Rede-Comunidade aposta no fortalecimento do campo da inovação social

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Com foco no território e na formação de agentes transformadores, iniciativa consolida sua atuação por meio do apoio metodológico e financeiro a grupos e coletivos geradores de impacto positivo.

Com 2019 na memória, a Rede-Comunidade de Inovação Social segue rumo a 2020. Ao longo do ano, diversos projetos deram vida e concretude ao nosso propósito: fomentar comunidades e promover a cocriação entre pessoas de diversas trajetórias, que, ao acionarem a inteligência coletiva, geram soluções de impacto positivo.

“Fazer parte da Rede está sendo muito importante. No começo a gente ficou meio receoso, porque não conhecíamos os outros grupos, como era o dia a dia de cada um. Mas tem sido ótimo porque tínhamos uma visão muito técnica, muito de dentro de âmbito arquitetônico. É sempre bom ter este conhecimento adquirido do compartilhamento. Os workshops tiveram também este papel de criar a ponto com os outros coletivos e organizações da rede”, relata Denis Oliveira de Souza Neves, do ArqCoop+.

Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade, complementa: “A articulação entre as três frentes trabalhadas pela Rede –  apoio aos grupos, ativação da comunidade e gestão do conhecimento – possibilita que os coletivos possam experimentar e testar soluções inovadoras, participar de uma rede ativa e conectada, e ainda dar maior visibilidade aos seus projetos, a partir de uma série de subsídios teóricos e metodológicos. Acreditamos que a inovação social acontece a partir da colaboração e é isso que fomentamos”.

Abaixo, elencamos as principais atividades realizadas pela Rede-Comunidade em 2019. Confira! 

:: Retrospectiva 2019 ::

#InovaZL: um lugar de conexão e criatividade, uma vivência de aprendizado e cocriação. Essa foi a proposta do projeto, que, em parceria com a Fundação Tide Setubal, selecionou, via edital, oito grupos de territórios periféricos de toda São Paulo, para participar de uma jornada de formações em inovação social. 

Ao todo foram oito meses de apoio metodológico com base no design thinking. Os grupos passaram por diversas etapas, como planejamento, pesquisa de empatia, ideação, prototipagem e teste, sob orientação da Rede-Comunidade.

#ProjetoSolução: idealizado em 2016 por estudantes do Colégio Bandeirantes, que sentiam a necessidade de propor (e viver) ações de impacto social, fora da bolha e com espírito empreendedor, o projeto Solução reúne jovens do Band e de outras instituições escolares para aprender uma metodologia e colocar em prática, JUNTOS, ideias para resolver problemas de uma determinada comunidade. 

Em 2019, graças a uma parceria com o Instituto Jatobás, via apoio metodológico da Rede-Comunidade de Inovação Social, e com a organização Reflexões da Liberdade, o projeto Solução chegou à EMEF Eduardo Vaz Doutor, localizada em Embu das Artes.

Na busca por soluções que transformem o Programa Escola da Família, foram trabalhadas soluções para a escola Eduardo Vaz. Os jovens passaram por encontros, onde, orientados pela Rede-Comunidade, puderam experimentar a metodologia do design centrado no ser humano (Design Thinking): definição do desafio (entendimento do problema), pesquisa de empatia, com entrevistas com pessoas do entorno da EMEF (público-alvo), ideação para gerar soluções e muita troca. 

#RealizaCuesta: uma jornada de conexão, aprendizado, cocriação e mão na massa. Essa é a proposta do projeto, que selecionou, via edital, onze empreendimentos, dentre 70 inscritos, das cidades de Avaré, Botucatu, Bofete, Pardinho e São Manuel. 

Ao todo foram cerca de 4 meses de formações, onde foram trabalhadas desde as competências socioemocionais e as relações do indivíduo com o outro, até a prosperidade econômica do negócio, por meio de atividades práticas. Os empreendimentos selecionados passaram por diversas etapas, como mapeamento de perfis, planejamento, pesquisa de empatia, ideação, prototipagem, teste, produção e revisão de plano e modelo de negócios.  Ao final do processo, foi realizado um evento de formatura, onde 4 empreendedores foram premiados com R$5.000,00.

#CircuitoDeInovação: com o objetivo de criar conexões entre os grupos participantes da Rede-Comunidade, o projeto realizou encontros presenciais na sede ou no campo de atuação de 3 grupos: Atêlie Cendira, Encrespados e AgroGym. A ideia era propiciar momentos de vivência e troca entre os grupos, seja por meio da apresentação da solução de cada um deles e compartilhamento de histórias e experiências, quanto pelo oferecimento de oficinas, rodas de conversa e programação cultural. 

#EditalPerifaSul: lançado no final de 2019, o edital selecionou 26 propostas da zona sul de São Paulo, que passarão por uma jornada de autoconhecimento, inovação e fortalecimento institucional em 2020. O primeiro encontro está programado para acontecer nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. 

#Engajamento e Mobilização

:: Agenda para 2020 :: 

O planejamento da Rede-Comunidade para o próximo ano está pautado nos aprendizados de 2019. Dentre as atividades previstas estão a manutenção do projeto Inova ZL, em  parceria com a Fundação Tide Setubal; a implantação do edital Atuação Perifasul, lançado no final do ano, em parceria com a Fundação ABH, Fundação Alphaville e Instituto Macambira; uma nova rodada da jornada Realiza Cuesta, em Pardinho; além de encontros presenciais e de cocriação entre todos os grupos participantes da Rede. 

“Vamos atuar no fortalecimento da nossa comunidade de projetos e coletivos, a partir de atividades de cocriação, com o objetivo de mobilizar e conectar cada vez mais pessoas e ideias para gerar impacto e inovação social”, explica Isabel.

As perspectivas para 2020 são motivadoras. “Nosso objetivo será promover a inovação social a partir de uma rede sólida e ativa, que incentive a troca de experiências, a ampliação do conhecimento e os serviços complementares. Para promover a colaboração e a cocriação, nosso foco estará nas parcerias e no fortalecimento da nossa rede comunidade”, complementa Ivani Tristan.

Ateliê Cendira abre as portas para o mundo

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Grupo de mulheres apoiado pela Rede-Comunidade reinaugura espaço colaborativo no Jardim São Luiz. 

“Somos um espaço de cuidado e bem-estar de mulheres periféricas”, anuncia Suzane Costa, uma das idealizadoras do Atêlie Cendira, local que reúne empreendedoras, artistas e educadoras do bairro Jardim São Luiz, localizado na zona sul da capital. 

O Atêlie, que foi reformado entre 2018 e início de 2019, vai ser reinaugurado no próximo 31 de agosto, com uma programação feita especialmente por mulheres e para mulheres. 

Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade de Inovação Social, conta que, ao longo de 2018, o grupo passou por mentorias, com o objetivo de definir e estruturar o modelo de negócios do Atêlie. 

“O grupo é apoiado há dois anos. Em 2018, foi contemplado pelo edital divergente positivo, que além das mentorias, recebeu um recurso semente, utilizado para a reforma do espaço. Já em 2019, decidimos seguir com o apoio, pois enxergamos o Ateliê Cendira como um espaço inovador e com alto potencial de impacto, pois contribui para o fortalecimento do empreendedorismo de mulheres negras e periféricas”, explica Isabel. 

Uma das etapas definidoras do processo de trabalho com a Rede-Comunidade, ancorado na metodologia do Design Centrado no Ser Humano, foi a pesquisa de empatia.

“Aprendemos a empatizar para qualquer decisão do Ateliê. Por exemplo, fazemos uma roda de justiça restaurativa comunitária, mas os temas sempre foram propostos a partir do que nós acreditávamos que seria relevante na vida das mulheres. E a partir do processo da Rede-Comunidade,começamos a empatizar até na hora de definir o tema. E esse foi um dos maiores aprendizados: a importância de se consultar”, relembra Suzane.

>> Leia mais sobre a experiência do Ateliê Cendira e de outros grupos em “Empatia: pilar chave da Rede-Comunidade

A empatia continua presente nas práticas das Cendiras: a programação de reinauguração foi desenhada em conjunto com as mulheres que participaram da pesquisa. “A abertura das portas do Ateliê para o mundo é um momento de grande celebração e não poderíamos pensar o evento, sem primeiro entrar em contato com as nossas empatizadas. Queríamos entender como poderíamos fortalecer o trabalho de cada uma delas e escutá-las sobre a programação”, conta. 

>> Confira a programação completa e confirme sua presença:

14h às 22h >> Feira de Economia Solidária e Feminista

14h30 às 15h >> Prática de Yoga Restaurativo, com Juliana Rodrigues

15h às 18h >> Círculo Restaurativo Feminino Intergeracional, com mediação de Suzane Costa e Edijane Alves

18h às 19h30 >> Debate “Empreendedorismo Feminino na Periferia, com mediação de Fabiana Teixeira e Anabela Gonçalves

+ Discotecagem com nossa DJ maravilhosa, Michelle Correa.

+ Show de encerramento com Luana Bayô!

+ Venda de quitutes e bebidas, produzidos pela empreendedora Andreza Jesus.

Após a reinauguração, estão previstas atividades como círculos restaurativos feminino, oficina de costura e aulas de yoga.

>> Quer saber mais? Siga o Ateliê Cendira nas redes sociais: fb.com/anauecendira/

Empatia: primeiro passo para a inovação social

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Realizado no dia 29/6, segundo workshop da jornada do #InovaZL2019, realizada em parceria com a Fundação Tide Setubal, foca na capacidade de empatizar e propõe atividades de escuta e entrevistas com público-alvo. 

Uma ideia ou uma iniciativa de impacto positivo começa sempre pelas pessoas. Esta é a principal proposta do Design Centrado no Ser Humano, metodologia utilizada pela Rede-Comunidade de Inovação Social: colocar o ser humano no centro das decisões, a partir da escuta, observação e vivência. 

Para se entender e resolver um desafio ou problema, é necessário conhecer profundamente o público-alvo, o usuário ou cliente do negócio de impacto social. Quem são essas pessoas? O que elas dizem, pensam, fazem, usam, sabem, sentem, sonham? O segundo workshop do #InovaZL se concentrou em responder essas questões na teoria e na prática, iniciando a fase da pesquisa de empatia. 

“Este tipo de abordagem nos possibilita quebrar opiniões formadas, achismos, a ideia do já feito e do já visto. É necessário que nos coloquemos ‘no lugar’ do outro para entender seu comportamento, suas dificuldades e seus desejos. É desta forma que podemos perceber mais sobre a situação na qual vamos intervir, suspender os nossos julgamentos e nos desapegar de nossos pressupostos”, explica Isabel Pato, coordenadora da Rede-Comunidade.

Para isso, os grupos realizaram dinâmicas para treinar a capacidade de escuta e, após, saíram às ruas para praticar tal aprendizado. A proposta foi entrevistar pessoas do bairro para entender quais as suas necessidades, desejos e dores. 

“Um dos pontos importantes do workshop é transmitir que a inovação pressupõe reconhecer e tornar presente a diversidade que orbita em torno do problema que os grupos selecionados no edital querem resolver. Existem pessoas, pontos de vista, papeis e perfis diferentes envolvidos no processo de se pensar uma solução. O que tentamos mostrar é quanto maior for a variedade de pessoas relacionadas direta ou indiretamente com a questão, mais rica será a imagem construída sobre o problema e mais efetiva será a solução desenhada”, analisa Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade. 

O final do encontro foi reservado para que cada grupo planejasse o mês de trabalho, elaborasse as perguntas para a pesquisa de empatia com o público-alvo e atores relevantes para cada projeto. O próximo workshop está previsto para agosto e iniciará a fase de ideação. 

>> Abaixo destacamos uma série de vídeos sobre o processo de empatizar. Confira: 

1. O que é empatia?

2. A empatia pode ser desenvolvida?

3. Como aprender a escutar o outro?

4. O que é comunicação não-violenta?

5. Qual a importância da diversidade de pontos de vista?

6. Quem são os outros? O que partilhamos?

7. É possível olhar além das fronteiras?

Instituto Jatobás oferece apoio organizacional para o Conexões Musas

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Rede de mulheres em prol de mulheres em extrema vulnerabilidade desenvolve planejamento estratégico com apoio da Rede-Comunidade de Inovação Social. 

Como valorizar a potência de mulheres vítimas de violência e em extrema vulnerabilidade social? O projeto Conexões Musas nasceu na Cracolândia, em São Paulo, e propõe um olhar voltado para os talentos que essas mulheres possuem. 

“Não queremos trabalhar só com os problemas que elas têm, mas, antes, juntar pessoas e inspirações para um projeto de inclusão produtiva. Olhar para as mulheres – egressas, em situação de rua, vítimas de violências etc – pelos talentos que têm, não pela vulnerabilidade”, explica Raquel Barros, fundadora da iniciativa.

A proposta é conectar mulheres em situação de vulnerabilidade por meio de processos e projetos que possibilitem e fortaleçam a autonomia e autoestima. Para isso, o Musas oferece uma série de oficinas e workshops de empreendedorismo, artesanato, gastronomia e moda, tais como crochê e costura, com o objetivo de geração de renda e desenvolvimento comunitário. 

“A moda é uma das nossas principais frentes justamente por trabalhar a questão estética e da beleza. No fundo é uma proposta de autocuidado, para que essas mulheres olhem para si, se redesenhem, se valorizem e se reconheçam”, analisa Raquel. 

Saiba mais sobre o Conexão Musas em entrevista realizada pelo SENAC:

A estrutura em rede do Musas se reflete também na gestão organizacional da iniciativa: as responsabilidades são distribuídas de acordo com o talento, de forma horizontal e participativa. Mas como em todo processo coletivo, a criação de uma identidade e posicionamento pode se tornar uma tarefa complexa.

“Começamos a trabalhar em coletivo, mas sentíamos que havia uma grande crise de identidade, além de falta de foco. A Rede-Comunidade de Inovação Social chegou para nos ajudar a enxergar e criar processos para o Musas”, relata Raquel.

Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade, explica que o apoio é, na realidade, um processo de mediação de grupo. “Nós iniciamos o trabalho com algumas perguntas – qual é a causa do conexões musas, quais serviços irão oferecer, quem é o principal beneficiado, quem é o público-alvo, como ampliar o impacto social das ações, como fortalecer a imagem da organização, quem é responsável por cada processo etc – e facilitamos para que elas mesmas encontrem uma resposta em comum e consolidem, assim, uma identidade”.

Ao todo, foram quatro encontros com foco no planejamento estratégico e criação de processos organizacionais e posicionamento. 

“Foram momentos muito legais e colaborativos: tiramos o que cada uma tinha na cabeça e construímos nosso propósito comum. Agora sentimos que estamos numa engrenagem – atuando de forma fluida e otimizada. Mas o mais importante é que hoje conseguimos entender melhor os talentos de cada uma e pudemos nos conhecer melhor”, conta Raquel. 

Além do Conexão Musas, outros grupos apoiados pela Rede-Comunidade, como o Atêlie Cendiras, passarão pelo processo de apoio metodológico para fortalecimento organizacional. Novidades em breve. 😉 

>> Acompanhe o Conexões Musas pelo instagram: @conexaomusas

Instituto Jatobás realiza jornada com participantes do InovaZL 2019

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Coletivos participam do primeiro workshop da jornada do #InovaZL2019, que teve como foco a conexão entre os grupos, além de iniciar o processo de Design Thinking, com o debate dos desafios de cada projeto. 

Um respiro. O primeiro dia do workshop do Inova ZL 2019, realizado pelo Instituto Jatobás, via Rede-Comunidade de Inovação Social, e Fundação Tide Setubal (saiba mais sobre a parceria), no 7/6, poderia ser traduzido como um momento de reflexão profunda. Uma pausa para olhar e se conectar com o outro. Um dia de escuta ativa e de aprendizado por meio da empatia. Afinal, a qualidade de uma intervenção depende das condições interiores do seu interventor. 

“Uma das etapas das jornadas realizadas pelo Instituto Jatobás visa promover a expansão de consciência e desenvolvimento do potencial humano: como as pessoas relacionam consigo mesmas, entre si e com a sociedade. Cada jornada é desenhada de acordo com o objetivo de aprendizagem e as experiências são realizadas por meio de diversas dinâmicas, ferramentas e metodologias (como o Design Thinking, Teoria U e Teoria integral). Para o Inova ZL 2019 trazemos à tona discussões sobre empatia, conexão, colaboração. A ideia é que as pessoas, sobretudo aquelas que atuam com impacto social e ativismo, que é o público da Rede-Comunidade, possam vivenciar outras formas de pensar e agir – sem julgamento, com escuta ativa, despertando a criatividade e a potência de inovação”, explica Ligia Carnicelli, do Instituto Jatobás.

Como quase tudo na vida, o encontro começou pelo… começo. Apelidado de “chegância”, o início do processo convidou as pessoas a fecharem os olhos e respirarem. Logo depois, a instrução: ‘abram os olhos e caminhem pela sala. Agora parem em frente alguém e olhem nos olhos da pessoa. Sem ne-nhu-ma palavra, tentem descobrir o que o olhar da pessoa revela? O que diz sobre a  sua trajetória?’. 

“Esta dinâmica mostra como o olhar, apesar de simples, é poderoso.
É um movimento mínimo com uma potência de conexão muito grande. A partir do olhar nos conectamos, conseguimos sentir o todo e, por fim, empatizar”, explica Patrícia Cassaca, facilitadora. 

A ideia, como explica Ligia, é vivenciar um momento de suspensão do julgamento. Para isso, a atividade prossegue com uma rodada de conversa em duplas (exercício de escuta ativa, muito utilizado na abordagem da comunicação não-violenta), onde os participantes puderam compartilhar o que sentiram ao olhar nos olhos uns dos outros.

“A pausa para olhar e ter empatia é um desafio.Temos a sensação de que ninguém nos conhece. Ninguém nos enxerga”, revela Nathalia Bovolenta, do coletivo Wilifa. 

Um novo jogo é proposto: em roda, cada participante sintetizou em uma palavra ou uma pequena frase o que gostariam de aportar para o grupo como um todo. Palavras como conexão, união, dedicação, alegria, equidade, resiliência, harmonia, afeto se transformam em ação e uma rede de barbante é formada, simbolizando a conexão e corresponsabilidade entre todos e todas. 

Estou feliz e surpreso. Pessoas que nunca teriam cruzado o meu caminho, hoje estão aqui na mesma rede que eu. Encontros e jornadas como essas renovam a esperança e demonstram que a transformação vem do trabalho em conjunto”, conta Pedro Correia, arquiteto do coletivo ArqCoop+.

Para finalizar o dia, os participantes foram convidados a se reunir em grupos e pensar em dez valores compartilhados para nortear toda a jornada. Daí nasceram,  a partir da construção coletiva: corresponsabilidade, cocriação, equidade, inclusão, confiança, amor, afeto, conhecimento, parceria, empatia, comprometimento, cooperação. 

O tal do Design centrado no ser humano

O segundo dia de workshop foi mão-na-massa. Na parte da manhã, Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade, apresentou a metodologia que irá modelar toda a jornada do Inova Zl 2019: o design thinking. 

O tal design de pensamento é uma das abordagens mais conhecidas do Design Centrado no Ser Humano, que tem como premissa colocar as pessoas (público-alvo ou usuários) no centro das decisões. Para isso, se utiliza de conceitos como empatia, colaboração e experimentação para gerar práticas e soluções que impactem positivamente uma determinada comunidade ou território. (Leia mais >>)

“Escolhemos o design thinking como metodologia mestra da Rede-Comunidade, pois nosso principal objetivo é incidir no nível mais profundo da inovação: a mudança de mindset (modelo mental). Somente a partir da aplicação e experimentação dessa base metodológica, podemos, juntos com os grupos apoiados, desenvolver um novo olhar sobre o problema. Um olhar a partir da necessidade do outro. Dessa forma, os grupos são incentivados a não se apaixonar pela solução, mas pelo desafio. É uma nova forma de escuta – ativa e empática -, que nos leva a relações mais saudáveis e soluções mais responsáveis”, analisa Ivani.

Já na parte da tarde, os grupos se reuniram para responder à primeira pergunta da jornada: qual problema a sua ideia quer resolver?

Pergunta-chave (e indispensável para todxs aquelxs que trabalham com inovação social!), ela faz parte da definição preliminar do desafio. No próximo encontro, que acontecerá no dia 29/6, no Galpão ZL, os coletivos irão adentrar a segunda fase desta etapa: a investigação. Momento de mergulhar de cabeça no problema que se pretende resolver e iniciar uma pesquisa de empatia profunda para mapear as necessidades e oportunidades que irão, no fim, nortear as soluções a serem geradas. 

Fotos: Jéssica Santana

Na busca por soluções, a possibilidade de autonomia

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Jovens do Colégio Bandeirantes e da EMEF Eduardo Vaz Doutor cocriam soluções para programa escola da família em Embu das Artes. Conheça o projeto Solução!


Aprendizado
e inovação têm a ver com autonomia. É a partir dela que surge o poder de criação, de se propor ou transformar algo. Autonomia essa que se constrói a partir da valorização e respeito pela trajetória e conhecimento de cada indivíduo. E quando se unem diferentes autonomias com um propósito comum, acontece a tal da cocriação. O projeto Solução é mais ou menos sobre isso. 😉

Idealizado em 2016 por estudantes do Colégio Bandeirantes, que sentiam a necessidade de propor (e viver) ações de impacto social, fora da bolha e com espírito empreendedor, o projeto Solução reúne jovens do Band e de outras instituições escolares para aprender uma metodologia e colocar em prática, JUNTOS, ideias para resolver problemas de uma determinada comunidade.

Em 2019, graças a uma parceria com o Instituto Jatobás, via apoio metodológico da Rede-Comunidade de Inovação Social, e com a organização Reflexões da Liberdade, o projeto Solução chega à EE Eduardo Vaz Doutor, localizada em Embu das Artes.

“Além da troca de experiências entre os jovens de diferentes realidades, o Projeto Solução traz inovação na própria forma como se estrutura. Ao reunir três organizações de naturezas e segmentos distintos, gera conexão e trabalho em rede – colab cada vez mais necessário para a geração de soluções que impactem socialmente”.

Ivani Tristan, líder da Rede-Comunidade.
Encontro de ideação realizado no Colégio Bandeirantes / Foto: Jéssica Santana

“Após um encontro com os alunos da Eduardo Vaz lá em Embu, e após conhecer a comunidade do entorno da escola, entendemos juntos que o nosso desafio tem a ver com a formação de público para o Escola da Família (programa que abre as portas das escolas estaduais aos finais de semana para que a comunidade ocupe e proponha atividades de lazer e cultura). Percebemos que existe espaço e verba, mas não tem ninguém que articule as atividades. Então pesquisamos e estamos pensando em soluções para que as pessoas da comunidade frequentem e proponham atividades de ocupação da escola”, conta Luiza Martinoli, aluna do Band.

Na busca por soluções que transformem a escola Eduardo Vaz, os jovens passaram por encontros, onde, orientados pela Rede-Comunidade, puderam experimentar a metodologia do design centrado no ser humano (Design Thinking): definição do desafio (entendimento do problema), pesquisa de empatia, com entrevistas com pessoas do entorno da EMEF (público-alvo), ideação para gerar soluções e muita troca.

Alunas do Band e da EE Eduardo Vaz durante pesquisa de empatia com moradores do entorno da escola. / Foto: Jéssica Santana

“Fazer as entrevistas foi um processo muito legal. Conhecemos histórias de diferentes  pessoas do bairro. Pessoas que a gente nunca tinha visto ou falado, mas que são do nosso território. Só assim, entendemos os interesses dessas pessoas, que são nosso  público-alvo, além de entender outras realidades e necessidades”.

Letícia Rafaela, aluna da EE Eduardo Vaz Doutor.

Juliana Rodrigues, da equipe da Rede-Comunidade, explica que o processo do design thinking fortalece o espírito empreendedor, melhora a habilidade de trabalho em equipe e colaboração, desperta a criatividade, cria um ambiente sem julgamentos, trabalha a liderança, persistência e comprometimento.

“A metodologia trouxe contribuições importantes para o projeto. Além da mudança de comportamento, sentimento de protagonismo e benefícios para a região da EE, a mais interessante delas é, sem dúvida, a interação e troca de conhecimento entre os jovens de diferentes realidades”, analisa.

Alunas da EE Eduardo Vaz e do Banda cocriam soluções. / Foto: Jéssica Santana

Letícia concorda: “O contraste que existe entre a minha escola e o Band é muito grande. O projeto trouxe a possibilidade de vermos os dois lados e descobrir um outro mundo. É praticamente um novo mundo, porque a gente está acostumado com o nosso ali de cada dia, com os nossos problemas, e esquecemos que existem os outros pontos de vistas”. Marina Brito, aluna do Band, completa: Esse projeto é também uma forma da gente do Band sair da caixinha, sair da bolha”.

“São dois mundos, desde o contexto de vida, família, trajetória, oportunidades etc, até como se apropriam do conhecimento. O que percebemos é que de um lado existe uma autonomia muito grande e de outro uma falta de controle e uma espera muito grande.”

Emerson Ferreira, idealizador do Reflexões da Liberdade.
Encontro de capacitação realizado em Embu das Artes na sede do Reflexões da Liberdade. Foto: Selfie 😉

Mais do que encontrar soluções para transformar a realidade do território, os jovens puderam vivenciar a autonomia de poder agir, ir atrás, propor. É aí que a mediação do Reflexões da Liberdade entra.

Emerson explica que além da parte de mobilização dos jovens em Embu, existe um trabalho fino e pé no chão de escuta e fortalecimento do sentimento de autoestima e autonomia.“Não vendemos a ilusão de que vai ser fácil. Conhecemos a realidade desses jovens. Sabemos como são as famílias, as casas, o bairro onde vivem, as escolas onde estudam. Mas a ideia é mostrar que eles também podem ser os criadores da própria realidade – deixando de ser apenas aqueles que identificam os erros e desestruturações na sociedade e se transformando naqueles que solucionam tais problemas”.

Jovens participantes do Projeto Solução 2019. / Foto: Jéssica Santana

“O projeto Solução tem começo, meio e fim, mas o que eu vejo é que jovens que passam por iniciativas como essa, ativam ou reativam o desejo de sonhar com algo diferente. E esse sonho vem justamente da troca de experiência, porque quando saímos do nosso território e circulamos, trazemos outras referências e ampliamos nosso campo de visão”, finaliza.

>> Acompanhe mais notícias sobre o projeto em breve. 😉

Rede-Comunidade oferece apoio continuado

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Com o objetivo de integrar as soluções em uma rede mais ampla e potencializar as suas ações, iniciativa do Instituto Jatobás mantém apoio a seis grupos

Em 2017, a Rede-Comunidade lançou o edital “Divergente Positivo” que buscou incentivar e promover a inovação social na Grande São Paulo. Ao todo, 15 projetos foram selecionados para receber oito meses de apoio metodológico e/ou um investimento semente de até 12 mil reais.

Após meses de convivência e aprendizado, o Instituto Jatobás identificou um grande potencial de transformação e impacto destes grupos e o interesse mútuo da equipe da Rede-Comunidade e dos grupos em seguir com a parceria.

Diante disso, a Rede desenvolveu o “apoio continuado” – uma maneira de fortalecer as ações dos grupos, gerando impacto cultural, social e econômico nos territórios onde estão inseridos.

>> Conheça os grupos que participam da Rede-Comunidade

Confira quais são e o que pretendem fazer em 2019:

Ateliê Cendira: apoio financeiro + assessoria em reflexão estratégica e identidade do coletivo, que está em fase de estruturação.

AgroGym: apoio financeiro para a realização do monitoramento do uso da agro-gym no Viveiro Escola União e desenvolvimento de melhorias para o espaço.

Encrespados: apoio financeiro para o trabalho de sistematização da metodologia aplicada pelo próprio coletivo em escolas da rede pública.

Feminismo Comunitário: apoio financeiro para a continuidade e ampliação das rodas de conversas e mulheres, além do oferecimento de atividades culturais e de autocuidado.

Teatro de Contêiner: apoio financeiro para a realização dos encontros mensais de autocuidado, rodas de conversas e apresentações de teatro para o território da Cracolândia.

Ao longo de 2019, vamos contar sobre o processo de cada um desses grupos aqui no nosso canal de notícias. Acompanhe! 😉

Confira os grupos selecionados pelo edital #InovaZL 2019

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Chega de ansiedade! Foram 49 projetos de toda a grande São Paulo inscritos no #Inova ZL 2019, dos quais 8 foram selecionados para receber R$8 mil cada, além de 8 meses de residência no espaço compartilhado de trabalho do Galpão ZL, com apoio metodológico e mentoria da Rede-Comunidade de Inovação Social. Confira a lista abaixo:

Arqcoop +: cooperativa de arquitetos populares que trabalha com projetos de habitação popular na Zona Leste.

Coletivo Meninas Mahin: grupo de meninas artesãs e militantes do movimento negro que  atuam com produção e organização da Feira Afro Meninas Mahin, em Itaquera (ZL).

DIVERSIFIX: grupo da zona leste que quer desenvolver um marketplace para facilitar conexão entre iniciativas de diversidade e inclusão e empresas (tornar o mercado de trabalho mais inclusivo)

O que você quer ser?: grupo de jovens da zona sul que auxiliam os jovens a ingressar no mercado de trabalho.

Wilifa: incubadora cultural que tem como proposta descobrir talentos na quebrada, dar visibilidade aos mesmos, tornando-os protagonistas.

Mauro Sergio Xavier de Castro: empresa que incentiva a reciclagem, por meio de ações de  coleta residencial de materiais recicláveis e premiações.

É bom de ver, cidade!: coletivo que utiliza ferramentas de gamificação, como jogos, histórias em quadrinhos e metodologias para uma educação autodirigida, no processo de engajamento da juventude da Zona Leste.

Mulheres Urbanas: coletivo que produz arte urbana, autossustentável, no Itaim Paulista (ZL).

>> Os grupos selecionados receberão um email da comissão organizadora com mais detalhes sobre os próximos passos e cronograma.

A comissão avaliadora, composta por representantes do Instituto Jatobás, Rede-Comunidade de Inovação Social, Kaleydos, Fundação Tide Setubal e Fundo Leste Sustentável, levou em consideração critérios como inovação social, relevância, viabilidade, impacto social, qualidade e organização.

O edital é fruto da parceria entre Fundação Tide Setubal e Instituto Jatobás, e visa o fortalecimento cultural, econômico e territorial das periferias urbanas da grande São Paulo, por meio de investimento financeiro e apoio metodológico para iniciativas. Saiba +: http://inovazl.com.br/release/

Acompanhe nas redes sociais da Rede-Comunidade de Inovação Social, Fundação Tide Setubal e site do Inova ZL.

Inova ZL lança edital de apoio a coletivos periféricos da grande São Paulo

Iniciativas em qualquer estágio de desenvolvimento podem se inscrever até 18/03 e devem abordar temas como redução das desigualdades sociais, defesa dos direitos humanos e fortalecimento do empreendedorismo social nos territórios em que atuam.

No próximo 25/2, o Inova ZL, por meio da parceria entre Fundação Tide Setubal e Instituto Jatobás, abre chamada para projetos voltados para o fortalecimento cultural, econômico e territorial das periferias urbanas da grande São Paulo. O objetivo do edital é investir e oferecer apoio metodológico para iniciativas que trabalhem para a diminuição das desigualdades sociais, na defesa de direitos humanos, fomentem a inovação social e promovam o empreendedorismo local com sustentabilidade.

“Tanto a Fundação Tide Setubal, como o Instituto Jatobás, por meio da Rede-Comunidade de Inovação Social, focam seus trabalhos no apoio a iniciativas que promovam ajustiça social e o desenvolvimento sustentável em seus territórios, com base na prática da inovação social. Com essa parceria, unimos forças para ampliar esse movimento. Queremos contribuir ainda mais com o protagonismo da população local, a partir da criação de uma rede de formação e apoio aos agentes do território”, explica Greta Salvi, coordenadora da Fundação Tide Setubal.

Podem se inscrever coletivos, movimentos sociais, alianças locais e redes(institucionalizados ou não), empreendimentos socioambientais (coletivos,cooperativas, negócios de impacto) e Organizações da Sociedade Civil (como associações de bairro e instituições sem fins lucrativos) que tenham origem e atuação em territórios periféricos da cidade de São Paulo.

>> Acesse o edital na íntegra. (link ativo para pdf edital)

Serão selecionados até 8 grupos que receberão:

  • A porte financeiro no valor de até 8 mil reais;
  • Apoio metodológico por 8 meses com base no “Design centrado no Ser Humano”, por meio de um processo deformação e mentoria desenvolvido pela equipe da Rede-Comunidade de Inovação Social;
  • Posto de trabalho e residência no espaço compartilhado de trabalho do Galpão ZL, de abril a dezembro de 2019;
  • Participação em evento final com a presença de investidores (Kaleydos), oferecido como uma oportunidade de captação e apoio na estruturação do negócio;
  • Acesso e conexão com outras iniciativas,possíveis parceiros e pessoas que compartilham do mesmo interesse.

>>As inscrições podem ser feitas até 18/3, pelo link: www.inovazl.com.br

Para se inscrever, basta acessar o formulário e preencher os dados cadastrais de todos as/os integrantes do grupo, responder às questões relativas ao projeto(qual a proposta, a quem se destina, quais resultados e impactos pretende atingir etc) e enviar um vídeo de até 02 minutos contando o porquê o projeto deve ser selecionado (+ detalhes, acesse o edital – link).  O resultado do processo de seleção será informado por meio do site Inova ZL (www.inovazl.com.br)no dia 05 de abril de 2019.

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Sobre o Inova ZL

Inova ZL é uma plataforma de inspiração, conexão, formação e apoio que busca fortalecer iniciativas transformadoras de e para as periferias. Ao longo de 2018, realizou rodas de conversas sobre empreendedorismo e tecnologia como ferramentas de transformação e um Hackathon, onde coletivos, especialistas e mentores participaram de uma jornada de prototipação de soluções de impacto social. O processo foi uma oportunidade de seleção e aceleração de empreendedores com foco em projetos que contribuam para a redução da desigualdade (ODS 10).

Sobre a Fundação Tide Setubal
A Fundação Tide Setubal é uma fundação familiar que atua com a missão de fomentar iniciativas que promovam a justiça social e o desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e contribuam para o enfrentamento das desigualdades socioespaciais das grandes cidades, em articulação com diversos agentes da Sociedade Civil, de Instituições de Pesquisa, do Estado e do Mercado. https://fundacaotidesetubal.org.br/

Sobre o Instituto Jatobás
O Instituto Jatobás é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)cuja missão é influir para a ampliação da consciência e oferecer conhecimento para a construção de caminhos coletivos solidários e sustentáveis. Tem como propósito a incorporação desses princípios nas práticas pessoais, organizacionais e comunitárias.


Rede-Comunidade realiza Feira de Projetos

instituto jatoba

A jornada foi intensa. Ao todo, 22 grupos passaram (e hoje compõem) a Rede-Comunidade de Inovação Social. Ontem reunimos todos eles para uma noite de apresentação dos resultados, e mais do que isso: celebração e conexão. Estavam lá coletivos, organizações, financiadores, pessoas que trabalham e vivem com foco no impacto social.

Estamos felizes não só pelos frutos desse processo, mas por entender que a interação com as pessoas que compõem cada um dos grupos com os quais trabalhamos nos transforma (como rede e como indivíduos) e norteia, de maneira empática e dialógica, a nossa metodologia. Reafirma, por fim, nossa principal crença: as pessoas precisam estar no centro de nossas decisões para criarmos, juntos, soluções de impacto.

Parabéns pela caminhada. Continuamos junt@s! ❤️

Conheça os grupos (e os acompanhe nas redes):

AgroGym | São Paulo Lab

Ateliê Cendira

Gaia Mais

Escreva seu futuro | Write Your Future

Feminismo Comunitário RP

Jovens Produtores Culturais | Instituto Favela da Paz

LimpaBrasil

Encrespados

@Se joga na Horta

Teatro de contêiner Mungunzá

Comunidade Educadora e Gênero

Coalizão, Clima e Mobilidade Ativa –

Agência Solano Trindade

Cidade Educativa

Restaurante Lixo Zero

Coletivo Perifatividade

Reflexões Da Liberdade

Anticorrupção

Prêmio Bem Envelhecer

Desacelera SP

Instituto Melhores Dias

IPA Brasil – Rede Brincar

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