreendedores podem atuar na região.

Para participar os interessados precisam ter a partir de 18 anos e se inscrever no link https://bit.ly/TURISMO_reg .

 

O Programa Turismo Regional da Cuesta

O Programa Turismo Regional da Cuesta tem o objetivo de fortalecer as empresas da área na Região da Cuesta Paulista e potencializar seus diferenciais e tornar o destino turístico mais competitivo.

O programa será composto por eventos, consultorias individualizadas, capacitações e oficinas ao longo do segundo semestre para atender as cidades que fazem parte do Pólo Cuesta.

Podem se inscrever empresas das áreas de serviço de alojamento, alimentação, transportes, locação de automóveis, operadoras, atividades culturais e esportivas, organizadores e promotores de eventos e guia de turismo.

Participe do lançamento e saiba todos os detalhes.

Conheça a nossa nova casa!

IJ THUMB SITE NOVA SEDE

Após um ano intenso de mudanças e desafios, o Instituto Jatobás percebeu a necessidade de mudar. A equipe cresceu, as atividades se intensificaram, novas demandas foram criadas. Por conta de tudo isso e visando o início de um novo ciclo, o IJ deixou o escritório localizado no bairro do Paraíso e iniciou seus trabalhos na Rua Estevão Baião, 149, no Campo Belo, em São Paulo.

A nova sede conta com um galpão em três níveis em uma área total de 1100m², comportando dois andares de escritório, salas de reunião, refeitório, ampla área para eventos e um estúdio audiovisual que atenderá demandas institucionais e também será aberto ao público no ano de 2022 . Ao lado ainda há um segundo galpão onde funcionará um Hub de Inovação, onde a comunidade poderá desenvolver projetos e atividades relacionadas à cultura, arte, lazer e educação em parceria com as instituições locais.

A definição do local tem uma razão especial. Apesar de ser considerada uma área nobre, a região abriga diversas comunidades periféricas e aparece 15 vezes entre os 10 piores nos 53 indicadores sociais, segundo o Mapa da Desigualdade 2018. Por isso, Campo Belo foi escolhido para ser o segundo polo do eixo de Desenvolvimento Territorial do Instituto. 

Confira o endereço completo da nossa nova sede! Rua Estêvão Baião, 149 – CEP 04624-000 – Campo Belo – São Paulo – SP – Brasil

Comunicado à comunidade, artistas, produtores e demais participantes do Edital Programação Cultural do Max 2021

CMFCS NOTICIAS EDITAL MAX o CHAMAMENTO

Com a não renovação do Termo de Fomento entre Prefeitura de Pardinho e o Instituto Jatobás, gestor do Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, a seleção de projetos 2021 para compor a programação do Max precisou ser revista, conforme ajustes do novo orçamento. Tivemos que nos reestruturar para dar continuidade ao atendimento à comunidade. Mesmo o Centro Max Feffer sendo um equipamento do município e sem contar com o apoio financeiro da prefeitura, conseguimos manter a operação e adequar o modelo de gestão para atender os artistas e os produtores, via edital.

Para melhor entendimento, no final de 2020, o Instituto Jatobás e o Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade iniciaram um processo para fomentar projetos da região para comporem a Programação Cultural presencial e online do Centro de Cultura.

Tudo começou com uma pesquisa lançada no dia 4 de dezembro, em que a comunidade de Pardinho e região foi ouvida em relação ao que gostariam de participar e presenciar no Max. Ao todo, foram recebidas mais de 400 respostas que nortearam as diretrizes para a nova programação.

O segundo passo foi estruturar um edital de chamamento público, criado com base nos critérios levantados na pesquisa, que fosse democrático e participativo na formação da programação de 2021. Lançado em 24 de dezembro, o edital recebeu mais de 300 propostas nos eixos de cultura raiz, artes (dança, circo, teatro, música etc.), bem-estar e biblioteca.

Continue lendo no site do Centro Max Feffer

Documentário sobre fotógrafo botucatuense concorre a prêmio internacional

foto Pardinho

Músicos botucatuenses Karoline Violeira e Osni Ribeiro participaram da trilha sonora.

Por Sergio Santa Rosa

O documentário “You´re not a soldier” (“Você não é um soldado”, em tradução livre), que conta a história do fotógrafo de guerra André Liohn, nascido em Botucatu, foi selecionado para o Hot Docs Film Festival, considerado o maior evento de documentários da América do Norte e um dos mais importantes do mundo.

Liohn é bastante conhecido no meio jornalístico internacional. Dentre outros prêmios, tornou-se o primeiro fotojornalista latino-americano a receber o prestigiado Robert Capa Gold Medal, por seu trabalho sobre a guerra civil da Líbia. Mas o filme também traz a participação dos músicos botucatuenses Karoline Violeira e Osni Ribeiro na trilha sonora, assinada pelo premiado músico e produtor Ruben Feffer, também produtor executivo do documentário e sócio da Elo Company, empresa que produziu o filme. Karoline gravou na viola caipira, no Estúdio Abacateiro, em Botucatu, um tema composto por Feffer. Osni Ribeiro dirigiu e produziu a gravação. A trilha gravada pelos músicos botucatuenses ilustra a cena final do filme.

Feffer explica o convite aos músicos botucatuenses. “Em certo momento do filme, há uma cena muito poética, com o André caminhando pelas montanhas da serra de Botucatu, sua terra natal. Para esse momento pensei em utilizar uma viola caipira na trilha. Busquei o Instituto Jatobás para que me indicassem uma pessoa da região que tocasse viola e pudesse fazer uma participação. Eles me apresentaram a Karoline Violeira e deu muito certo. A cena ficou linda”.

Karoline encarou o desafio, gostou da experiência e diz estar muito orgulhosa pelo sucesso do filme. “Quando fui convidada pelo pessoal do Instituto Jatobás fiquei um pouco assustada com a missão. O Ruben Feffer me passou uma partitura e eu fui treinando para conseguir fazer o que ele pediu. Era uma empreitada bem diferente do que estou acostumada a fazer. No estúdio foi um grande aprendizado, o Osni Ribeiro produziu a gravação, me deu várias dicas e me acalmou porque eu estava bem nervosa”, comenta.

Atualmente, dedicando a maior parte de seu tempo a cuidar da filha Anahi, de três meses de idade, Karoline ressalta a satisfação por participar do projeto. “Estou muito feliz que o filme esteja tendo esse reconhecimento. Nunca poderia imaginar que a minha violinha simplesinha aqui do sítio iria chegar tão longe, num filme de sucesso internacional. É uma coisa que quero contar para minha filha e, no futuro, para meus netos”. A violeira ainda não assistiu o filme, mas já viu a cena em que sua música aparece e concorda com Ruben Feffer: “É linda”.

O Instituto Jatobás atua há mais de 15 anos no município de Pardinho e agora, está expandindo sua atuação para a região da Cuesta Paulista, com base no conceito e na prática de desenvolvimento local sustentável, o que inclui parcerias com organizações da sociedade civil, poder público e empresas, além do apoio a empreendedores, produtores culturais e artistas. A indicação de Karoline Violeira para participar do filme é mais uma das ações do Instituto Jatobás em estímulo aos talentos e empreendedorismo cultural e criativo da região. “O Hot Docs é um dos festivais de documentários mais importantes do mundo”, enfatiza Feffer. “Dessa forma, o filme vai trazer uma visibilidade para os artistas da região e para o Instituto Jatobás”.

Sempre realizado na cidade de Toronto, o Hot Docs está em sua 28ª edição. Neste ano, a programação on-line terá a estreia de documentários em transmissão por streaming, eventos ao vivo e outros conteúdos, de 29 de abril a 9 de maio.

Sobre “You´re not a soldier”

O filme parte da relação da diretora Maria Carolina Telles com seu pai, um soldado dedicado que se sentia atraído pelas complexidades da guerra. Na tentativa de entender o que motivou o desejo de seu pai de estar na linha de frente, Telles mergulha na história do fotógrafo de guerra André Liohn. Como o pai de Telles, André era um homem que lutava contra sua própria dor interna, muitas vezes optando por mergulhar em algumas das zonas de conflito mais notórias do mundo. Liohn testemunha a morte de companheiros de trabalho e começa a questionar os motivos para se colocar em tal perigo, expondo as veias abertas do jornalismo e a luta universal para superar a dor do luto e a verdade inexorável da morte.

Instituto Jatobás e Prefeitura de Pardinho investem R$ 180 mil para tratar resíduos sólidos da cidade

resíduos sólidos

Município do interior de São Paulo envia cerca de 150 toneladas de resíduos sólidos urbanos por mês ao aterro sanitário; ações envolvem a coleta seletiva dos resíduos recicláveis e tratamento dos resíduos da construção civil 

O Instituto Jatobás e a Prefeitura de Pardinho caminham para a conclusão da primeira fase de um projeto ambicioso: buscar soluções sustentáveis e definitivas para a destinação adequada dos resíduos sólidos na cidade, considerada o berço do projeto de desenvolvimento sustentável do Instituto.

A iniciativa, chamada de Projeto Lixo Mínimo, teve início em novembro de 2019, após reuniões entre a prefeitura municipal, representada pela Coordenadoria de Meio Ambiente, e o instituto, conforme a coordenadora de Desenvolvimento Local do Instituto Jatobás, Madalena Carneiro.

A demanda do projeto surgiu devido ao grande volume de resíduos gerados no município que são enviados ao aterro sanitário, além do descarte incorreto em diversos pontos da cidade, uma grande problemática ambiental.

Projeto Lixo Mínimo

Atualmente, o município envia ao aterro de Botucatu, em média, 150 toneladas por mês de resíduos sólidos urbanos, gerando um custo de mais de R$ 200 mil por ano. Estima-se que menos da metade dos domicílios e empresas realizem a separação dos resíduos recicláveis.

“Atualmente, 72% do território municipal é Área de Proteção Ambiental (APA), em função da característica do município de ser um grande produtor de águas, com elevado número de nascentes, detentora do título de Interesse Turístico. Por isso, cada vez mais se torna necessário trabalhar também nas ações de educação ambiental para sensibilizar e conscientizar a população, bem como para os visitantes e turistas. Um projeto importante que tem muitos desafios e objetivos a serem vencidos”, salienta Madalena.

Coleta seletiva

Nesta primeira etapa do projeto, que engloba a criação de ferramentas para a separação na fonte, coleta e encaminhamento dos resíduos recicláveis domiciliares e de empresas para a reciclagem, a Prefeitura de Pardinho pretende investir cerca de R$ 130 mil.

O valor será destinado à construção de um barracão, localizado em uma área pública, e compra de equipamentos como esteiras, silos e baias para triagem e beneficiamento do material reciclável.

Já o Instituto Jatobás pretende disponibilizar cerca de R$ 50 mil para ações de capacitação dos agentes da cooperativa de catadores de materiais recicláveis envolvida no projeto, além da comunicação e educação da população sobre o descarte e separação dos resíduos recicláveis, assim como para o gerenciamento do projeto.

Cooperativa de catadores

O trabalho contará com a participação da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da cidade. O grupo, que já atua no município há quase 20 anos, está em fase de regularização para formalizar a criação da cooperativa, que atualmente é denominada como associação.

No atual modelo, a cooperativa poderá, além da coleta, realizar a separação, processamento e comercialização de materiais recicláveis, oferecer serviços de mão de obra terceirizada de coletores de rua; limpeza de terrenos, podas e coleta de resíduos orgânicos, mão de obra de limpeza bruta para empresas e poder público e operar um sistema de logística reversa de outros tipos de resíduos.

“Apoiar na implementação da política de resíduos recicláveis, por meio de articulação e estruturação de uma cooperativa, capacitação dos agentes para a implementação, gerenciamento na reorganização do local de trabalho, estruturação do trabalho e disponibilização de ferramentas de gestão para que a cooperativa possa ter sustentabilidade ao processo, são alguns dos objetivos do projeto”, conta Madalena.

Resíduos da construção civil

Paralelo ao programa de coleta seletiva, o Projeto Lixo Mínimo também incluirá o processamento de resíduos da construção civil. Estima-se que são geradas por mês mais de 600 toneladas de entulhos e restos de construção em Pardinho.

O gestor do projeto, Geraldo Júnior, afirma que a iniciativa privada ficará encarregada de fazer a transformação do entulho. A expectativa é que o resíduo oriundo das construções, como telhas, tijolos, concreto, cimento e madeira sejam transformados em novos materiais para reutilização.

“Teremos uma britadeira com capacidade de moer 1.200 toneladas de resíduos da construção civil por mês. Assim, poderemos ter materiais para utilizar no asfaltamento de estradas rurais e até um ‘tijolo ecológico’. Já a madeira poderá ser triturada e utilizada em caldeiras ou até como adubo”, diz.

Ele relata que poucas empresas do setor realizam o descarte e processamento deste resíduo de maneira correta. “Tudo que se recolhe na construção civil é enterrado, 90% das empresas fazem isso, ou seja, amontoam tudo e enterram”, desabafa.

Início das atividades

As atividades, tanto do barracão da coleta seletiva como da empresa que irá realizar o tratamento dos resíduos da construção civil, devem começar antes de dezembro. A previsão é que o sistema esteja em plena atividade a partir do início do ano.

Porém, antes disso, ações de educação e conscientização devem acontecer ainda em setembro. Inicialmente, campanhas sobre a separação correta dos resíduos recicláveis e sobre a coleta seletiva serão realizadas porta a porta em domicílios, igrejas, associações de bairro, empresas, repartições públicas, comércios, etc.

Ainda está prevista outra etapa, desta vez com o foco nos resíduos e rejeitos retirados de ruas, calçadas e nos mutirões de limpeza que acontecem todo início de mês.

Por Francielle Bertolacini

Rede Comunidade de Inovação Social se consolida como uma das iniciativas do Instituto Jatobás

instituto jatoba


Criada em 2015, a Rede-Comunidade apoia e incentiva grupos de pessoas que queiram desenvolver soluções efetivas e de impacto positivo em diferentes temáticas e territórios de São Paulo.

O século 21 e os dias atuais têm deixado claro que investimentos e resultados meramente monetários não significam melhoria de qualidade de vida, muito menos transformação e impacto positivo. O desafio global, pautado pela agenda 2030, de alcançar prosperidade com sustentabilidade se torna cada vez mais agudo. Como, então, construir um outro mundo possível?

Criado em 2002, o Instituto Jatobás busca responder a tal pergunta, sendo o desenvolvimento sustentável parte estruturante do DNA da organização. Para isso, ao longo dos anos, elaborou uma série de modelos, conceitos e ferramentas práticas pautadas em três principais pilares: conhecimento, mobilização e conexão. São os casos do Ecopolo de Desenvolvimento Sustentável Municipal, o Ecoparque e a Organização Sistêmica Sustentável, que trazem para a gestão estratégica, tanto financeira como político-administrativa, um lastro de amplitude sócio-cultural, ecológico e de qualidade de vida, orientado em indicadores de sustentabilidade

Mas se mudanças paradigmáticas ocorrem quando um sistema não consegue mais responder a questões ou demandas de uma sociedade, a transformação se dá, justamente, no exercício da inovação. Foi pensando nisso que o Instituto Jatobás idealizou, em 2015, a Rede Comunidade de Inovação Social, iniciativa que apoia e incentiva grupos de pessoas que se sentem impotentes diante da realidade e querem resolver, por meio da inovação social, problemas sociais complexos.

“A essência do trabalho do Instituto Jatobás consiste em influir para a ampliação da consciência, com foco na construção de um caminho coletivo, solidário e sustentável. Mas para isso, precisamos agir de forma empática e ativa. A Rede-Comunidade cumpre exatamente esse papel: de inovar, pela ação, já que mudanças sistêmicas e estruturais só são possíveis, quando conseguimos transformar o conhecimento adquirido em soluções efetivas”, analisa Luiz Alexandre Mucerino, vice-presidente do Instituto Jatobás.

“A proposta de ser uma rede é, principalmente, gerar, mais do que conexão, interação. Comunidade vem da ideia de se trabalhar para um bem comum, para e pelo o coletivo. Já a inovação social é o meio para que a transformação ocorra. Isto quer dizer que, a partir do entendimento profundo e da desconstrução de um problema, conseguimos produzir uma nova compreensão da realidade, gerando hipóteses de soluções, experimentações e mudanças disruptivas”, complementa Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade.

A iniciativa nasce com um propósito claro: facilitar e impulsionar a construção de um sistema social com novos paradigmas, a partir da atuação de agentes coletivos fortalecidos e conectados em rede distribuída. Para isso, propõe o jogo: aqui o processo é mais importante que o resultado; a colaboração e a interação são regras; as pessoas estão no centro da solução (isso se chama empatia. E sim, empatia é ação!); a aprendizagem é compartilhada; a inovação é social.

O Design Centrado no Ser Humano como abordagem

Para abarcar o conjunto de conceitos que embasam o trabalho da Rede-Comunidade, foram agregadas diversas ferramentas de gestão e inovação, por meio das chamadas metodologias leans, ou metodologias ágeis, cujo principal representante é o Design Thinking.

“O design thinking traz um ceticismo positivo, que nos possibilita questionar as nossas certezas e nos põe em contato com o público de forma mais empática. Dessa forma, analisamos o problema de forma holística, considerando o ponto de vista do público, priorizando a estratégia, para só então pensarmos em táticas, que são as soluções em si”, comenta Daniele Costantini, consultor da iniciativa.

A abordagem faz parte do chamado Human Centered Design (Design Centrado no Ser Humano), onde as pessoas estão no centro das decisões para a criação de soluções que realmente impactem positivamente a sociedade. Para que isso realmente aconteça, a metodologia se baseia em três diretrizes:

empatia: processo de escuta e ação empática, na qual toda solução é baseada no entendimento profundo da necessidade do público-alvo.

colaboração: processo coletivo e em cocriação com os diferentes pontos de vistas.

experimentação: processo de experimentação, prototipagem e teste, no qual errar e aprender rapidamente com o erro é permitido.

“Escolhemos o design thinking como metodologia mestra da Rede-Comunidade, pois nosso principal objetivo é incidir no nível mais profundo da inovação: a mudança de mindset (modelo mental). Somente a partir da aplicação e experimentação dessa base metodológica, podemos, juntos com os grupos apoiados, desenvolver um novo olhar sobre o problema. Um olhar a partir da necessidade do outro. Dessa forma, os grupos são incentivados a não se apaixonar pela solução, mas pelo desafio. É uma nova forma de escuta – ativa e empática -, que nos leva a relações mais saudáveis e soluções mais responsáveis”, analisa Ivani.

Como funciona a Rede Comunidade de Inovação Social

A Rede-Comunidade incentiva a formação e o funcionamento de grupos, organizações e coletivos de modo colaborativo, em temas de inovação social, cidadania ativa e desenvolvimento sustentável. A ideia central é fortalecer a proposta de valor, potencializar a sustentabilidade e alavancar os modelos de trabalho de cada grupo.

Para isso, a Rede-Comunidade atua em três principais frentes:

1. Apoio aos grupos:

Oferecemos duas formas de apoio: via convocatória de projetos (apoio com metodologia desenvolvida pela Rede-Comunidade + investimento financeiro) ou suporte de gestão organizacional (apoio metodológico, sem aporte financeiro).

Os grupos selecionados via convocatória percorrem todas as etapas da metodologia proposta pela Rede: (1) entendimento do problema e delineação dos desafios; (2) Pesquisa em profundidade, com base no método de entrevistas de empatia; (3) Elaboração do ponto de vista; (4) Ideação; (5) Prototipagem e testes. Além do suporte metodológico, os grupos recebem um investimento semente para viabilizar a realização do protótipo.

Já as organizações que necessitam de aprofundamento em ferramentas de gestão, podem receber assessoria em formalização organizacional, estratégia e gestão organizacional, gestão de projetos, captação de recursos e comunicação. Ou podem ainda participar dos eventos de mobilização promovidos pela Rede-Comunidade, que tem por objetivo a geração de soluções inovadoras em um curto período de tempo.

2. Animação da Rede

Durante todo o processo de mentoria, os grupos constroem conexões e integram ampla estrutura de rede, distribuída e fortemente conectada, com o objetivo de unir esforços e gerar maior valor social. Para fortalecer a conexão, são realizadas feiras de projetos, circuitos temáticos e espirais de conhecimento.

3. Gestão do Conhecimento
Visando ampliar o alcance da Rede-Comunidade, sistematizamos e divulgamos as experiências, aprendizados e conhecimento gerados durante todo o processo de mentoria com os grupos, por meio dos nossos canais de comunicação e da realização de fóruns e seminários.

“Os grupos ou coletivos podem entrar para a Rede-Comunidade, participando de suas convocatórias e assim receber um apoio financeiro e metodológico. É possível, também, buscar somente o apoio metodológico para endereçar necessidades específicas. Mas o compromisso principal da Rede-Comunidade é o de articular e fortalecer conexões para formação de rede aberta e distribuída, colaborativa, visando o aprimoramento e enriquecimento das relações entre as partes”, explica Ivani.

Caminhos possíveis e futuros

Além do processo prático de apoio aos grupos selecionados, a Rede-Comunidade buscou, ao longo de 2018,  a replicação dos saberes e experiências. Nessa etapa realizou-se a sistematização dos processos e o monitoramento e avaliação de indicadores. O estágio mais avançado dos grupos se dará com a integração entre eles para formação de uma rede aberta, distribuída e colaborativa, que visa o aprimoramento e o enriquecimento das conexões.

“A Rede-Comunidade não tem a pretensão de ser só uma apoiadora em termos financeiros. Queremos que ela realmente se torne uma comunidade de práticas de  compartilhamento, conectando pessoas, coletivos e organizações disruptivas, para que juntas impactem positivamente a sociedade. Para isso, estamos preparando ambientes de troca e multiplicação, dentre encontros presenciais, plataforma digital, grupos de trabalho nas redes sociais. Assim, conseguiremos manter contato e aproximação com todas e todos que passaram pelo processo. A intenção é que a Rede-Comunidade faça uma facilitação invisível (e não invasiva) dos grupos, facilitando a interação e potencializando a aprendizagem”, conta Isabel Pato, coordenadora de projetos da iniciativa.

Outra frente de continuidade da Rede-Comunidade se dará por meio da sensibilização. A ideia é, diante do desconforto mundial coletivo engendrado pela conjuntura atual, colocar luz em possibilidades de construção coletiva, que empoderem e fortaleçam mecanismos de transformação social.

Nós acreditamos que embora existam problemas complexos, nunca se teve, em toda a história, a oportunidade de se resolver tais questões e de se dar uma grande guinada em direção à inclusão e qualidade de vida para todas as pessoas. Aí entra o viés da sustentabilidade e da agenda 2030: não vamos deixar ninguém para trás. Temos um compromisso com planeta e com as pessoas. E este é também o papel da Rede-Comunidade”, completa João Lobato, líder do Think and Do Tank João Salvador Furtado, do Instituto Jatobás.

>> Para participar, contribuir ou indicar um grupo, entre em contato conosco, pelo e-mail: rede-comunidade@institutojatobas.org.br

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